[CANCELADA]Encontro Mortal(Fan Fic do Crepúsculo)
Nota da Autora:
Esta Fan Fic nao tem capítulos por isso para mim vai ser um pouco difícil para organizar um Índice, pelo que sempre que meter coisas novas porei sempre neste Post. (Peço desculpa se isso possa complicar a vida a algumas pessoas, pois quand escrevi esta fan fic pensei nao pensei em dividi-la em capítulos...
)
(P.S.nao liguem aos (formataçao do Windows Office, copiei directamente de lá)
Encontro Mortal
Por Diana Ramos
Saíram foguetes do único avião vislumbrado no céu...
Quando olhei vi algo a cair...
Parecia um anjo, algo belo e com vestes brancas...O foguete lançado do avião atingiu-o em cheio...
Estava em sofrimento... O anjo era estereotipizado: loiro, aos caracóis, com olhos azuis celestes, alto e com um olhar e sorriso serenos. Mas naquele exacto momento, estava em sofrimento…
Eu tento ajuda-lo mas ele apenas consegue dizer:" Sai daqui...por favor..."
Mas apenas consigo observa-lo... A beleza dele era estonteante...
Era de se ficar a olhar e não tirar os olhos de cima...
Quando olho outra vez, reconheço totalmente a figura...
Pálido, pele fria, os olhos começaram a mudar de cor...eram azuis mas rapidamente assumiram um tom negro... Parecia sedento... De algo... De repente começou a falar como se fosse de outra época... começou a assustar-me...Quando a luz solar o atingiu, foi o cúmulo… Fugi. Acabara de descobrir o que aquele anjo era - Vampiro...
Tudo apontava para que fosse...
De repente sinto alguém agarrar-me e depois, não me lembro de mais nada...
Passaram-se minutos e sentia uma dor horrível dentro de mim. Como se estivesse a ser queimada viva... Como se tivessem posto uma fogueira dentro de mim e que me estava a corroer todo o corpo...
Mas passadas horas, dias, a dor passa e só sinto sede...Sede de algo que não água... Sede de sangue... olho-me ao espelho e vejo-me reflectida.… Os meus olhos estão vermelhos e a minha pele pálida e com manchas roxas, que se assemelham a olheiras... O vampiro loiro olha para mim e ele está completamente recomposto do choque de há algum tempo… Não tinha noção de quanto...
O vampiro loiro era John... Ele contou-me toda a sua história e como estava desesperado em encontrar uma companheira...Sentia-se só. Depois propôs-me irmos caçar... "Caçar?" disse eu...
John disse"Não vamos caçar humanos, vamos caçar animais, descansa..."
"Animais? Porquê animais? Não tem o mesmo cheiro que os humanos..." disse estupefacta.
"Porque eu não quero ser um monstro... e também porque não o deves ser... Deves aprender a controlar a tua sede..."
E fomos para a floresta...
Encontramos vários animais mas nada me chamava mais a atenção do que...um cheiro doce no ar...Sangue humano...
"Vamos, não podemos ficar aqui... Foge..."
Mas eu estaquei... Não consegui reagir... Ignorei o cheiro a sangue humano e comecei a perseguir o cheiro de um leão da montanha... Saltei-lhe em cima enquanto John, preocupado, me procurava...
"Ahh estas aqui Dianna! Caramba pensava que tivesses saltado em cima do humano...mas pelo que vejo...não"
"Uhh...Digamos que este leão da montanha tem um melhor cheiro do que o humano... e para ser sincera...eu estaquei automaticamente e comecei a caçar o leão... Soube tão bem..."
“Pois, eu pessoalmente prefiro os veados, dão menos luta...Mas ainda bem que não perseguiste o humano...Só nos iria trazer problemas..."
Continuamos até nos sentirmos satisfeitos mas eu não me sentia completamente satisfeita...Sentia-me cada vez mais sedenta... E acabei por fazer o que não devia... Embora me sentisse eu, isso não me impedia de ser um recém-nascido.
Separei-me de John, quatro meses mais tarde, alegando que já era capaz de cuidar de mim, e encontrei um humano que não devia estar ali... Ataquei-o, embora sem vontade... Acabei por não o matar... Fiz-lhe o mesmo que John fizera há quatro meses...
Fiquei a pensar nas razões que me levaram a fazer aquilo. Mas não me ocorreu nenhuma. Aquele ataque foi espontâneo e inevitável. De repente, senti um âmago no estômago. Aquilo não fazia parte da minha natureza mas já nem os instintos lutaram contra aquela acção desesperada do meu ser. Apesar de ser uma recém-nascida, orgulhava-me de ter um grande autocontrolo sobre o meu consumo de sangue. Mas naquele momento, não estava sobre a minha racionalidade. Estava a agir sobre os meus instintos. E os instintos não seguiam a racionalidade.
Quando voltei a olhar para a vítima da minha tortura, vi a sua bela face tornar-se uma face de sofrimento. Não suportava olhar nos seus olhos azuis, que rapidamente se estavam a tornar carmesins. A sua face estava a ficar cor de mármore como a minha. Ao longo dos três dias que durou a sua transformação, muitas mudanças se verificaram no Rapaz. Quando finalmente ele estava convertido no terror que eu era, virei-me para ele e perguntei:”Como te chamas?” “Rafael”, disse-me ele. Ele parecia não ter mais de 17 anos. Era o rapaz ideal para mim. Mas ele tinha uma fraqueza que eu não tinha: Ele não conseguia resistir tão facilmente ao sangue humano como eu. Contudo, rapidamente ele se adaptou ao meu estilo de vida…
Ao longo dos quatro meses da minha existência como criatura da noite, nunca revelara dons especiais. Mas à medida que me desenvolvia, os meus dotes começaram a revelar-se. Primeiro, comecei por ter visões, mas nada de concreto. Eram apenas imagens de acontecimentos sem nexo. Depois, as imagens começaram a aglomerar-se em conjuntos definidos de acontecimentos.
Eu fiquei espantada com tudo isto. Nunca fora vidente ou tentara adivinhar o futuro, talvez apenas nos meus sonhos e planos maquiavélicos com a minha melhor amiga, que agora pensava que eu tinha morrido. Só um dos meus sonhos tinha sido realizado: Rui André.
E agora tinha-o perdido, para sempre.
Semanas mais tarde parecia que passara a ouvir vozes na minha cabeça. Não sei porque, mas a minha capacidade de quase “ler” os pensamentos que tinha enquanto humana, estava agora a revelar-se. De repente, passara a ler todos os pensamentos de Rafael. Na cabeça dele só corria um pensamento: Sangue humano. Fiquei alarmada, teria de o afastar dos humanos, pelo menos até o conseguir controlar minimamente. Mas nada o evitaria de dominar os humanos que aparecessem à sua mercê. Nos tempos que corriam, em Portugal, havia muita luz solar. Não podia deixar o nosso segredo ser descoberto, para o meu bem, o de John e para o bem de Rafael.
Eu e Rafael decidimos partir, para sempre de Portugal. Já estava farta de me esconder em grutas escuras e frias. No aeroporto de Lisboa passamos sem dificuldade, abstendo o facto de sermos gélidos como gelo e de não ser detectada nenhuma temperatura nas câmaras de infravermelhos. Éramos dados como mortos, mas não estávamos realmente mortos. Estávamos ali, a mexer-nos e a respirar (apesar de não nos ser necessário).
Partimos sem destino. Quando demos por nós, estávamos no Reino Unido. Fiquei admirada de como fui ali parar. Algo na minha mente me dissera que estávamos no lugar errado. Voltamos a partir em direcção ao continente americano. Mas chegados aí, não sabíamos o que fazer. Algo me dizia que iria ali encontrar vampiros semelhantes a nós, mas não sabia onde. Parecia desorientada com tudo o que estava a acontecer. Nada fazia sentido, nem as imagens que corriam céleres na minha mente me diziam o que fazer, apesar de serem um presságio daquilo que iria acontecer futuramente.
Contudo, algo nos fez ir para uma cidadezinha remota perto de Washington: Forks. Não sabia o que me levava aqui, porque só me lembrava das histórias que lera quando ainda era humana. Havia um livro que estava muito na voga e do qual todos falávamos: Crepúsculo. Vagamente, lembrei-me de que era em Forks que vivia uma família de vampiros, os Cullen, mas que eram ficção. Na realidade não existiam… ou será que…
Não. Isso era impossível.
Os Cullen não podem existir. Apesar de a história ser um pouco realista, não significava que o Edward e cia existissem mesmo. Era simplesmente impossível que uma família de vampiros e uma humana conviverem. Era impossível esse acontecimento. Apesar de ter um grande autocontrolo, nunca seria capaz de namorar um humano. Seria uma grande provação ao meu ser e um perigo para a espécie humana. E a prova disso era Rafael.
Chegados a Forks, não sabíamos bem o que procurar.
Tudo parecia igual, incluindo as casas. A comunidade era muito pacata e não se anunciava uma vivalma de vampiros. Não sentia o seu odor, pelo menos naquela zona. Sentia Rafael a ficar ansioso. Ele sempre que sentia o odor de sangue humano, era sempre necessária a minha intervenção, pois um pequeno deslize e a nossa existência seria posta em risco.
Rafael estava a olhar para mim, com um ar de sofrimento. “Tens de resistir à tentação, Rafael” Sussurrei-lhe ao ouvido, mas ele parecia não ouvir. Contudo, nada podia fazer. Eu também sentia o mesmo cheiro convidativo que ele sentia, mas o que ele não estava a sentir era o cheiro de um da nossa espécie misturado com esse cheiro de sangue humano. Talvez as histórias de Stephenie Meyer até tivessem um fundo de verdade. Mas continuei a duvidar da existência dos Cullen.
Continuámos a vaguear pelas ruas de Forks e por acaso, encontrei um Volvo prateado, em frente de uma vivenda que me parecia familiar. À porta dessa vivenda estava uma pick-up igual à da Isabella Swan, a protagonista de ‘Crepúsculo’. Ok isto já é estranho demais… Não é possível. Pensei para mim própria. Parecia aquela que vira nas minhas visões. E o carro fazia-me lembrar o que Edward Cullen usava. Sentia que o meu dejá-vu se estava a tornar realidade.
De repente, a porta da casa abre-se e sai de lá uma figura que, sem dúvida, era de um vampiro, e, atrás dele, vem a humana que despertara a atenção de Rafael. Ao meu lado, ele saltava de tão empolgado que estava e, de repente, vi o vampiro de cabelos bronze-acastanhados a colocar-se em posição defensiva. Não sei porquê mas tive a sensação de que este vampiro estava a ler os pensamentos de Rafael, tal como eu o estava a fazer. Mas eu sabia perfeitamente quem era aquele vampiro. Será mesmo verdade? Não pode ser. Tudo o que a Stephenie Meyer escreveu era ficção!
“Não sou ficção. Sou mesmo um vampiro, tal como vocês.” Disse o vampiro, com voz evasiva “Eu sou Edward Cullen. E esta é a Bella… Aviso-vos já que ela não é alimento para vampiros.”
“Não te preocupes. Eu pelo menos não faço tenções disso. Eu sou a Dianna e este é o Rafael, nós viemos de Portugal e parece que já sabemos o motivo pelo qual viemos aqui parar. Para encontrar a tua família. Desculpa se os pensamentos do Rafael são menos próprios. O nosso estilo de vida faz com que ele tenha maior dificuldade em resistir ao cheiro dos humanos. Certamente não seremos problema. “Disse-lhe calmamente. Ele a pouco e pouco foi perdendo a posição evasiva que assumira. Rafael também a pouco a pouco perdeu a tendência para pensar em consumir sangue humano. Fiquei aliviada. Na minha mente só corria a pergunta: Como era capaz a Isabella de conviver com vampiros? Não teria medo? Eu se fosse humana já teria fugido a sete pés. Era o que deveria ter feito, quando vi John a cair… Não deveria ter ficado ali. Devia ter fugido, se sabia que ele era vampiro…
“Digamos que a nossa amiga Bella tem uma coragem acima da média” Disse Edward, sorrindo pela primeira vez desde que nos encontramos. Que sorriso lindo!
“Obrigada pelo elogio” Disse Edward. Se pudesse corar, neste momento estaria com a face rubra. Edward apercebeu-se do meu embaraço e riu. O riso dele parecia campainhas a ressoar com o vento. “Bem, visto que já vos encontrei, vou ter de vos levar ao meu padrasto, o Carlisle. Já estávamos à vossa espera. A minha irmã, a Alice, previu a vossa chegada.”
“Eu também previ que vos iria encontrar, mas não acreditei. Pensei que vocês eram ficção.” Disse, hesitando em cada palavra. Sabia que, provavelmente, ele já sabia o que iria dizer. “Tal como já sabias, claro. Mas é bom saber que existem vampiros como nós, que não dependem do sangue humano para viver. Por isso, nós viemos atrás da minha visão. Enquanto nos deslocávamos, lutei contra a vontade sanguinária de Rafael, felizmente nada aconteceu, contudo, neste momento está a ser difícil para ele, pois já não caçamos há alguns dias.”
“Talvez possamos ir caçar esta noite, se os lobisomens nos deixarem… Ultimamente a nossa relação com eles não têm sido muito saudável. Pelo menos no que toca à Bella andar connosco.”
“Pois” a rapariga falou pela 1ª vez desde que Edward nos interpelou, há uns minutos atrás” Sobretudo o Jacob… Ele está muito magoado comigo. Sobretudo desde que o troquei em detrimento de Edward. Mas o meu amor, apesar de insano, por Edward, é muito maior do que o pelo Jacob”
“Compreendo.” Disse “Eu quando era humana, amava um rapaz… Mas depois tive de o abandonar por causa da minha vivência nefasta para a sua espécie… Depois encontrei o Rafael, e senti necessidade de lhe sugar o sangue, bem uma vontade intrínseca de o provar. Mas depois não o consegui consumir na totalidade… Desculpa por estar a falar desta maneira sobre o nosso regime alimentar. Mas é a única maneira de conseguir explicar. Resumindo: O Rafael acabou por se tornar em tudo aquilo em que sonhei para mim, embora seja totalmente diferente daquilo que senti pelo meu amado enquanto humana. Totalmente nada a ver. Contudo, sei que os meus pais e o meu amado ainda me procuram, pensando remotamente que eu ainda eu vou aparecer. Mas nunca mais irei aparecer. Nunca mais vou poder ver o rubor das suas faces nem o sorriso na sua face que ele fazia quando me via, nem a sua voz melodiosa… Cada jura de amor, cada beijo, para sempre gravados na minha memória. E apesar de tudo, apesar de ter conhecido o Rafael, não consigo esquecer o Rui André.” E neste momento, se pudesse chorar, com certeza que o estaria a fazer…
Senti uma mão no meu ombro, era Edward.
“Não chores…” gozou ”Sabes que nos é impossível partilhar a nossa imortalidade com os humanos, apenas com as humanas menos medrosas que há “
“Ahah que gracinha Edward, não sabia que era assim que pensavas de mim “ disse Bella, simulando estar ofendida. Eu libertei uma gargalhada sonora. Contudo sentia a tensão em Rafael. Sabia que ele sempre tivera ciúmes do Rui André, sabia que ele se sentia constrangido sempre que falava nele. Parecia que havia alguma culpa no seu semblante. As suas reacções não eram completamente normais. Edward pressentia essas sensações melhor que eu.
“É bom que comeces a cortar nesses pensamentos antes que te tenha de arrancar a cabeça, Rafael” Disse o Edward. Já estava a passar-se com os pensamentos perversos do meu namorado.
E Rafael assumiu uma posição evasiva. Já não estava muito satisfeito com a maneira como Edward se lhe estava a dirigir. E eu já não estava a gostar das visões que estava a ter. No momento seguinte, ouve-se uma risada graciosa seguida de um grunhido insatisfeito. Pela risada calculei que fossem Alice e Jasper.
“Olá, eu sou a Alice, e este é o Jasper. Tu és a Dianna e ali o sr.Vampiro Enfurecido é o Rafael.”
“Sim, isso mesmo. É um prazer conhecer-te finalmente” Disse cordialmente. Alice era a personagem que eu mais admirava na saga. A seguir ao Carlisle e ao Edward, e ainda do Jasper e do Emmett. A Rosalie não era a minha favorita, por causa do seu feitio e antipatia pela Bella; “E a ti também, Jasper. Realmente as palavras do livro não te descreviam com veracidade, tu és simplesmente espectacular. Nunca pensara que o teu poder de controlar as emoções fosse assim tão forte.”
“Pois… Só sentindo é que dá para percepcionar realmente o efeito que provoca nas pessoas, sobretudo no caso do Rafael. Como já deves ter reparado, ele acabou de abandonar a sua posição evasiva.”
“Indeed” Disse para mim própria. Era para mim um alívio ver que não iria decorrer dali um duelo entre vampiros. Isso é excelente… Significa que talvez ele abandone a ideia estúpida de atacar a Isabella. Não seria capaz de lutar contra os Cullen para o defender. Mesmo sendo o Rafael quem ele é. Apesar de tudo, voltar-me-ia contra Rafael se ele tentasse virar contra esta RAPARIGA, pela qual Edward tem tanto apreço, admiração e amor. Talvez se… Pensei, mas a minha linha de pensamento foi quebrada pelo poder tranquilizante de Jasper e pela voz de Edward, dita apenas para eu ouvir:
“É bom saber que apesar de tudo, eras capaz de fazer tudo para proteger um humano. Gostei mesmo imenso de saber.”
“Importas-te de deixar os meus pensamentos em paz, se não for muito incómodo?” Disse meio ofendida, meio no gozo.
“Com certeza. Peço desculpa se estou a ser indelicado” Ele parecia estar a ser sincero em cada palavra que dizia ”Agora temos de ir. Senão Esme vai dar cabo de nós. Ela não gosta que nós cheguemos atrasados para ‘jantar’, sobretudo quando Bella ’janta’ connosco”
Claro, a Isabella come de maneira diferente da nossa… Pensei no que ia dizer, antes de dizer, mas Edward já sabia a minha resposta.
“Então vamos” Disse Alice. Jasper estava a tentar controlar Rafael e Edward ao mesmo tempo mas não o estava a conseguir fazer. Estavam os dois muito tensos. Quase julguei que iria ocorrer um confronto naquele lugar. Mas o telemóvel do Edward tocou na hora H.
“Estou…. Sim… Claro… Sim, Carlisle, eu dou-lhe o recado… Até já.”
A conversa foi curta e Carlisle falava muito rápido. Apenas consegui apanhar: “Afasta-te de Rafael” e “A Esme está a ficar chateada, o comer de Bella está a ficar gelado. Despacha-te.”
“Bem, temos de ir então. Vocês vão no carro com Alice e Jasper. Eu vou com Bella. Encontramo-nos em nossa casa. Até já.”
“Até já.” Eu, Alice e Jasper dissemos em uníssono. Rafael está calado. Não diz rigorosamente nada. Estava completamente tenso. Eu já não sabia controlá-lo, estava completamente fora da minha capacidade. Este recém-nascido está descontrolado. E se ele toma mesmo a decisão de atacar Bella?
Estou a ouvir-te Dianna… Disse Edward, através dos seus pensamentos.
Edward? Não consegues deixar os meus pensamentos em paz por um segundo? Já andava exasperada por ter de ver os pensamentos de Rafael, de tão maneira sanguinários, que não precisava de outro vampiro que lesse mentes a ler a minha e a dissecá-la, tentando a todo o custo descobrir tudo sobre mim… Mas como eu era mais esperta, consegui bloquear todas as suas tentativas frustradas de tentar chegar aos meus pensamentos mais profundos.
Bolas, és mesmo difícil de ler, Dianna… Como fazes isso? Pensou Edward, curiosamente admirado.
A mente domina a matéria. Se não queres que ninguém invada a tua privacidade, deves conseguir criar uma barreira que proteja aquilo que não queres que ninguém saiba, disse-lhe
Wow! Custa acreditar que tu és uma recém-nascida.
Obrigada pelo elogio!
E durante o resto da viagem, trocamos pensamentos. Baixei a minha guarda para lhe permitir acesso aos meus pensamentos mais profundos. E os dele, não eram muitos, mas eram o suficiente para me deixar constrangida. Contudo, não o fiquei, parecia que já conhecia Edward há anos e não há minutos. E sentia-me maravilhosamente. Adorei poder partilhar alguns pensamentos com alguém como ele.
Quando chegamos à casa dos Cullen, entrámos num mundo completamente diferente. Aquilo que conhecia como mundo humano mudou para uma perspectiva completamente diferente, parecia que tínhamos acabado de entrar num conto de fadas, em que existe sempre um final feliz, mas, pelas minhas últimas visões, esse final feliz iria ser manchado de sangue… Bolas, estou a ser demasiado melodramática.
Mas apesar disso, acho que tenho uma certa razão em o ser. Rafael estava constantemente com aquele tipo de pensamentos constrangedores, que acabavam por me trazer visões soberbamente assustadoras. Sentia-me petrificada por cada visão que tinha… Todas deveras assustadoras.
Ainda encantada pela misticidade de conto de fadas da casa dos Cullen, não liguei ao facto de Edward estar a tentar chegar aos meus pensamentos, pelo que nem os bloqueei. Sentia-me livre e feliz, pela primeira vez desde que me transformei numa criatura da noite. Sentia-me aliviada.
Contudo, achava que toda esta felicidade iria ser destruída pela vontade sanguinária do Rafael. Eu amo-o, mas o futuro que se avizinhava negro, manchava a minha mente de visões negras. Edward estava preocupado com o meu estado de espírito, eu sentia-o no semblante dele e também na sua mente, pois tudo o que corria no seu pensamento era algo parecido com o que ia na minha.
“Dianna?”
“Sim, Rafael?”
“Quero saber o que sentes por aquele vampiro empertigado.”
“Estás parvo? Mas que pergunta é essa?”
“Quero saber o que sentes por aquele convencido.”
“Estás com a paranóia? EU não sinto nada por ele. Apenas amizade. Sabes que te amo.”
“Amas? Então porque é que estás contra mim? Porque é que não atacamos já aquela rapariga. Ela tem um cheiro irresistível! Não sei como aguentas!”
“Porque eu não sou normal. Eu não sou um vampiro normal. Sou um vampiro paranormal. Tu é que ainda não percebeste isso. Eu ajo sempre de maneira diferente de ti. Eu sou diferente de ti. Tu fazes sempre as coisas de acordo com uma hipótese. Eu se tiver duas escolho sempre uma terceira. E se continuas assim, não tenho outra escolha senão escolher a hipótese de te destruir. Como fui eu que te criei, não tenho nenhum medo de te destruir de seguida. Tu estás a agir com os instintos, tens de começar a agir com a cabeça. Lembra-te que eu não vou estar sempre presente, e olha que eu não me vou meter se o Edward ou o Emmett te quiserem arrancar essa cabeça dura. Sabes que mais, vou caçar.” E deixei-o a olhar para o vazio. Estava completamente exasperada. Já não tinha cabeça para o aturar, e às suas paranóias. Não o aguento mais. Contudo, amo-o… Mas de outro modo…
Eu desatei a correr. Sentia-me novamente livre mas sempre com pensamentos na cabeça… As visões estavam a vir e a ir, até que tive de parar. Estava a sentir-me esgotada. Não conseguia aguentar, era como se o meu coração de pedra estivesse a partir-se em bocados, ao ver aquelas visões do futuro, negras como breu. Estava a sentir-me deprimida, e todo este misto de emoções estava a dar cabo de mim. Acabei por me sentar num tronco de uma árvore, no meio de uma clareira. Estava completamente sozinha, apenas rodeada pelo silêncio dos pensamentos de todos os animais que estavam ali e pelas árvores. Nenhum humano e/ou vampiro me estava a perturbar, e assim conseguia pensar nas coisas com maior clareza. Contudo, passado algum tempo, comecei a ouvir vozes na minha cabeça. Vozes que não as dos animais… Fiquei preocupada, pois pensei que fossem humanos, o que não seria muito bom para mim, pois vampiro sedento perto de fontes de alimento não dá muito bom resultado. Mas depois veio o cheio… Um cheiro que se penetrou nas minhas narinas e que não era o de um vampiro, nem de um humano. Senti algo a saltar sobre mim e tive de, agilmente me desviar. Era um lobisomem, e pelo aspecto, e lembrando-me do Crepúsculo, vi que era Jacob Black.
“Pára Jake!” ouvi a voz da Bella, e observei o seu semblante aterrorizado. Provavelmente Bella e Edward vieram à minha procura.
“Mas esta vampira…” Jacob tinha voltado à sua forma humana, e estava com um olhar ameaçador. A minha reacção foi fugir, mas Edward travou a minha fuga.
“Calma, Dianna, ele não te vai fazer mal. Pois não Jacob?”
“Mas ele… Ele ia atacar-me! Caramba, ele ia mesmo atacar-me!” Disse, aterrorizada.
Não te preocupes, eu não deixo. Se ele tentar, é desta que vira casaco de peles. Disse-me o Edward pelo pensamento.
Coitado do Jacob… És muito maldoso…
Só estava a brincar… Só a brincar… Edward acabou por dizer.
Eu já tinha percebido… E sorri. Jacob ficou frustrado por me ver sorrir, quando estava quase a arrancar-me a cabeça.
“Qual o motivo da graça?” Disse, completamente frustrado.
“Nenhuma, nenhuma…”Disse eu, com a minha voz de campainhas a ressoar ao vento.
“Gostava de saber, já que penso que a piada está a ser à minha custa.”
“De maneira nenhuma… Agora se não te importas, tenho de caçar.”
“Nem te atrevas a por um dedo nela, sua bebedora de sangue imunda.”
“E quem te disse que o meu jantar seria a minha amiga Bella? Não sou desses…” Fui abruptamente interrompida por Jacob:
“Amiga Bella?! Mas alguém se importa de me explicar o que se passa aqui?!”
Ai que este rafeiro malcheiroso já me está cá a enojar. Será que ele é burro?! Pensei para mim. Já me estava a enervar e a dar vontade de o partir todo e qualquer osso que ele tivesse. E para além do mais é um convencido… Já não o aguento mais, a aura dele está a perturbar-me. É aura de Macho Alfa.
“Jacob, esta é a Dianna, uma vampira recém-nascida que tem o mesmo regime alimentar que nós. Ela é inofensiva para os humanos. Ela veio ao nosso encontro, pois seguiu algumas das suas visões. Ela é um misto da Alice e de mim: tem visões e consegue ler as mentes, e para além do mais, tem uma capacidade de detectar auras negativas facilmente. É de longe o vampiro recém-nascido mais desenvolvido que já encontrámos.”
“Deveras?”
“Sim, Sr. Casaco de Peles. É isso tudo que ouviste. Auras negativas, pensamentos e visões. E já agora, a tua aura está a incomodar-me, tal como os teus pensamentos”
“Vou tentar mantê-los quietos e calados” Disse Jacob sarcasticamente. Esta vampira empertigada consegue ser mesmo irritante… Quem me dera poder arrancar-lhe a cabeça…
“Já me disseram isso muitas vezes mas sabes que mais, saco de pulgas, é melhor nem tentares. Assim que tentares já viraste um casaco para oferecer à Rosalie. Ela é que não acharia muita piada, com esse cheiro nauseabundo, eu quase diria que tu dormias num contentor do lixo…”
“Eu dou-te o contentor do lixo…” Ele tentou atacar-me mas sem sucesso, novamente… A mente dele era muito aberta, dava para ver tudo, incluindo as manobras de ataque… Mas que idiota chapado…
“Vá meninos vamos a comportar-nos como pessoas crescidas… Dianna, pede desculpa ao Jacob por teres sido tão indelicada com ele…” O Edward estava a tentar evitar uma risada, pelo que eu li na mente dele, ele nunca tinha visto ninguém falar ao Jacob daquela maneira, sem ser Rosalie.
Tem mesmo que ser?
Sim Dianna, embora a minha vontade fosse de dizer o mesmo, mas eu não quero aborrecer Bella.
“Desculpa Jacob, por ter sido tão indelicada contigo…”mas mesmo assim, continuas a ser um saco de pulgas nauseabundo, pensei para mim, e estava quase a dize-lo mas contive-me.
“Desculpas aceites.”Disse Jacob secamente.
“Bem, agora se não se importam eu vou caçar, para longe. Volto mais logo, diz à Esme que não se preocupe comigo, e se precisares de me contactar, pensa. See you later people!” Disse e saí daquela confusão de lobisomem, humana e vampiros. Precisava de paz de espírito. Ah, e de estar longe daquela aura de macho alfa que Jacob emanava. Era mesmo deveras perturbadora, tal como a de Rafael…
Quando dei por mim, já estava no Canadá. Nem faço ideia de porque vim para aqui. Contudo, consegui encontrar alguns veados que consumi em pouco mais de dois minutos. Mas continuava sedenta. Mas sentia que esta sede não era minha – sentia que era alguém que a tinha por mim.
Oh não! Rafael!
Não… Rafael não ia ter a coragem de atacar a Isabella… Nunca! Ele não se atrevia a ataca-la com oito vampiros adultos à volta dele, sobretudo com um como Emmett por lá... Apesar de ele ser um recém-nascido, já tinha seis meses, logo a força dele estava a diminuir. Eu, como já tinha quase um ano, só podia contar com a força muscular e com a força que o sangue animal me dá, o que não seria suficiente para parar um vampiro como Emmett. E como eu afirmara, não me iria meter na luta. Assim não tomaria partido de ninguém. Nem correria o risco de sofrer se tivesse de ser eu a matar Rafael. Mesmo assim…
Corri de volta aos EUA, mas cheguei tarde demais. Encontrei Edward com Bella nos braços, já morta e exangue. E depois veio-me o cheiro a vampiro queimado. Rafael! Cai de joelhos no chão. Se pudesse chorar, neste momento, estaria a derramar um rio pelos meus olhos. Acabei de perder aquele que criara. Edward estava com uma grande aura negativa à volta dele e não era preciso saber e/ou poder detectar auras, o seu semblante dizia tudo…Os lobisomens uivavam, em respeito a Bella.
“Foi….Foi preciso…. Eu…eu ir…para…ele…não…ele não faz isto… não foi ele… não pode… ele não seria capaz…” Disse para mim própria e depois virei costas a tudo. Quis fugir dali. Bastou um dia para arruinar a vida de Bella e dos Cullen, especialmente de Edward.
Edward, como era ligeiramente mais rápido que eu, conseguiu agarrar o meu braço, para me dizer”A culpa não foi tua Dianna…”. A sua voz estava embargada pela tristeza profunda patente nos sentimentos de Edward.
“É minha sim Edward… Se eu não tivesse entrado nas vossas vidas… Bastou um dia… Um dia para acabar com a tua felicidade… A tua, a da tua família, até a do bando de rafeiros… Se eu e Rafael não tivéssemos vindo para aqui, nada disto teria acontecido. Estou com um enorme peso na consciência… “ A minha voz estava também ela embargada pela tristeza. Não aguentava ver Edward triste, era como se tivéssemos uma ligação especial entre nós.
Contudo, ainda bem que isto aconteceu… Rafael já estava a tornar-se um fardo, com todos aqueles pensamentos e toda aquela vontade de criar carnificina por todo o sítio onde passávamos… Deve ter sido melhor assim… Não sei… Sinto-me muito confusa… E agora? O que faço? Fico, parto, mato-me, incendiando-me? Estava a tentar bloquear estes pensamentos para que Edward não os ouvisse, mas de certa maneira, não consegui bloqueá-los… Parecia que as minhas faculdades sobrenaturais estavam a ser afectadas pelas emoções…
Por favor não penses nisso, Dianna… Só te vais magoar mais a ti própria…E por favor não vás… Fica… Ninguém te vai culpar por isto… Nem eu…Apesar de saber que tu é que o criaste, não podes ser responsabilizada pelos seus actos, por muito maus que eles tenham sido. Ele agiu por vontade própria, e agora sofreu as consequências.
Mas Edward… Eu sentia-me pessimamente. Tudo o que eu considerava decente estava agora a ser abalado por uma estupidez que nunca deveria ter acontecido: O Rafael atacar a Isabella.
Eu vou ficar bem, não te preocupes comigo… Eu vou ultrapassar isto…
Eu abracei-o, embora com vontade de voltar a fugir, mas Edward, ao sentir que eu queria escapar, envolveu-me num abraço férreo, que eu poderia facilmente quebrar, mas preferi não fazê-lo, para não ferir mais os sentimentos de Edward. Sabia que não valia a pena despoletar mais reacções negativas relativas à minha presença.
Emmett aproximou-se de nós. Queria falar comigo.
“Dianna, posso dar-te uma palavrinha?”
“Claro…”
Não te preocupes com o meu irmão… Ele não era capaz de te fazer mal… Apesar de parecer mau, ele não faz mais mal do que um gatinho amestrado… pensou Edward para mim. Interiormente, sorri. Contudo o meu semblante era deprimente… Sinto-me um monte de trampa… Quer dizer, nem sei como me sinto. É aquela coisa que não consigo justificar.
“Bem, Dianna, queria falar contigo” por causa do que aconteceu com o meu irmão, e com o teu namorado. Li o resto da frase na mente dele.
“Emmett, quero que saibas, que eu não tive nada a ver com isto, o Rafael agiu por vontade própria, eu ainda o tentei impedir, mas… Mas ele agiu contra minha vontade…”
“Eu sei… Eu sei disso tudo. O Edward contou-nos da tua batalha mental contra Rafael, e nós compreendemos que fizeste tudo o que estava ao teu alcance para evitar isto… Apesar de não teres conseguido, não deves martirizar-te por isso… Aconteceu, mas ninguém te vai culpabilizar.”
“Oh Emmett… Não acredito que apesar de tudo, tu ainda me defendes… Eu acabei, indirectamente, de acabar com a felicidade do teu irmão, talvez para sempre… Não sei se entendes isso…”
“Não destruíste, acredita… O Edward pode estar agora em baixo, porque afinal de contas, era ela a quem Edward amava, mas ele vai acabar por recuperar…” Esperamos nós… Pensou Emmett para dentro.
“Não tens bem a certeza disso pois não Emmett?”
“Para ser sincero, não.”
“Foi o que me pareceu…” Disse, abruptamente. Sentia-me preocupada com Edward. Mas que motivos tenho eu para me preocupar com ele? Eu mal o conheço, ele não me é nada. Que é que eu estou aqui a fazer? Eu nem sequer devia existir… Oh bolas mas que estou eu aqui a pensar… Eu sinto-me tão idiota… Raios partam… Isto é uma caca… Já não sei para onde me virar… Sinto que o mundo está todo contra mim… Que mais irá me acontecer nesta longa existência? Talvez morrer depois de uma longa batalha pela supremacia dos bebedores de sangue animal? Uh? Supremacia dos bebedores de sangue animal? De onde tirei essa? Ora bolas eu estou mesmo a ficar doidinha só pode… Donde é que eu tirei esta ideia? A minha cabeça parecia um poço fundo cheio de água turva, onde as coisas não se conseguiam ver com clareza, tal como os meus pensamentos.
“Dianna?” Emmett chamou o meu nome… Pelos vistos devo ter desligado da conversa….
“Uh? Oh desculpa Emmett, estava absorvida nos meus pensamentos… “
“Eu já tinha apreendido… Estavas com uma cara exactamente igual à de Edward quando fica dessa maneira, absorvido nos seus pensamentos, sem que ninguém saiba o que ele pensa.” Mas agora chegaste tu, e tu és a única que sabe o que vai na cabeça do meu irmão… Peço-te que o ajudes Dianna… Os pensamentos de Emmett eram de desespero. Ele amava o irmão dele e a preocupação dele comovia-me.
“Eu vou tentar Emmett… Mas não prometo nada… Se não conseguir, eu vou-me embora… Eu não estou aqui a fazer mais nada…”
“Ok… Se tu o dizes… Obrigada, Dianna…”
“De nada… Não tens de me agradecer… É o mínimo que posso fazer, depois de ter destruído a vida de Edward…”
“Certo…” Emmett não disse mais nada, e deixou-me só. Sentia-se deprimido por dentro. E eu sei, pois a sua aura está em desespero. E isso era bem patente no seu semblante. Sentia-me terrivelmente culpada. Sabia que a culpa era minha e não havia maneira de negar.
Senti que alguém estava por detrás de mim. Emmett já não estava comigo. Olhei para trás: era Jacob.
“A culpa é toda tua…”
“Não me estás a dar novidade nenhuma, rafeiro mal cheiroso e estúpido! “
“Cala essa boca imunda em vez de estares aí a chamar-me nomes, agora vais ter o castigo que mereces!”
“Ai não vais não!”Ouvi uma voz autoritária, que me fazia lembrar a do meu pai, mas não era… Era a de Sam Uley, o chefe da alcateia.
“Sam!” Disse Jacob.
“Ela não teve culpa do que aconteceu. Pára de ser tão idiota. O vampiro que fez a asneira já foi castigado. E matares esta vampira não vai trazer a Bella de volta” E para além do mais, se a atacas és bem capaz de despoletar reacções negativas aos Cullen… Não é uma boa ideia acabarmos com a nossa pequena aliança agora. Sobretudo quando ela já está frágil, e que se não fosse pelo Carlisle e o Edward Cullen, provavelmente a tua Bella tinha morrido mais cedo. Por isso e como teu chefe de alcateia e superior obedece ao que eu te digo! Eu estava a ouvir o que Sam dizia pela sua mente, assim certificava-me de que ele estava a ser sincero. Até porque sempre considerei Sam Uley o lobo mais responsável da alcateia, capaz de controlar todos, e também o mais sensato, ao contrário de Jacob, que apesar de ser um Alfa, é muito impulsivo e infantil.
Jacob não contestou. Também não poderia. A voz do macho Alfa deve ser incondicionalmente respeitada.
“Sam…” Eu disse, incrédula… Eu não conseguia acreditar que um rafeiro acabara de me defender… A partir de agora já não os critico mais… Afinal eles até tem bom coração… Talvez todos, excepto um: Jacob, que me queria dar cabo do canastro à força toda.
“Por favor Jacob, já chega de pensamentos negativos Pára! They are making me a riplash! Stop it!” Disse, de repente. Uma dor intensa atacou-me.
“Mas não sou eu…”Jacob disse em sua defesa.
Só sei que algo ou alguém estava a pensar de tal maneira que me estava a dar cabo de mim. Caí de joelhos no chão, com as mãos na cabeça, a tentar parar a dor intensa que sentia, mas não conseguia. Toda esta dor estava a tirar-me a capacidade de falar. Apenas sentia dor e não a conseguia expressar por palavras. Edward! Gritei num pensamento desesperado, pois já não aguentava com as dores que aquilo me estava a causar. Nem coerentemente conseguia pensar. De repente, a dor parou. Caí para o lado, e deitei-me na terra húmida. Sentia-me estoirada por dentro, e não sabia ainda o que tinha acontecido. Parecia um aviso de que algo estava para acontecer. Mas não conseguia ver o que era. O meu dom de clarividência foi toldado pela dor, pelo que não consegui ver nada. Sentia que tudo à minha volta estava a ser virado do avesso. Tudo estava a andar à roda, e eu não me estava a sentir bem. Precisava de alguém que me ajudasse a ultrapassar tudo isto mas ninguém aparecia. Sam e Jacob olhavam para mim incredulamente preocupados, e iam para me ajudar, mas Edward e Jasper apareceram. Senti-me de repente mais calma, embora com todos os acontecimentos recentes na minha mente.
“Dianna!” Edward falou-me ao ouvido. Ele aparentava estar preocupado comigo, mas não tinha bem a certeza disso, e a minha mente estava agora bloqueada pela minha barreira mental sobre desenvolvida, que Edward elogiara naquele dia, antes de tudo acontecer. Agora era noite, e o crepúsculo já fora há algumas horas.
“E…Edward…” Tentei falar, mas sem sucesso. A minha voz pareceu fraca à luz das vozes que se ouviam a vir do interior da floresta. Todos os Cullen se dirigiam para a clareira onde estavam agora a juntar-se também todos os lobisomens.
“Está tudo bem, não te preocupes” Ele tomou-me nos seus braços, que me pareceram quentes e macios como a seda. Ele fizera-me ficar envergonhada, mais uma vez… Eu sentia-me confortável no seu abraço pétreo. Parecíamos duas estátuas no meio do Museu do Louvre. Jasper, por sua vez, com o seu poder tranquilizante, conseguira acalmar-me. “Sentes-te melhor agora?” Perguntou-me Edward. Ele estava com um sorriso de orelha a orelha, por ver que eu, apesar de tudo, ainda conseguia reagir às suas tentativas de tentar entrar na minha mente. Ainda não estava totalmente ineficaz.
“Melhor, obrigada. Se não fossem vocês, não sei o que seria de mim.”
“O que é que aconteceu, na realidade?” Perguntou Edward, curioso.
Lê a minha mente, e diz-me o que encontras, por favor. Disse-lhe.
Ele começou por ver tudo desde a morte de Bella, até a conversa com Emmett, e por fim o acontecimento de há momentos. De repente, a dor voltou, desta vez mais intensa. Eu gritei de dor, tamanha ela era. Edward tentou agarrar-me, para que não caísse novamente por terra, mas foi ineficaz. Estava novamente na terra húmida da clareira, a contorcer-me de dor. Edward estava preocupado e não sabia o que fazer. Eu sentia-me atacada pelo destino e não tinha salvação. Estar ali era uma provação ao meu ser, e cada segundo que estava a sentir aquela dor era como se o meu corpo estivesse a ser partido, pedaço por pedaço, e atirado às chamas de uma fogueira ardente. Depois, percebi: Alguém andava a criar recém-nascidos. E a dor e pensamentos negativos eram do seu criador, que esse, não conseguia descortinar quem. Algo iria acontecer, e a minha mente esgotada já não conseguia processar as imagens transmitidas pelas visões.
“Dianna… Por favor… O que se passa, diz-nos?!” Jacob estava frustrado, queria saber o motivo daquela confusão.
“Chamem… o Carlisle… Ele tem de saber…”Disse, com alguma dificuldade. Eu já não tinha forças para aguentar toda a pressão emocional que estava a sofrer. Parece que um dos meus defeitos enquanto ser imortal é atribuir muita importância aos sentimentos.
“Certo… “ Disse Jasper. Ele não demonstrava nenhuma emoção, era muito constrito. Sentia que ele não estava muito preocupado com o que estava a acontecer, mas também não quis saber, já se sabia como era Jasper.
Edward voltou a abraçar-me tenramente, por entre os seus braços de seda. E/ou noutras circunstâncias, de mármore branco, dependendo da condição física (vocês percebem o que eu quero dizer…). Apesar de não estar frio, e de Edward para mim estar quente, sentia arrepios que percorriam o meu corpo. Sentia-me repugnada por estar ali, sabendo que Bella é que devia estar naqueles braços, e não eu. Mas agora, Bella está morta, e nada posso fazer para evitar que Edward me proteja, pois ele está determinado a fazer comigo, o que não pode fazer com Bella – proteger-me.
“Dianna?” Edward chamou-me. Provavelmente já fora outra vez à terra dos pensamentos, e provavelmente estavam todos à espera que eu falasse. Olhei à minha volta: todos os vampiros e lobisomens estavam ali. Alice chegou-se ao pé de mim e sussurrou ao meu ouvido:
“Tu viste aquilo que eu vi, não foi?” E ela pôs-se a passar a imagem da visão dela na sua cabeça. Alguns pormenores que eu não reparara, estavam agora a encaixar-se como peças de um puzzle.
“Exactamente… Obrigada Alice, ajudaste-me a esclarecer alguns pontos que eu não consegui ver… “
“De nada. Adoro ser prestável.” Disse, com aquele ar endiabrado dela.
Esta Fan Fic nao tem capítulos por isso para mim vai ser um pouco difícil para organizar um Índice, pelo que sempre que meter coisas novas porei sempre neste Post. (Peço desculpa se isso possa complicar a vida a algumas pessoas, pois quand escrevi esta fan fic pensei nao pensei em dividi-la em capítulos...
)(P.S.nao liguem aos (formataçao do Windows Office, copiei directamente de lá)
Encontro Mortal
Por Diana Ramos
Saíram foguetes do único avião vislumbrado no céu...
Quando olhei vi algo a cair...
Parecia um anjo, algo belo e com vestes brancas...O foguete lançado do avião atingiu-o em cheio...
Estava em sofrimento... O anjo era estereotipizado: loiro, aos caracóis, com olhos azuis celestes, alto e com um olhar e sorriso serenos. Mas naquele exacto momento, estava em sofrimento…
Eu tento ajuda-lo mas ele apenas consegue dizer:" Sai daqui...por favor..."
Mas apenas consigo observa-lo... A beleza dele era estonteante...
Era de se ficar a olhar e não tirar os olhos de cima...
Quando olho outra vez, reconheço totalmente a figura...
Pálido, pele fria, os olhos começaram a mudar de cor...eram azuis mas rapidamente assumiram um tom negro... Parecia sedento... De algo... De repente começou a falar como se fosse de outra época... começou a assustar-me...Quando a luz solar o atingiu, foi o cúmulo… Fugi. Acabara de descobrir o que aquele anjo era - Vampiro...
Tudo apontava para que fosse...
De repente sinto alguém agarrar-me e depois, não me lembro de mais nada...
Passaram-se minutos e sentia uma dor horrível dentro de mim. Como se estivesse a ser queimada viva... Como se tivessem posto uma fogueira dentro de mim e que me estava a corroer todo o corpo...
Mas passadas horas, dias, a dor passa e só sinto sede...Sede de algo que não água... Sede de sangue... olho-me ao espelho e vejo-me reflectida.… Os meus olhos estão vermelhos e a minha pele pálida e com manchas roxas, que se assemelham a olheiras... O vampiro loiro olha para mim e ele está completamente recomposto do choque de há algum tempo… Não tinha noção de quanto...
O vampiro loiro era John... Ele contou-me toda a sua história e como estava desesperado em encontrar uma companheira...Sentia-se só. Depois propôs-me irmos caçar... "Caçar?" disse eu...
John disse"Não vamos caçar humanos, vamos caçar animais, descansa..."
"Animais? Porquê animais? Não tem o mesmo cheiro que os humanos..." disse estupefacta.
"Porque eu não quero ser um monstro... e também porque não o deves ser... Deves aprender a controlar a tua sede..."
E fomos para a floresta...
Encontramos vários animais mas nada me chamava mais a atenção do que...um cheiro doce no ar...Sangue humano...
"Vamos, não podemos ficar aqui... Foge..."
Mas eu estaquei... Não consegui reagir... Ignorei o cheiro a sangue humano e comecei a perseguir o cheiro de um leão da montanha... Saltei-lhe em cima enquanto John, preocupado, me procurava...
"Ahh estas aqui Dianna! Caramba pensava que tivesses saltado em cima do humano...mas pelo que vejo...não"
"Uhh...Digamos que este leão da montanha tem um melhor cheiro do que o humano... e para ser sincera...eu estaquei automaticamente e comecei a caçar o leão... Soube tão bem..."
“Pois, eu pessoalmente prefiro os veados, dão menos luta...Mas ainda bem que não perseguiste o humano...Só nos iria trazer problemas..."
Continuamos até nos sentirmos satisfeitos mas eu não me sentia completamente satisfeita...Sentia-me cada vez mais sedenta... E acabei por fazer o que não devia... Embora me sentisse eu, isso não me impedia de ser um recém-nascido.
Separei-me de John, quatro meses mais tarde, alegando que já era capaz de cuidar de mim, e encontrei um humano que não devia estar ali... Ataquei-o, embora sem vontade... Acabei por não o matar... Fiz-lhe o mesmo que John fizera há quatro meses...
Fiquei a pensar nas razões que me levaram a fazer aquilo. Mas não me ocorreu nenhuma. Aquele ataque foi espontâneo e inevitável. De repente, senti um âmago no estômago. Aquilo não fazia parte da minha natureza mas já nem os instintos lutaram contra aquela acção desesperada do meu ser. Apesar de ser uma recém-nascida, orgulhava-me de ter um grande autocontrolo sobre o meu consumo de sangue. Mas naquele momento, não estava sobre a minha racionalidade. Estava a agir sobre os meus instintos. E os instintos não seguiam a racionalidade.
Quando voltei a olhar para a vítima da minha tortura, vi a sua bela face tornar-se uma face de sofrimento. Não suportava olhar nos seus olhos azuis, que rapidamente se estavam a tornar carmesins. A sua face estava a ficar cor de mármore como a minha. Ao longo dos três dias que durou a sua transformação, muitas mudanças se verificaram no Rapaz. Quando finalmente ele estava convertido no terror que eu era, virei-me para ele e perguntei:”Como te chamas?” “Rafael”, disse-me ele. Ele parecia não ter mais de 17 anos. Era o rapaz ideal para mim. Mas ele tinha uma fraqueza que eu não tinha: Ele não conseguia resistir tão facilmente ao sangue humano como eu. Contudo, rapidamente ele se adaptou ao meu estilo de vida…
Ao longo dos quatro meses da minha existência como criatura da noite, nunca revelara dons especiais. Mas à medida que me desenvolvia, os meus dotes começaram a revelar-se. Primeiro, comecei por ter visões, mas nada de concreto. Eram apenas imagens de acontecimentos sem nexo. Depois, as imagens começaram a aglomerar-se em conjuntos definidos de acontecimentos.
Eu fiquei espantada com tudo isto. Nunca fora vidente ou tentara adivinhar o futuro, talvez apenas nos meus sonhos e planos maquiavélicos com a minha melhor amiga, que agora pensava que eu tinha morrido. Só um dos meus sonhos tinha sido realizado: Rui André.
E agora tinha-o perdido, para sempre.
Semanas mais tarde parecia que passara a ouvir vozes na minha cabeça. Não sei porque, mas a minha capacidade de quase “ler” os pensamentos que tinha enquanto humana, estava agora a revelar-se. De repente, passara a ler todos os pensamentos de Rafael. Na cabeça dele só corria um pensamento: Sangue humano. Fiquei alarmada, teria de o afastar dos humanos, pelo menos até o conseguir controlar minimamente. Mas nada o evitaria de dominar os humanos que aparecessem à sua mercê. Nos tempos que corriam, em Portugal, havia muita luz solar. Não podia deixar o nosso segredo ser descoberto, para o meu bem, o de John e para o bem de Rafael.
Eu e Rafael decidimos partir, para sempre de Portugal. Já estava farta de me esconder em grutas escuras e frias. No aeroporto de Lisboa passamos sem dificuldade, abstendo o facto de sermos gélidos como gelo e de não ser detectada nenhuma temperatura nas câmaras de infravermelhos. Éramos dados como mortos, mas não estávamos realmente mortos. Estávamos ali, a mexer-nos e a respirar (apesar de não nos ser necessário).
Partimos sem destino. Quando demos por nós, estávamos no Reino Unido. Fiquei admirada de como fui ali parar. Algo na minha mente me dissera que estávamos no lugar errado. Voltamos a partir em direcção ao continente americano. Mas chegados aí, não sabíamos o que fazer. Algo me dizia que iria ali encontrar vampiros semelhantes a nós, mas não sabia onde. Parecia desorientada com tudo o que estava a acontecer. Nada fazia sentido, nem as imagens que corriam céleres na minha mente me diziam o que fazer, apesar de serem um presságio daquilo que iria acontecer futuramente.
Contudo, algo nos fez ir para uma cidadezinha remota perto de Washington: Forks. Não sabia o que me levava aqui, porque só me lembrava das histórias que lera quando ainda era humana. Havia um livro que estava muito na voga e do qual todos falávamos: Crepúsculo. Vagamente, lembrei-me de que era em Forks que vivia uma família de vampiros, os Cullen, mas que eram ficção. Na realidade não existiam… ou será que…
Não. Isso era impossível.
Os Cullen não podem existir. Apesar de a história ser um pouco realista, não significava que o Edward e cia existissem mesmo. Era simplesmente impossível que uma família de vampiros e uma humana conviverem. Era impossível esse acontecimento. Apesar de ter um grande autocontrolo, nunca seria capaz de namorar um humano. Seria uma grande provação ao meu ser e um perigo para a espécie humana. E a prova disso era Rafael.
Chegados a Forks, não sabíamos bem o que procurar.
Tudo parecia igual, incluindo as casas. A comunidade era muito pacata e não se anunciava uma vivalma de vampiros. Não sentia o seu odor, pelo menos naquela zona. Sentia Rafael a ficar ansioso. Ele sempre que sentia o odor de sangue humano, era sempre necessária a minha intervenção, pois um pequeno deslize e a nossa existência seria posta em risco.
Rafael estava a olhar para mim, com um ar de sofrimento. “Tens de resistir à tentação, Rafael” Sussurrei-lhe ao ouvido, mas ele parecia não ouvir. Contudo, nada podia fazer. Eu também sentia o mesmo cheiro convidativo que ele sentia, mas o que ele não estava a sentir era o cheiro de um da nossa espécie misturado com esse cheiro de sangue humano. Talvez as histórias de Stephenie Meyer até tivessem um fundo de verdade. Mas continuei a duvidar da existência dos Cullen.
Continuámos a vaguear pelas ruas de Forks e por acaso, encontrei um Volvo prateado, em frente de uma vivenda que me parecia familiar. À porta dessa vivenda estava uma pick-up igual à da Isabella Swan, a protagonista de ‘Crepúsculo’. Ok isto já é estranho demais… Não é possível. Pensei para mim própria. Parecia aquela que vira nas minhas visões. E o carro fazia-me lembrar o que Edward Cullen usava. Sentia que o meu dejá-vu se estava a tornar realidade.
De repente, a porta da casa abre-se e sai de lá uma figura que, sem dúvida, era de um vampiro, e, atrás dele, vem a humana que despertara a atenção de Rafael. Ao meu lado, ele saltava de tão empolgado que estava e, de repente, vi o vampiro de cabelos bronze-acastanhados a colocar-se em posição defensiva. Não sei porquê mas tive a sensação de que este vampiro estava a ler os pensamentos de Rafael, tal como eu o estava a fazer. Mas eu sabia perfeitamente quem era aquele vampiro. Será mesmo verdade? Não pode ser. Tudo o que a Stephenie Meyer escreveu era ficção!
“Não sou ficção. Sou mesmo um vampiro, tal como vocês.” Disse o vampiro, com voz evasiva “Eu sou Edward Cullen. E esta é a Bella… Aviso-vos já que ela não é alimento para vampiros.”
“Não te preocupes. Eu pelo menos não faço tenções disso. Eu sou a Dianna e este é o Rafael, nós viemos de Portugal e parece que já sabemos o motivo pelo qual viemos aqui parar. Para encontrar a tua família. Desculpa se os pensamentos do Rafael são menos próprios. O nosso estilo de vida faz com que ele tenha maior dificuldade em resistir ao cheiro dos humanos. Certamente não seremos problema. “Disse-lhe calmamente. Ele a pouco e pouco foi perdendo a posição evasiva que assumira. Rafael também a pouco a pouco perdeu a tendência para pensar em consumir sangue humano. Fiquei aliviada. Na minha mente só corria a pergunta: Como era capaz a Isabella de conviver com vampiros? Não teria medo? Eu se fosse humana já teria fugido a sete pés. Era o que deveria ter feito, quando vi John a cair… Não deveria ter ficado ali. Devia ter fugido, se sabia que ele era vampiro…
“Digamos que a nossa amiga Bella tem uma coragem acima da média” Disse Edward, sorrindo pela primeira vez desde que nos encontramos. Que sorriso lindo!
“Obrigada pelo elogio” Disse Edward. Se pudesse corar, neste momento estaria com a face rubra. Edward apercebeu-se do meu embaraço e riu. O riso dele parecia campainhas a ressoar com o vento. “Bem, visto que já vos encontrei, vou ter de vos levar ao meu padrasto, o Carlisle. Já estávamos à vossa espera. A minha irmã, a Alice, previu a vossa chegada.”
“Eu também previ que vos iria encontrar, mas não acreditei. Pensei que vocês eram ficção.” Disse, hesitando em cada palavra. Sabia que, provavelmente, ele já sabia o que iria dizer. “Tal como já sabias, claro. Mas é bom saber que existem vampiros como nós, que não dependem do sangue humano para viver. Por isso, nós viemos atrás da minha visão. Enquanto nos deslocávamos, lutei contra a vontade sanguinária de Rafael, felizmente nada aconteceu, contudo, neste momento está a ser difícil para ele, pois já não caçamos há alguns dias.”
“Talvez possamos ir caçar esta noite, se os lobisomens nos deixarem… Ultimamente a nossa relação com eles não têm sido muito saudável. Pelo menos no que toca à Bella andar connosco.”
“Pois” a rapariga falou pela 1ª vez desde que Edward nos interpelou, há uns minutos atrás” Sobretudo o Jacob… Ele está muito magoado comigo. Sobretudo desde que o troquei em detrimento de Edward. Mas o meu amor, apesar de insano, por Edward, é muito maior do que o pelo Jacob”
“Compreendo.” Disse “Eu quando era humana, amava um rapaz… Mas depois tive de o abandonar por causa da minha vivência nefasta para a sua espécie… Depois encontrei o Rafael, e senti necessidade de lhe sugar o sangue, bem uma vontade intrínseca de o provar. Mas depois não o consegui consumir na totalidade… Desculpa por estar a falar desta maneira sobre o nosso regime alimentar. Mas é a única maneira de conseguir explicar. Resumindo: O Rafael acabou por se tornar em tudo aquilo em que sonhei para mim, embora seja totalmente diferente daquilo que senti pelo meu amado enquanto humana. Totalmente nada a ver. Contudo, sei que os meus pais e o meu amado ainda me procuram, pensando remotamente que eu ainda eu vou aparecer. Mas nunca mais irei aparecer. Nunca mais vou poder ver o rubor das suas faces nem o sorriso na sua face que ele fazia quando me via, nem a sua voz melodiosa… Cada jura de amor, cada beijo, para sempre gravados na minha memória. E apesar de tudo, apesar de ter conhecido o Rafael, não consigo esquecer o Rui André.” E neste momento, se pudesse chorar, com certeza que o estaria a fazer…
Senti uma mão no meu ombro, era Edward.
“Não chores…” gozou ”Sabes que nos é impossível partilhar a nossa imortalidade com os humanos, apenas com as humanas menos medrosas que há “
“Ahah que gracinha Edward, não sabia que era assim que pensavas de mim “ disse Bella, simulando estar ofendida. Eu libertei uma gargalhada sonora. Contudo sentia a tensão em Rafael. Sabia que ele sempre tivera ciúmes do Rui André, sabia que ele se sentia constrangido sempre que falava nele. Parecia que havia alguma culpa no seu semblante. As suas reacções não eram completamente normais. Edward pressentia essas sensações melhor que eu.
“É bom que comeces a cortar nesses pensamentos antes que te tenha de arrancar a cabeça, Rafael” Disse o Edward. Já estava a passar-se com os pensamentos perversos do meu namorado.
E Rafael assumiu uma posição evasiva. Já não estava muito satisfeito com a maneira como Edward se lhe estava a dirigir. E eu já não estava a gostar das visões que estava a ter. No momento seguinte, ouve-se uma risada graciosa seguida de um grunhido insatisfeito. Pela risada calculei que fossem Alice e Jasper.
“Olá, eu sou a Alice, e este é o Jasper. Tu és a Dianna e ali o sr.Vampiro Enfurecido é o Rafael.”
“Sim, isso mesmo. É um prazer conhecer-te finalmente” Disse cordialmente. Alice era a personagem que eu mais admirava na saga. A seguir ao Carlisle e ao Edward, e ainda do Jasper e do Emmett. A Rosalie não era a minha favorita, por causa do seu feitio e antipatia pela Bella; “E a ti também, Jasper. Realmente as palavras do livro não te descreviam com veracidade, tu és simplesmente espectacular. Nunca pensara que o teu poder de controlar as emoções fosse assim tão forte.”
“Pois… Só sentindo é que dá para percepcionar realmente o efeito que provoca nas pessoas, sobretudo no caso do Rafael. Como já deves ter reparado, ele acabou de abandonar a sua posição evasiva.”
“Indeed” Disse para mim própria. Era para mim um alívio ver que não iria decorrer dali um duelo entre vampiros. Isso é excelente… Significa que talvez ele abandone a ideia estúpida de atacar a Isabella. Não seria capaz de lutar contra os Cullen para o defender. Mesmo sendo o Rafael quem ele é. Apesar de tudo, voltar-me-ia contra Rafael se ele tentasse virar contra esta RAPARIGA, pela qual Edward tem tanto apreço, admiração e amor. Talvez se… Pensei, mas a minha linha de pensamento foi quebrada pelo poder tranquilizante de Jasper e pela voz de Edward, dita apenas para eu ouvir:
“É bom saber que apesar de tudo, eras capaz de fazer tudo para proteger um humano. Gostei mesmo imenso de saber.”
“Importas-te de deixar os meus pensamentos em paz, se não for muito incómodo?” Disse meio ofendida, meio no gozo.
“Com certeza. Peço desculpa se estou a ser indelicado” Ele parecia estar a ser sincero em cada palavra que dizia ”Agora temos de ir. Senão Esme vai dar cabo de nós. Ela não gosta que nós cheguemos atrasados para ‘jantar’, sobretudo quando Bella ’janta’ connosco”
Claro, a Isabella come de maneira diferente da nossa… Pensei no que ia dizer, antes de dizer, mas Edward já sabia a minha resposta.
“Então vamos” Disse Alice. Jasper estava a tentar controlar Rafael e Edward ao mesmo tempo mas não o estava a conseguir fazer. Estavam os dois muito tensos. Quase julguei que iria ocorrer um confronto naquele lugar. Mas o telemóvel do Edward tocou na hora H.
“Estou…. Sim… Claro… Sim, Carlisle, eu dou-lhe o recado… Até já.”
A conversa foi curta e Carlisle falava muito rápido. Apenas consegui apanhar: “Afasta-te de Rafael” e “A Esme está a ficar chateada, o comer de Bella está a ficar gelado. Despacha-te.”
“Bem, temos de ir então. Vocês vão no carro com Alice e Jasper. Eu vou com Bella. Encontramo-nos em nossa casa. Até já.”
“Até já.” Eu, Alice e Jasper dissemos em uníssono. Rafael está calado. Não diz rigorosamente nada. Estava completamente tenso. Eu já não sabia controlá-lo, estava completamente fora da minha capacidade. Este recém-nascido está descontrolado. E se ele toma mesmo a decisão de atacar Bella?
Estou a ouvir-te Dianna… Disse Edward, através dos seus pensamentos.
Edward? Não consegues deixar os meus pensamentos em paz por um segundo? Já andava exasperada por ter de ver os pensamentos de Rafael, de tão maneira sanguinários, que não precisava de outro vampiro que lesse mentes a ler a minha e a dissecá-la, tentando a todo o custo descobrir tudo sobre mim… Mas como eu era mais esperta, consegui bloquear todas as suas tentativas frustradas de tentar chegar aos meus pensamentos mais profundos.
Bolas, és mesmo difícil de ler, Dianna… Como fazes isso? Pensou Edward, curiosamente admirado.
A mente domina a matéria. Se não queres que ninguém invada a tua privacidade, deves conseguir criar uma barreira que proteja aquilo que não queres que ninguém saiba, disse-lhe
Wow! Custa acreditar que tu és uma recém-nascida.
Obrigada pelo elogio!
E durante o resto da viagem, trocamos pensamentos. Baixei a minha guarda para lhe permitir acesso aos meus pensamentos mais profundos. E os dele, não eram muitos, mas eram o suficiente para me deixar constrangida. Contudo, não o fiquei, parecia que já conhecia Edward há anos e não há minutos. E sentia-me maravilhosamente. Adorei poder partilhar alguns pensamentos com alguém como ele.
Quando chegamos à casa dos Cullen, entrámos num mundo completamente diferente. Aquilo que conhecia como mundo humano mudou para uma perspectiva completamente diferente, parecia que tínhamos acabado de entrar num conto de fadas, em que existe sempre um final feliz, mas, pelas minhas últimas visões, esse final feliz iria ser manchado de sangue… Bolas, estou a ser demasiado melodramática.
Mas apesar disso, acho que tenho uma certa razão em o ser. Rafael estava constantemente com aquele tipo de pensamentos constrangedores, que acabavam por me trazer visões soberbamente assustadoras. Sentia-me petrificada por cada visão que tinha… Todas deveras assustadoras.
Ainda encantada pela misticidade de conto de fadas da casa dos Cullen, não liguei ao facto de Edward estar a tentar chegar aos meus pensamentos, pelo que nem os bloqueei. Sentia-me livre e feliz, pela primeira vez desde que me transformei numa criatura da noite. Sentia-me aliviada.
Contudo, achava que toda esta felicidade iria ser destruída pela vontade sanguinária do Rafael. Eu amo-o, mas o futuro que se avizinhava negro, manchava a minha mente de visões negras. Edward estava preocupado com o meu estado de espírito, eu sentia-o no semblante dele e também na sua mente, pois tudo o que corria no seu pensamento era algo parecido com o que ia na minha.
“Dianna?”
“Sim, Rafael?”
“Quero saber o que sentes por aquele vampiro empertigado.”
“Estás parvo? Mas que pergunta é essa?”
“Quero saber o que sentes por aquele convencido.”
“Estás com a paranóia? EU não sinto nada por ele. Apenas amizade. Sabes que te amo.”
“Amas? Então porque é que estás contra mim? Porque é que não atacamos já aquela rapariga. Ela tem um cheiro irresistível! Não sei como aguentas!”
“Porque eu não sou normal. Eu não sou um vampiro normal. Sou um vampiro paranormal. Tu é que ainda não percebeste isso. Eu ajo sempre de maneira diferente de ti. Eu sou diferente de ti. Tu fazes sempre as coisas de acordo com uma hipótese. Eu se tiver duas escolho sempre uma terceira. E se continuas assim, não tenho outra escolha senão escolher a hipótese de te destruir. Como fui eu que te criei, não tenho nenhum medo de te destruir de seguida. Tu estás a agir com os instintos, tens de começar a agir com a cabeça. Lembra-te que eu não vou estar sempre presente, e olha que eu não me vou meter se o Edward ou o Emmett te quiserem arrancar essa cabeça dura. Sabes que mais, vou caçar.” E deixei-o a olhar para o vazio. Estava completamente exasperada. Já não tinha cabeça para o aturar, e às suas paranóias. Não o aguento mais. Contudo, amo-o… Mas de outro modo…
Eu desatei a correr. Sentia-me novamente livre mas sempre com pensamentos na cabeça… As visões estavam a vir e a ir, até que tive de parar. Estava a sentir-me esgotada. Não conseguia aguentar, era como se o meu coração de pedra estivesse a partir-se em bocados, ao ver aquelas visões do futuro, negras como breu. Estava a sentir-me deprimida, e todo este misto de emoções estava a dar cabo de mim. Acabei por me sentar num tronco de uma árvore, no meio de uma clareira. Estava completamente sozinha, apenas rodeada pelo silêncio dos pensamentos de todos os animais que estavam ali e pelas árvores. Nenhum humano e/ou vampiro me estava a perturbar, e assim conseguia pensar nas coisas com maior clareza. Contudo, passado algum tempo, comecei a ouvir vozes na minha cabeça. Vozes que não as dos animais… Fiquei preocupada, pois pensei que fossem humanos, o que não seria muito bom para mim, pois vampiro sedento perto de fontes de alimento não dá muito bom resultado. Mas depois veio o cheio… Um cheiro que se penetrou nas minhas narinas e que não era o de um vampiro, nem de um humano. Senti algo a saltar sobre mim e tive de, agilmente me desviar. Era um lobisomem, e pelo aspecto, e lembrando-me do Crepúsculo, vi que era Jacob Black.
“Pára Jake!” ouvi a voz da Bella, e observei o seu semblante aterrorizado. Provavelmente Bella e Edward vieram à minha procura.
“Mas esta vampira…” Jacob tinha voltado à sua forma humana, e estava com um olhar ameaçador. A minha reacção foi fugir, mas Edward travou a minha fuga.
“Calma, Dianna, ele não te vai fazer mal. Pois não Jacob?”
“Mas ele… Ele ia atacar-me! Caramba, ele ia mesmo atacar-me!” Disse, aterrorizada.
Não te preocupes, eu não deixo. Se ele tentar, é desta que vira casaco de peles. Disse-me o Edward pelo pensamento.
Coitado do Jacob… És muito maldoso…
Só estava a brincar… Só a brincar… Edward acabou por dizer.
Eu já tinha percebido… E sorri. Jacob ficou frustrado por me ver sorrir, quando estava quase a arrancar-me a cabeça.
“Qual o motivo da graça?” Disse, completamente frustrado.
“Nenhuma, nenhuma…”Disse eu, com a minha voz de campainhas a ressoar ao vento.
“Gostava de saber, já que penso que a piada está a ser à minha custa.”
“De maneira nenhuma… Agora se não te importas, tenho de caçar.”
“Nem te atrevas a por um dedo nela, sua bebedora de sangue imunda.”
“E quem te disse que o meu jantar seria a minha amiga Bella? Não sou desses…” Fui abruptamente interrompida por Jacob:
“Amiga Bella?! Mas alguém se importa de me explicar o que se passa aqui?!”
Ai que este rafeiro malcheiroso já me está cá a enojar. Será que ele é burro?! Pensei para mim. Já me estava a enervar e a dar vontade de o partir todo e qualquer osso que ele tivesse. E para além do mais é um convencido… Já não o aguento mais, a aura dele está a perturbar-me. É aura de Macho Alfa.
“Jacob, esta é a Dianna, uma vampira recém-nascida que tem o mesmo regime alimentar que nós. Ela é inofensiva para os humanos. Ela veio ao nosso encontro, pois seguiu algumas das suas visões. Ela é um misto da Alice e de mim: tem visões e consegue ler as mentes, e para além do mais, tem uma capacidade de detectar auras negativas facilmente. É de longe o vampiro recém-nascido mais desenvolvido que já encontrámos.”
“Deveras?”
“Sim, Sr. Casaco de Peles. É isso tudo que ouviste. Auras negativas, pensamentos e visões. E já agora, a tua aura está a incomodar-me, tal como os teus pensamentos”
“Vou tentar mantê-los quietos e calados” Disse Jacob sarcasticamente. Esta vampira empertigada consegue ser mesmo irritante… Quem me dera poder arrancar-lhe a cabeça…
“Já me disseram isso muitas vezes mas sabes que mais, saco de pulgas, é melhor nem tentares. Assim que tentares já viraste um casaco para oferecer à Rosalie. Ela é que não acharia muita piada, com esse cheiro nauseabundo, eu quase diria que tu dormias num contentor do lixo…”
“Eu dou-te o contentor do lixo…” Ele tentou atacar-me mas sem sucesso, novamente… A mente dele era muito aberta, dava para ver tudo, incluindo as manobras de ataque… Mas que idiota chapado…
“Vá meninos vamos a comportar-nos como pessoas crescidas… Dianna, pede desculpa ao Jacob por teres sido tão indelicada com ele…” O Edward estava a tentar evitar uma risada, pelo que eu li na mente dele, ele nunca tinha visto ninguém falar ao Jacob daquela maneira, sem ser Rosalie.
Tem mesmo que ser?
Sim Dianna, embora a minha vontade fosse de dizer o mesmo, mas eu não quero aborrecer Bella.
“Desculpa Jacob, por ter sido tão indelicada contigo…”mas mesmo assim, continuas a ser um saco de pulgas nauseabundo, pensei para mim, e estava quase a dize-lo mas contive-me.
“Desculpas aceites.”Disse Jacob secamente.
“Bem, agora se não se importam eu vou caçar, para longe. Volto mais logo, diz à Esme que não se preocupe comigo, e se precisares de me contactar, pensa. See you later people!” Disse e saí daquela confusão de lobisomem, humana e vampiros. Precisava de paz de espírito. Ah, e de estar longe daquela aura de macho alfa que Jacob emanava. Era mesmo deveras perturbadora, tal como a de Rafael…
Quando dei por mim, já estava no Canadá. Nem faço ideia de porque vim para aqui. Contudo, consegui encontrar alguns veados que consumi em pouco mais de dois minutos. Mas continuava sedenta. Mas sentia que esta sede não era minha – sentia que era alguém que a tinha por mim.
Oh não! Rafael!
Não… Rafael não ia ter a coragem de atacar a Isabella… Nunca! Ele não se atrevia a ataca-la com oito vampiros adultos à volta dele, sobretudo com um como Emmett por lá... Apesar de ele ser um recém-nascido, já tinha seis meses, logo a força dele estava a diminuir. Eu, como já tinha quase um ano, só podia contar com a força muscular e com a força que o sangue animal me dá, o que não seria suficiente para parar um vampiro como Emmett. E como eu afirmara, não me iria meter na luta. Assim não tomaria partido de ninguém. Nem correria o risco de sofrer se tivesse de ser eu a matar Rafael. Mesmo assim…
Corri de volta aos EUA, mas cheguei tarde demais. Encontrei Edward com Bella nos braços, já morta e exangue. E depois veio-me o cheiro a vampiro queimado. Rafael! Cai de joelhos no chão. Se pudesse chorar, neste momento, estaria a derramar um rio pelos meus olhos. Acabei de perder aquele que criara. Edward estava com uma grande aura negativa à volta dele e não era preciso saber e/ou poder detectar auras, o seu semblante dizia tudo…Os lobisomens uivavam, em respeito a Bella.
“Foi….Foi preciso…. Eu…eu ir…para…ele…não…ele não faz isto… não foi ele… não pode… ele não seria capaz…” Disse para mim própria e depois virei costas a tudo. Quis fugir dali. Bastou um dia para arruinar a vida de Bella e dos Cullen, especialmente de Edward.
Edward, como era ligeiramente mais rápido que eu, conseguiu agarrar o meu braço, para me dizer”A culpa não foi tua Dianna…”. A sua voz estava embargada pela tristeza profunda patente nos sentimentos de Edward.
“É minha sim Edward… Se eu não tivesse entrado nas vossas vidas… Bastou um dia… Um dia para acabar com a tua felicidade… A tua, a da tua família, até a do bando de rafeiros… Se eu e Rafael não tivéssemos vindo para aqui, nada disto teria acontecido. Estou com um enorme peso na consciência… “ A minha voz estava também ela embargada pela tristeza. Não aguentava ver Edward triste, era como se tivéssemos uma ligação especial entre nós.
Contudo, ainda bem que isto aconteceu… Rafael já estava a tornar-se um fardo, com todos aqueles pensamentos e toda aquela vontade de criar carnificina por todo o sítio onde passávamos… Deve ter sido melhor assim… Não sei… Sinto-me muito confusa… E agora? O que faço? Fico, parto, mato-me, incendiando-me? Estava a tentar bloquear estes pensamentos para que Edward não os ouvisse, mas de certa maneira, não consegui bloqueá-los… Parecia que as minhas faculdades sobrenaturais estavam a ser afectadas pelas emoções…
Por favor não penses nisso, Dianna… Só te vais magoar mais a ti própria…E por favor não vás… Fica… Ninguém te vai culpar por isto… Nem eu…Apesar de saber que tu é que o criaste, não podes ser responsabilizada pelos seus actos, por muito maus que eles tenham sido. Ele agiu por vontade própria, e agora sofreu as consequências.
Mas Edward… Eu sentia-me pessimamente. Tudo o que eu considerava decente estava agora a ser abalado por uma estupidez que nunca deveria ter acontecido: O Rafael atacar a Isabella.
Eu vou ficar bem, não te preocupes comigo… Eu vou ultrapassar isto…
Eu abracei-o, embora com vontade de voltar a fugir, mas Edward, ao sentir que eu queria escapar, envolveu-me num abraço férreo, que eu poderia facilmente quebrar, mas preferi não fazê-lo, para não ferir mais os sentimentos de Edward. Sabia que não valia a pena despoletar mais reacções negativas relativas à minha presença.
Emmett aproximou-se de nós. Queria falar comigo.
“Dianna, posso dar-te uma palavrinha?”
“Claro…”
Não te preocupes com o meu irmão… Ele não era capaz de te fazer mal… Apesar de parecer mau, ele não faz mais mal do que um gatinho amestrado… pensou Edward para mim. Interiormente, sorri. Contudo o meu semblante era deprimente… Sinto-me um monte de trampa… Quer dizer, nem sei como me sinto. É aquela coisa que não consigo justificar.
“Bem, Dianna, queria falar contigo” por causa do que aconteceu com o meu irmão, e com o teu namorado. Li o resto da frase na mente dele.
“Emmett, quero que saibas, que eu não tive nada a ver com isto, o Rafael agiu por vontade própria, eu ainda o tentei impedir, mas… Mas ele agiu contra minha vontade…”
“Eu sei… Eu sei disso tudo. O Edward contou-nos da tua batalha mental contra Rafael, e nós compreendemos que fizeste tudo o que estava ao teu alcance para evitar isto… Apesar de não teres conseguido, não deves martirizar-te por isso… Aconteceu, mas ninguém te vai culpabilizar.”
“Oh Emmett… Não acredito que apesar de tudo, tu ainda me defendes… Eu acabei, indirectamente, de acabar com a felicidade do teu irmão, talvez para sempre… Não sei se entendes isso…”
“Não destruíste, acredita… O Edward pode estar agora em baixo, porque afinal de contas, era ela a quem Edward amava, mas ele vai acabar por recuperar…” Esperamos nós… Pensou Emmett para dentro.
“Não tens bem a certeza disso pois não Emmett?”
“Para ser sincero, não.”
“Foi o que me pareceu…” Disse, abruptamente. Sentia-me preocupada com Edward. Mas que motivos tenho eu para me preocupar com ele? Eu mal o conheço, ele não me é nada. Que é que eu estou aqui a fazer? Eu nem sequer devia existir… Oh bolas mas que estou eu aqui a pensar… Eu sinto-me tão idiota… Raios partam… Isto é uma caca… Já não sei para onde me virar… Sinto que o mundo está todo contra mim… Que mais irá me acontecer nesta longa existência? Talvez morrer depois de uma longa batalha pela supremacia dos bebedores de sangue animal? Uh? Supremacia dos bebedores de sangue animal? De onde tirei essa? Ora bolas eu estou mesmo a ficar doidinha só pode… Donde é que eu tirei esta ideia? A minha cabeça parecia um poço fundo cheio de água turva, onde as coisas não se conseguiam ver com clareza, tal como os meus pensamentos.
“Dianna?” Emmett chamou o meu nome… Pelos vistos devo ter desligado da conversa….
“Uh? Oh desculpa Emmett, estava absorvida nos meus pensamentos… “
“Eu já tinha apreendido… Estavas com uma cara exactamente igual à de Edward quando fica dessa maneira, absorvido nos seus pensamentos, sem que ninguém saiba o que ele pensa.” Mas agora chegaste tu, e tu és a única que sabe o que vai na cabeça do meu irmão… Peço-te que o ajudes Dianna… Os pensamentos de Emmett eram de desespero. Ele amava o irmão dele e a preocupação dele comovia-me.
“Eu vou tentar Emmett… Mas não prometo nada… Se não conseguir, eu vou-me embora… Eu não estou aqui a fazer mais nada…”
“Ok… Se tu o dizes… Obrigada, Dianna…”
“De nada… Não tens de me agradecer… É o mínimo que posso fazer, depois de ter destruído a vida de Edward…”
“Certo…” Emmett não disse mais nada, e deixou-me só. Sentia-se deprimido por dentro. E eu sei, pois a sua aura está em desespero. E isso era bem patente no seu semblante. Sentia-me terrivelmente culpada. Sabia que a culpa era minha e não havia maneira de negar.
Senti que alguém estava por detrás de mim. Emmett já não estava comigo. Olhei para trás: era Jacob.
“A culpa é toda tua…”
“Não me estás a dar novidade nenhuma, rafeiro mal cheiroso e estúpido! “
“Cala essa boca imunda em vez de estares aí a chamar-me nomes, agora vais ter o castigo que mereces!”
“Ai não vais não!”Ouvi uma voz autoritária, que me fazia lembrar a do meu pai, mas não era… Era a de Sam Uley, o chefe da alcateia.
“Sam!” Disse Jacob.
“Ela não teve culpa do que aconteceu. Pára de ser tão idiota. O vampiro que fez a asneira já foi castigado. E matares esta vampira não vai trazer a Bella de volta” E para além do mais, se a atacas és bem capaz de despoletar reacções negativas aos Cullen… Não é uma boa ideia acabarmos com a nossa pequena aliança agora. Sobretudo quando ela já está frágil, e que se não fosse pelo Carlisle e o Edward Cullen, provavelmente a tua Bella tinha morrido mais cedo. Por isso e como teu chefe de alcateia e superior obedece ao que eu te digo! Eu estava a ouvir o que Sam dizia pela sua mente, assim certificava-me de que ele estava a ser sincero. Até porque sempre considerei Sam Uley o lobo mais responsável da alcateia, capaz de controlar todos, e também o mais sensato, ao contrário de Jacob, que apesar de ser um Alfa, é muito impulsivo e infantil.
Jacob não contestou. Também não poderia. A voz do macho Alfa deve ser incondicionalmente respeitada.
“Sam…” Eu disse, incrédula… Eu não conseguia acreditar que um rafeiro acabara de me defender… A partir de agora já não os critico mais… Afinal eles até tem bom coração… Talvez todos, excepto um: Jacob, que me queria dar cabo do canastro à força toda.
“Por favor Jacob, já chega de pensamentos negativos Pára! They are making me a riplash! Stop it!” Disse, de repente. Uma dor intensa atacou-me.
“Mas não sou eu…”Jacob disse em sua defesa.
Só sei que algo ou alguém estava a pensar de tal maneira que me estava a dar cabo de mim. Caí de joelhos no chão, com as mãos na cabeça, a tentar parar a dor intensa que sentia, mas não conseguia. Toda esta dor estava a tirar-me a capacidade de falar. Apenas sentia dor e não a conseguia expressar por palavras. Edward! Gritei num pensamento desesperado, pois já não aguentava com as dores que aquilo me estava a causar. Nem coerentemente conseguia pensar. De repente, a dor parou. Caí para o lado, e deitei-me na terra húmida. Sentia-me estoirada por dentro, e não sabia ainda o que tinha acontecido. Parecia um aviso de que algo estava para acontecer. Mas não conseguia ver o que era. O meu dom de clarividência foi toldado pela dor, pelo que não consegui ver nada. Sentia que tudo à minha volta estava a ser virado do avesso. Tudo estava a andar à roda, e eu não me estava a sentir bem. Precisava de alguém que me ajudasse a ultrapassar tudo isto mas ninguém aparecia. Sam e Jacob olhavam para mim incredulamente preocupados, e iam para me ajudar, mas Edward e Jasper apareceram. Senti-me de repente mais calma, embora com todos os acontecimentos recentes na minha mente.
“Dianna!” Edward falou-me ao ouvido. Ele aparentava estar preocupado comigo, mas não tinha bem a certeza disso, e a minha mente estava agora bloqueada pela minha barreira mental sobre desenvolvida, que Edward elogiara naquele dia, antes de tudo acontecer. Agora era noite, e o crepúsculo já fora há algumas horas.
“E…Edward…” Tentei falar, mas sem sucesso. A minha voz pareceu fraca à luz das vozes que se ouviam a vir do interior da floresta. Todos os Cullen se dirigiam para a clareira onde estavam agora a juntar-se também todos os lobisomens.
“Está tudo bem, não te preocupes” Ele tomou-me nos seus braços, que me pareceram quentes e macios como a seda. Ele fizera-me ficar envergonhada, mais uma vez… Eu sentia-me confortável no seu abraço pétreo. Parecíamos duas estátuas no meio do Museu do Louvre. Jasper, por sua vez, com o seu poder tranquilizante, conseguira acalmar-me. “Sentes-te melhor agora?” Perguntou-me Edward. Ele estava com um sorriso de orelha a orelha, por ver que eu, apesar de tudo, ainda conseguia reagir às suas tentativas de tentar entrar na minha mente. Ainda não estava totalmente ineficaz.
“Melhor, obrigada. Se não fossem vocês, não sei o que seria de mim.”
“O que é que aconteceu, na realidade?” Perguntou Edward, curioso.
Lê a minha mente, e diz-me o que encontras, por favor. Disse-lhe.
Ele começou por ver tudo desde a morte de Bella, até a conversa com Emmett, e por fim o acontecimento de há momentos. De repente, a dor voltou, desta vez mais intensa. Eu gritei de dor, tamanha ela era. Edward tentou agarrar-me, para que não caísse novamente por terra, mas foi ineficaz. Estava novamente na terra húmida da clareira, a contorcer-me de dor. Edward estava preocupado e não sabia o que fazer. Eu sentia-me atacada pelo destino e não tinha salvação. Estar ali era uma provação ao meu ser, e cada segundo que estava a sentir aquela dor era como se o meu corpo estivesse a ser partido, pedaço por pedaço, e atirado às chamas de uma fogueira ardente. Depois, percebi: Alguém andava a criar recém-nascidos. E a dor e pensamentos negativos eram do seu criador, que esse, não conseguia descortinar quem. Algo iria acontecer, e a minha mente esgotada já não conseguia processar as imagens transmitidas pelas visões.
“Dianna… Por favor… O que se passa, diz-nos?!” Jacob estava frustrado, queria saber o motivo daquela confusão.
“Chamem… o Carlisle… Ele tem de saber…”Disse, com alguma dificuldade. Eu já não tinha forças para aguentar toda a pressão emocional que estava a sofrer. Parece que um dos meus defeitos enquanto ser imortal é atribuir muita importância aos sentimentos.
“Certo… “ Disse Jasper. Ele não demonstrava nenhuma emoção, era muito constrito. Sentia que ele não estava muito preocupado com o que estava a acontecer, mas também não quis saber, já se sabia como era Jasper.
Edward voltou a abraçar-me tenramente, por entre os seus braços de seda. E/ou noutras circunstâncias, de mármore branco, dependendo da condição física (vocês percebem o que eu quero dizer…). Apesar de não estar frio, e de Edward para mim estar quente, sentia arrepios que percorriam o meu corpo. Sentia-me repugnada por estar ali, sabendo que Bella é que devia estar naqueles braços, e não eu. Mas agora, Bella está morta, e nada posso fazer para evitar que Edward me proteja, pois ele está determinado a fazer comigo, o que não pode fazer com Bella – proteger-me.
“Dianna?” Edward chamou-me. Provavelmente já fora outra vez à terra dos pensamentos, e provavelmente estavam todos à espera que eu falasse. Olhei à minha volta: todos os vampiros e lobisomens estavam ali. Alice chegou-se ao pé de mim e sussurrou ao meu ouvido:
“Tu viste aquilo que eu vi, não foi?” E ela pôs-se a passar a imagem da visão dela na sua cabeça. Alguns pormenores que eu não reparara, estavam agora a encaixar-se como peças de um puzzle.
“Exactamente… Obrigada Alice, ajudaste-me a esclarecer alguns pontos que eu não consegui ver… “
“De nada. Adoro ser prestável.” Disse, com aquele ar endiabrado dela.

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
tinoco eu quero muito ler sua fanc... mas a letra
alem de estar pequena da com uma cor muito clara
entao se vc puder, aumenta ao tamanho da letra
e muda a cor pq estar muito clara...bjs
espero ansiosa por isso...
alem de estar pequena da com uma cor muito clara
entao se vc puder, aumenta ao tamanho da letra
e muda a cor pq estar muito clara...bjs
espero ansiosa por isso...


eu escolho te louvar senhor
com tudo o que sou, da minha vontade eu abro mão, pois eu escolho o som do céu....
certo melhorou muito agora da pra mim ler
vou ler depois comento neste poste mesmo
nossa estar maravilhosa
vc descreve muito bem...o linguajar e estupendo
daria pra ser publicado de tao bom que estar
estou esperando ansiosa mas e mas... se der posta logo
amei muito
vou ler depois comento neste poste mesmo

nossa estar maravilhosa
vc descreve muito bem...o linguajar e estupendo
daria pra ser publicado de tao bom que estar
estou esperando ansiosa mas e mas... se der posta logo
amei muito


eu escolho te louvar senhor
com tudo o que sou, da minha vontade eu abro mão, pois eu escolho o som do céu....
Anny Paula-obrigada
eu a principio nunca pensei em plublicar isto(parecia me uma idei ridicula)
quando tiver o resto da fan fic, eu ponho-a aqui(como ainda nao a acabei e agora vai-me ser dificil ca vir, o tempo q eu nao estiver ca e dedicado a fan fic) obrigada por seres a minha 1º leitora
Bloom-Obrigada a ti tambem por achares que está fixe
eu a principio nunca pensei em plublicar isto(parecia me uma idei ridicula)
quando tiver o resto da fan fic, eu ponho-a aqui(como ainda nao a acabei e agora vai-me ser dificil ca vir, o tempo q eu nao estiver ca e dedicado a fan fic) obrigada por seres a minha 1º leitora

Bloom-Obrigada a ti tambem por achares que está fixe


さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Como o meu ultimo post foi há 4 dias vou postar a continuaçao da historia 

(escrito a ver Twilight
)
Eu a pouco e pouco tentei juntar todos os traços comuns entre as nossas visões até que cheguei a uma conclusão: os Cullen estavam em perigo eminente.
Contudo, nada mais conseguia retirar da minha visão e da de Alice. A visão tornara-se então ineficaz. Teria que deixar apenas acontecer. E esperar para ver as consequências. Consequências essas que poderiam ser desastrosas para todos. Mas não podíamos evitar nada disto. Sem poder ver o que falta da visão, não posso prever o quando e quem.
“E então?” Perguntou Edward.
“Não… Não consigo… Não dá para saber mais…”
“Saber mais acerca do quê?” Perguntou Sam Uley, já impaciente.
“Nós… Nós vamos ser atacados…”
“Por quem?” Perguntaram Carlisle e Sam ao mesmo tempo.
“Isso é que eu já não sei.” Dissemos eu e Alice, em coro.
Ficamos frustradas por nenhuma de nós ter chegado a saber quem seria, mas tal como pensara antes, teria de deixar acontecer – há coisas no futuro que são impossíveis de saber, e o futuro visto por nós é subjectivo, ele depende da pessoa e das suas decisões.
“Mas…Ao menos tens ideia de quando?” Perguntou Rosalie. Era a 1ª vez que ela me perguntava algo. Todos os outros pigarreavam a minha volta.
A voz dela surpreendeu-me. Não estava à espera que ela me perguntasse algo sobre as minhas visões. Para ela o futuro não era importante. Ela nunca quisera saber do futuro que Alice previa, porque haveria ela de querer saber do que eu vejo?
“Não Rose… Não sei… Mas penso que seja num dia com neve, estava tudo branco na minha visão. Talvez no fim de Janeiro… Mas isso neste momento não interessa, o que nos interessa é que o Jasper nos ensine a combatê-los.”
“Eu?!” Disse o Jasper, como que não tivesse percebido que era com ele que estávamos a falar.
“Sim tu, Jasper. Tu tens experiência com recém-nascidos, e nós não. Tens de nos ensinar.” Disse, como que a suplicar.
“Não que eu concorde muito em matar recém-nascidos… Apesar de tudo, eles apenas necessitam de ser educados…” Disse Carlisle. Todos nós sabíamos que Carlisle era anti-violência.
“Sabes que é necessário Carlisle” Disse Emmett.
“Pois querido tem mesmo de ser, se eles ameaçarem a nossa existência, não temos outro remédio senão destruí-los.” Apesar de Esme também ser anti-violência teve de concordar connosco.
“Certo. E vocês, lobisomens, que me dizem a uma aliança para combater este inimigo comum?” Perguntei.
“Claro... Conta comigo” Umm…Vampiros para o pequeno-almoço… Pensou Jacob.
“Calma Jacob, temos de ponderar primeiro… Temos de ver que risco pode trazer para a alcateia.” Disse Leah.
“Eh, deixa-te de ser menina!” Disseram Seth e Jacob.
“Meninos, a Leah tem razão. Temos de ponderar primeiro e falar com o conselho de anciãos. Não podemos tomar decisões assim de ânimo leve.” Sam, como líder da alcateia, teve de assumir o controlo da situação.
“Resumindo e concluindo, vocês não nos vão ajudar…” Acabei por dizer. Sabia que era verdade.
“Isso não é verdade!” Disse Sam.
“É sim. Eu consigo ler na tua mente. Não te interessa de todo ajudar-nos. Por ti, nem sequer existíamos. Mas deixa lá, nós safamo-nos.”
“Dianna!” Edward já não me podia ouvir nem aos meus acessos de fúria.
“Vais dizer-me que não tenho razão Edward Mason Cullen? Tu consegues ler o que ele pensa, não preciso de te dizer. Mas se não queres acreditar no que te digo, tudo bem. Eu estou fora desta discussão a partir de agora.” Amuei completamente. Fiquei sentada a observar a discussão entre o Carlisle e o Sam, a tentar convencê-lo a lutar do nosso lado.
Tu por vezes és mesmo irritante, sabias? Edward estava a espicaçar-me.
Ai sim? E tu com as manias da autoridade?!
Eu sou autoritário por natureza, já devias-me conhecer…
Vai ver se está a chover na esquina boa?
Não… Não está a chover, mas talvez se perguntar à Alice eu talvez te consiga dizer quando é que vai chover na esquina…
Ahhh, don’t bug me!
Levantei-me de repente, e abandonei a clareira. Estava farta de ouvir Edward e as suas fanfarronices. Contudo, não estava a ver por onde caminhava e acabei por ir parar a uma clareira, muito mais luminosa e maior do que aquela em que estávamos com os lobisomens.
“Esta foi a clareira onde a Bella e eu tivemos uma das nossas discussões, aquela em que ela me contou que já sabia quem eu era, quer dizer, o que eu era…” Ouvi uma voz entrecortada atrás de mim. Era Edward.
“Deixa-me em paz seu Vampiro Demasiado Bonito e Irritante!”
“Deixa-me rir… A irritante aqui és tu…” Ele aproximou-se, numa posição sedutora. Eu quase me deixei levar por ele mas quando me apercebi das verdadeiras intenções dele, desviei-me – ele queria beijar-me, quer realmente o quisesse ou apenas fosse instintivo.
Desculpa não era minha intenção… Pensou, terrivelmente envergonhado.
“Está tudo bem… Não te preocupes…” Virei costas e saí dali. Deixei-o sozinho no meio da clareira. Corri tão depressa quanto os meus pés me permitiram, até que tive o vislumbre de algo que me fez parar subitamente. Uma visão, desta vez muito mais pormenorizada do que ia acontecer.
“Oh não… Victoria!” disse quase num berro. Não…não pode ser... Mas que raio quereria ela agora?! Afinal de contas, a Isabella já está morta. Ela já não pode fazer nada contra Edward… (Mas por que raio estou eu sequer a pensar naquele fanfarrão…)
“Poder…Pode…”
Tu outra vez?!
“Ela quer acabar comigo… De vez… Ela não nos perdoou por termos morto James, e por não poder matar a Bella, não vai ter mais ninguém para se vingar. E visto que ela não tem nada contra ti, e tu não és assim tão importante para mim, ela vai atacar-me directamente. Não tenho outra hipótese senão deixá-la fazer o que ela veio fazer…”
Não vai não… Só se eu deixar, ou se eu baixar a guarda.
“O que estás para aí a dizer?!”
“Prometi a mim e aos teus irmãos que não deixaria que nada te acontecesse e que te protegeria, mesmo que isso custasse a minha vida. E assim vai continuar. Ninguém te vai fazer mal.”
“Pois pois… Como se uma pirralha como tu conseguisse fazer alguma coisa…” Disse, com o seu sarcasmo habitual, e virou-me costas naquele preciso momento.
Eu tentei ainda alcançá-lo através da sua mente, mas ele estava a fechar-se numa concha. Não me estava a permitir a entrada. Ah… Ok… Andas a aprender demasiado comigo…
Cheguei a casa. Ele não estava. O carro dele, o seu mítico Volvo cinzento-prata não estava na garagem.
Voltei a entrar em casa, quando Rosalie, com um ar sereno disse ”Edward foi para Volterra.”
“O que?!” Eu e Carlisle, que no entanto chegara a casa, exclamámos. E Rosalie estava a enervar-me. Como podia ela encarar essa possibilidade com tanta calma?!
Raios, raios, raios!!! “Mas quando Rose?!” Perguntei, stressada.
“Há um bocado… Ele disse, e passo a citar ‘ se já ninguém quer saber do que eu sinto, mais vale morrer, que vivo não faço nada aqui. A minha vida sem Bella não faz sentido algum’. Ele apenas quer morrer…” Rosalie finalmente apercebeu-se da gravidade da situação. Sentia-se agora desesperada por não o ter impedido.
“Não haveria nada que fizesses que o impedisse, ele é demasiado senhor do seu nariz…Faz o que lhe vai na real gana… Eu trago-o, descansem…”
“Não sei se estás a entender… Se Edward foi para Volterra, e for provocar os Volturi, não há salvação possível. Qualquer um que o tente impedir vai ser considerado cúmplice, e isso implicaria a morte para os dois…” Disse Carlisle.
“Sim Dianna, é morte pela certa…” Disse Jasper, que se juntou também à conversa.
“Alice, tu vens comigo, anda! Temos de trazer aquele casmurro de volta.” Disse, agarrando-a pelo braço, como se faz com uma criança pequena “ Eu explico-te tudo no caminho, vá anda!”
“Mas…”
“Alice, já! Não há tempo a perder! E para além do mais quem tem carta aqui és tu, não eu!”
Fomos para a garagem, onde pegamos no Aston Martin Vanquish (V16) de Edward (vá lá é o carro mais rápido que ele tem…
).
Alice deu à chave, e começou a conduzir em direcção ao aeroporto de Washington, a uns estonteantes 300 km/h.
“Mas o que é que tu fizeste ao meu irmão, para que despoletasse esta reacção nele?”
“Lembras-te de eu ter abandonado a clareira depois da discussão com Sam e de Edward me ter levantado a voz? Eu depois discuti mentalmente com Edward, e foi isso que me fez ir embora. Ele depois veio atrás de mim e tentou beijar-me, e eu rejeitei-o. Depois, tive uma visão, que finalmente revelou quem nos iria atacar, e ele veio comentá-la e disse montes de coisas sem nexo… E o resto, tu já sabes...”
“Dianna… Não percebeste que ele te ama?”
“Alice…Isso é totalmente improvável… Ele amava a Bella, e ele ainda sofre com isso. Eu leio a mente dele a toda a hora, sei tudo o que se passa e não se passa com ele. Ele não está bem…”
“Sim… Isso também é verdade… Sim, ela morreu, e isso afectou-o um pouco, quer dizer, muito. Mas depois… Tu começaste a entrar mais na vida dele e a sua mente deu uma volta de 360º. Ele deve ter ficado magoado contigo por o teres recusado e agora só pensa que não lhe serve de nada viver sem alguém para amar. Ele deve estar a sentir-se um inútil neste momento…”
“Sim Alice, mesmo que seja verdade que ele me ame, como é que eu posso ter a certeza que não lhe aparece outra rapariga com um cheiro tão apelativo quanto o de Bella… Tão cativante, que o faça esquecer-me…”
“Isso não aconteceria… Essas atracções por norma só acontecem uma ou duas vezes no início e no caso de Edward a meio da nossa vida.”
“Tu… Tu já alguma vez tiveste alguma, Alice?”
“Não… E espero nunca vir a ter.” Disse me com um sorriso diabólico nos seus lábios. “Chegámos. Temos de deixar o carro aqui.”
“Olha, aquele não é o carro de Edward?” Perguntei.
“Pois é… Anda!”
No carro de Edward, onde era suposto existir vazio, estava nada mais, nada menos do que a pessoa que andávamos à procura: Edward.
“Edward!” Alice exclamou.
Que cobarde, nem coragem para assumir as acções tem… Pensei para mim própria, mas de maneira a que Edward não ouvisse.
“Dianna, Alice. Eu sabia que vocês viriam à minha procura…”
“Estava tão preocupada contigo Edward!” Alice abraçou-o. Eu fiquei à parte. Sabia que a culpa daquele laivo de loucura de Edward era minha. Eu é que despoletara aquele momento de preocupação.
“Eu sei Alice…Eu sei… Podes deixar-me a sós com a Dianna?”
Sim… Claro. Ouvi a resposta antes de Alice a proferir.
Raios! Porque é que ele tinha de se lembrar de mim… Pensei irritada comigo mesma.
“Porque gosto muito de ti apesar de todos os teus disparates e discussões parvas com os lobisomens…”
“Sim, sim… Conta-me histórias…”
“Não entendes… Eu amo-te Dianna.”
Da minha boca nada saiu, senão o oxigénio que tendia a inalar e exalar furiosamente, sem ter razão para tal. A atmosfera era de cortar à faca. Edward tentava entrar na minha mente, mas eu evitava toda a intrusão que ele tentava fazer. De repente sem que eu esperasse, ele agarrou-me suavemente, e tentou novamente beijar-me. Desta vez não resisti ao beijo gélido de Edward. Sentia a sua respiração ofegante a cada investida que ele fazia contra os meus lábios. Sentia que podíamos ficar naquele momento para sempre mas não podíamos. Tinha de parar. A cada segundo que passava, sentia-me cada vez mais culpada. Queria que fosse a Bella a ali estar, e não eu. Não sabia o que pensar, mas que queria sair dali, queria.
“Não vás.” Disse Edward.
Eu sem dar por ela tinha afastado Edward e tinha-me levantado para sair dali. Mas Edward agarra-me no braço suavemente, para evitar que me fosse embora.
“Diz-me o que estás a pensar” Disse-me. A minha mente estava num bloqueio que nem eu conseguia desfazer. E Edward estava a pedir-me pela primeira vez para lhe dizer o que estava a pensar.
“Nem eu sei…” Disse. Era verdade. Não sabia. Nem eu conseguia interpretar os meus próprios pensamentos, no estado em que a minha mente estava.
“Mas tu tens de saber. São os teus próprios pensamentos.”
“Nunca te aconteceu um dia deixares de repente de conseguires saber o que pensas? É exactamente isso que se está a passar…”
Enquanto tentava descortinar o que raio se estava a passar, sentia que Edward estava cada vez mais impaciente. Ele não conseguia ler nada de nada. Ele queria saber o que eu pensava mas tão pouco lhe podia dizer, pois não sabia também.
“Por favor, diz alguma coisa…” Suplicou ele, com um laivo de impaciência na sua voz cristalina.
“Não consigo Edward…Queria poder dizer-te o que sinto, o que penso…Mas não consigo…”
Tenta… Pensou ele.
A minha mente estava bloqueada por uma nuvem negra de incertezas…Espera ai?! Já consigo aceder aos meus pensamentos outra vez!
Espera… Já consigo ler… Tu estas insegura… Pensou ele, rindo-se de mim
“Very funny Edward, very funny… Como se alguma vez conseguisses entender o que eu realmente sinto…” Tentei novamente virar costas e ir para o Aston Martin, para junto de Alice, mas Edward impediu-me, mais uma vez de o fazer.
“Desculpa…Fui indelicado novamente para contigo… Diz-me como te posso compensar…”
“Basta pedires desculpa com sentimento. Mais nada.” Disse-lhe.
“Perdoa-me por todas as indelicadezas que já tive para contigo… Sou um idiota.”
“És um idiota… Estás perdoado” E sorri, ao que ele retribuiu com um sorriso resplandecente.
“Tu és a minha vida agora, não vou deixar que nada te aconteça.”
“Digo o mesmo de ti. Sem ti, a vida da tua família não vai ser a mesma, pelo que no que depender de mim, nada te acontecerá nunca.”
“Nunca digas nunca.”
“Eu amo-te.”
“Tu sabes que ninguém nos vai separar?”
“Sei…” Nem uma humana com um cheiro apelativo.
“Não sejas ciumenta, eu só tenho olhos, cabeça e coração para ti.”
“És mesmo parvinho quando estás com a propência para o romantismo.”
“Sou parvinho por ti.”
---onde a Ana já levou para ler
---
“Deixa-te disso… Estás a embaraçar-me…” Disse completamente trocada do sistema… Ele era capaz de me fazer corar (se eu pudesse) de frase em frase.
“Anda cá parvinha…” Disse-me em dom de desafio.
“Sabes que mais, a Alice está a ficar impaciente porque quer voltar para casa, e para além do mais, a Esme já lhe telefonou umas quantas vezes para saber de ti.”
“Pronto… Eu deixo isto para mais tarde… Vens comigo no Volvo ou vais com a Alice no Vanquish?”
“Vou contigo…”Para ver se não arranjas uma segunda maneira de escapares e ires até aos Volturi sem a gente se aperceber disso. Pensei para mim, era como que algo que me apetecia dizer a Edward, mas era daqueles pensamentos que escondia determinantemente. Não queria que ele soubesse.
“Então vamos.” Disse-me com um sorriso resplandecente na sua face.
Eu mandei uma mensagem a Alice para que ela fosse andando, pois eu iria com Edward.
Ai ai, vejam lá o que vão fazer… A Esme e o Carlisle estão numa pilha de nervos, e a Rosalie, nem se fala. Portanto não se demorem… Como sempre, Alice tinha de comentar tudo o que dizemos.
Edward ligou o motor e partimos de volta a Forks.
)Eu a pouco e pouco tentei juntar todos os traços comuns entre as nossas visões até que cheguei a uma conclusão: os Cullen estavam em perigo eminente.
Contudo, nada mais conseguia retirar da minha visão e da de Alice. A visão tornara-se então ineficaz. Teria que deixar apenas acontecer. E esperar para ver as consequências. Consequências essas que poderiam ser desastrosas para todos. Mas não podíamos evitar nada disto. Sem poder ver o que falta da visão, não posso prever o quando e quem.
“E então?” Perguntou Edward.
“Não… Não consigo… Não dá para saber mais…”
“Saber mais acerca do quê?” Perguntou Sam Uley, já impaciente.
“Nós… Nós vamos ser atacados…”
“Por quem?” Perguntaram Carlisle e Sam ao mesmo tempo.
“Isso é que eu já não sei.” Dissemos eu e Alice, em coro.
Ficamos frustradas por nenhuma de nós ter chegado a saber quem seria, mas tal como pensara antes, teria de deixar acontecer – há coisas no futuro que são impossíveis de saber, e o futuro visto por nós é subjectivo, ele depende da pessoa e das suas decisões.
“Mas…Ao menos tens ideia de quando?” Perguntou Rosalie. Era a 1ª vez que ela me perguntava algo. Todos os outros pigarreavam a minha volta.
A voz dela surpreendeu-me. Não estava à espera que ela me perguntasse algo sobre as minhas visões. Para ela o futuro não era importante. Ela nunca quisera saber do futuro que Alice previa, porque haveria ela de querer saber do que eu vejo?
“Não Rose… Não sei… Mas penso que seja num dia com neve, estava tudo branco na minha visão. Talvez no fim de Janeiro… Mas isso neste momento não interessa, o que nos interessa é que o Jasper nos ensine a combatê-los.”
“Eu?!” Disse o Jasper, como que não tivesse percebido que era com ele que estávamos a falar.
“Sim tu, Jasper. Tu tens experiência com recém-nascidos, e nós não. Tens de nos ensinar.” Disse, como que a suplicar.
“Não que eu concorde muito em matar recém-nascidos… Apesar de tudo, eles apenas necessitam de ser educados…” Disse Carlisle. Todos nós sabíamos que Carlisle era anti-violência.
“Sabes que é necessário Carlisle” Disse Emmett.
“Pois querido tem mesmo de ser, se eles ameaçarem a nossa existência, não temos outro remédio senão destruí-los.” Apesar de Esme também ser anti-violência teve de concordar connosco.
“Certo. E vocês, lobisomens, que me dizem a uma aliança para combater este inimigo comum?” Perguntei.
“Claro... Conta comigo” Umm…Vampiros para o pequeno-almoço… Pensou Jacob.
“Calma Jacob, temos de ponderar primeiro… Temos de ver que risco pode trazer para a alcateia.” Disse Leah.
“Eh, deixa-te de ser menina!” Disseram Seth e Jacob.
“Meninos, a Leah tem razão. Temos de ponderar primeiro e falar com o conselho de anciãos. Não podemos tomar decisões assim de ânimo leve.” Sam, como líder da alcateia, teve de assumir o controlo da situação.
“Resumindo e concluindo, vocês não nos vão ajudar…” Acabei por dizer. Sabia que era verdade.
“Isso não é verdade!” Disse Sam.
“É sim. Eu consigo ler na tua mente. Não te interessa de todo ajudar-nos. Por ti, nem sequer existíamos. Mas deixa lá, nós safamo-nos.”
“Dianna!” Edward já não me podia ouvir nem aos meus acessos de fúria.
“Vais dizer-me que não tenho razão Edward Mason Cullen? Tu consegues ler o que ele pensa, não preciso de te dizer. Mas se não queres acreditar no que te digo, tudo bem. Eu estou fora desta discussão a partir de agora.” Amuei completamente. Fiquei sentada a observar a discussão entre o Carlisle e o Sam, a tentar convencê-lo a lutar do nosso lado.
Tu por vezes és mesmo irritante, sabias? Edward estava a espicaçar-me.
Ai sim? E tu com as manias da autoridade?!
Eu sou autoritário por natureza, já devias-me conhecer…
Vai ver se está a chover na esquina boa?
Não… Não está a chover, mas talvez se perguntar à Alice eu talvez te consiga dizer quando é que vai chover na esquina…
Ahhh, don’t bug me!
Levantei-me de repente, e abandonei a clareira. Estava farta de ouvir Edward e as suas fanfarronices. Contudo, não estava a ver por onde caminhava e acabei por ir parar a uma clareira, muito mais luminosa e maior do que aquela em que estávamos com os lobisomens.
“Esta foi a clareira onde a Bella e eu tivemos uma das nossas discussões, aquela em que ela me contou que já sabia quem eu era, quer dizer, o que eu era…” Ouvi uma voz entrecortada atrás de mim. Era Edward.
“Deixa-me em paz seu Vampiro Demasiado Bonito e Irritante!”
“Deixa-me rir… A irritante aqui és tu…” Ele aproximou-se, numa posição sedutora. Eu quase me deixei levar por ele mas quando me apercebi das verdadeiras intenções dele, desviei-me – ele queria beijar-me, quer realmente o quisesse ou apenas fosse instintivo.
Desculpa não era minha intenção… Pensou, terrivelmente envergonhado.
“Está tudo bem… Não te preocupes…” Virei costas e saí dali. Deixei-o sozinho no meio da clareira. Corri tão depressa quanto os meus pés me permitiram, até que tive o vislumbre de algo que me fez parar subitamente. Uma visão, desta vez muito mais pormenorizada do que ia acontecer.
“Oh não… Victoria!” disse quase num berro. Não…não pode ser... Mas que raio quereria ela agora?! Afinal de contas, a Isabella já está morta. Ela já não pode fazer nada contra Edward… (Mas por que raio estou eu sequer a pensar naquele fanfarrão…)
“Poder…Pode…”
Tu outra vez?!
“Ela quer acabar comigo… De vez… Ela não nos perdoou por termos morto James, e por não poder matar a Bella, não vai ter mais ninguém para se vingar. E visto que ela não tem nada contra ti, e tu não és assim tão importante para mim, ela vai atacar-me directamente. Não tenho outra hipótese senão deixá-la fazer o que ela veio fazer…”
Não vai não… Só se eu deixar, ou se eu baixar a guarda.
“O que estás para aí a dizer?!”
“Prometi a mim e aos teus irmãos que não deixaria que nada te acontecesse e que te protegeria, mesmo que isso custasse a minha vida. E assim vai continuar. Ninguém te vai fazer mal.”
“Pois pois… Como se uma pirralha como tu conseguisse fazer alguma coisa…” Disse, com o seu sarcasmo habitual, e virou-me costas naquele preciso momento.
Eu tentei ainda alcançá-lo através da sua mente, mas ele estava a fechar-se numa concha. Não me estava a permitir a entrada. Ah… Ok… Andas a aprender demasiado comigo…
Cheguei a casa. Ele não estava. O carro dele, o seu mítico Volvo cinzento-prata não estava na garagem.
Voltei a entrar em casa, quando Rosalie, com um ar sereno disse ”Edward foi para Volterra.”
“O que?!” Eu e Carlisle, que no entanto chegara a casa, exclamámos. E Rosalie estava a enervar-me. Como podia ela encarar essa possibilidade com tanta calma?!
Raios, raios, raios!!! “Mas quando Rose?!” Perguntei, stressada.
“Há um bocado… Ele disse, e passo a citar ‘ se já ninguém quer saber do que eu sinto, mais vale morrer, que vivo não faço nada aqui. A minha vida sem Bella não faz sentido algum’. Ele apenas quer morrer…” Rosalie finalmente apercebeu-se da gravidade da situação. Sentia-se agora desesperada por não o ter impedido.
“Não haveria nada que fizesses que o impedisse, ele é demasiado senhor do seu nariz…Faz o que lhe vai na real gana… Eu trago-o, descansem…”
“Não sei se estás a entender… Se Edward foi para Volterra, e for provocar os Volturi, não há salvação possível. Qualquer um que o tente impedir vai ser considerado cúmplice, e isso implicaria a morte para os dois…” Disse Carlisle.
“Sim Dianna, é morte pela certa…” Disse Jasper, que se juntou também à conversa.
“Alice, tu vens comigo, anda! Temos de trazer aquele casmurro de volta.” Disse, agarrando-a pelo braço, como se faz com uma criança pequena “ Eu explico-te tudo no caminho, vá anda!”
“Mas…”
“Alice, já! Não há tempo a perder! E para além do mais quem tem carta aqui és tu, não eu!”
Fomos para a garagem, onde pegamos no Aston Martin Vanquish (V16) de Edward (vá lá é o carro mais rápido que ele tem…
).Alice deu à chave, e começou a conduzir em direcção ao aeroporto de Washington, a uns estonteantes 300 km/h.
“Mas o que é que tu fizeste ao meu irmão, para que despoletasse esta reacção nele?”
“Lembras-te de eu ter abandonado a clareira depois da discussão com Sam e de Edward me ter levantado a voz? Eu depois discuti mentalmente com Edward, e foi isso que me fez ir embora. Ele depois veio atrás de mim e tentou beijar-me, e eu rejeitei-o. Depois, tive uma visão, que finalmente revelou quem nos iria atacar, e ele veio comentá-la e disse montes de coisas sem nexo… E o resto, tu já sabes...”
“Dianna… Não percebeste que ele te ama?”
“Alice…Isso é totalmente improvável… Ele amava a Bella, e ele ainda sofre com isso. Eu leio a mente dele a toda a hora, sei tudo o que se passa e não se passa com ele. Ele não está bem…”
“Sim… Isso também é verdade… Sim, ela morreu, e isso afectou-o um pouco, quer dizer, muito. Mas depois… Tu começaste a entrar mais na vida dele e a sua mente deu uma volta de 360º. Ele deve ter ficado magoado contigo por o teres recusado e agora só pensa que não lhe serve de nada viver sem alguém para amar. Ele deve estar a sentir-se um inútil neste momento…”
“Sim Alice, mesmo que seja verdade que ele me ame, como é que eu posso ter a certeza que não lhe aparece outra rapariga com um cheiro tão apelativo quanto o de Bella… Tão cativante, que o faça esquecer-me…”
“Isso não aconteceria… Essas atracções por norma só acontecem uma ou duas vezes no início e no caso de Edward a meio da nossa vida.”
“Tu… Tu já alguma vez tiveste alguma, Alice?”
“Não… E espero nunca vir a ter.” Disse me com um sorriso diabólico nos seus lábios. “Chegámos. Temos de deixar o carro aqui.”
“Olha, aquele não é o carro de Edward?” Perguntei.
“Pois é… Anda!”
No carro de Edward, onde era suposto existir vazio, estava nada mais, nada menos do que a pessoa que andávamos à procura: Edward.
“Edward!” Alice exclamou.
Que cobarde, nem coragem para assumir as acções tem… Pensei para mim própria, mas de maneira a que Edward não ouvisse.
“Dianna, Alice. Eu sabia que vocês viriam à minha procura…”
“Estava tão preocupada contigo Edward!” Alice abraçou-o. Eu fiquei à parte. Sabia que a culpa daquele laivo de loucura de Edward era minha. Eu é que despoletara aquele momento de preocupação.
“Eu sei Alice…Eu sei… Podes deixar-me a sós com a Dianna?”
Sim… Claro. Ouvi a resposta antes de Alice a proferir.
Raios! Porque é que ele tinha de se lembrar de mim… Pensei irritada comigo mesma.
“Porque gosto muito de ti apesar de todos os teus disparates e discussões parvas com os lobisomens…”
“Sim, sim… Conta-me histórias…”
“Não entendes… Eu amo-te Dianna.”
Da minha boca nada saiu, senão o oxigénio que tendia a inalar e exalar furiosamente, sem ter razão para tal. A atmosfera era de cortar à faca. Edward tentava entrar na minha mente, mas eu evitava toda a intrusão que ele tentava fazer. De repente sem que eu esperasse, ele agarrou-me suavemente, e tentou novamente beijar-me. Desta vez não resisti ao beijo gélido de Edward. Sentia a sua respiração ofegante a cada investida que ele fazia contra os meus lábios. Sentia que podíamos ficar naquele momento para sempre mas não podíamos. Tinha de parar. A cada segundo que passava, sentia-me cada vez mais culpada. Queria que fosse a Bella a ali estar, e não eu. Não sabia o que pensar, mas que queria sair dali, queria.
“Não vás.” Disse Edward.
Eu sem dar por ela tinha afastado Edward e tinha-me levantado para sair dali. Mas Edward agarra-me no braço suavemente, para evitar que me fosse embora.
“Diz-me o que estás a pensar” Disse-me. A minha mente estava num bloqueio que nem eu conseguia desfazer. E Edward estava a pedir-me pela primeira vez para lhe dizer o que estava a pensar.
“Nem eu sei…” Disse. Era verdade. Não sabia. Nem eu conseguia interpretar os meus próprios pensamentos, no estado em que a minha mente estava.
“Mas tu tens de saber. São os teus próprios pensamentos.”
“Nunca te aconteceu um dia deixares de repente de conseguires saber o que pensas? É exactamente isso que se está a passar…”
Enquanto tentava descortinar o que raio se estava a passar, sentia que Edward estava cada vez mais impaciente. Ele não conseguia ler nada de nada. Ele queria saber o que eu pensava mas tão pouco lhe podia dizer, pois não sabia também.
“Por favor, diz alguma coisa…” Suplicou ele, com um laivo de impaciência na sua voz cristalina.
“Não consigo Edward…Queria poder dizer-te o que sinto, o que penso…Mas não consigo…”
Tenta… Pensou ele.
A minha mente estava bloqueada por uma nuvem negra de incertezas…Espera ai?! Já consigo aceder aos meus pensamentos outra vez!
Espera… Já consigo ler… Tu estas insegura… Pensou ele, rindo-se de mim
“Very funny Edward, very funny… Como se alguma vez conseguisses entender o que eu realmente sinto…” Tentei novamente virar costas e ir para o Aston Martin, para junto de Alice, mas Edward impediu-me, mais uma vez de o fazer.
“Desculpa…Fui indelicado novamente para contigo… Diz-me como te posso compensar…”
“Basta pedires desculpa com sentimento. Mais nada.” Disse-lhe.
“Perdoa-me por todas as indelicadezas que já tive para contigo… Sou um idiota.”
“És um idiota… Estás perdoado” E sorri, ao que ele retribuiu com um sorriso resplandecente.
“Tu és a minha vida agora, não vou deixar que nada te aconteça.”
“Digo o mesmo de ti. Sem ti, a vida da tua família não vai ser a mesma, pelo que no que depender de mim, nada te acontecerá nunca.”
“Nunca digas nunca.”
“Eu amo-te.”
“Tu sabes que ninguém nos vai separar?”
“Sei…” Nem uma humana com um cheiro apelativo.
“Não sejas ciumenta, eu só tenho olhos, cabeça e coração para ti.”
“És mesmo parvinho quando estás com a propência para o romantismo.”
“Sou parvinho por ti.”
---onde a Ana já levou para ler
---“Deixa-te disso… Estás a embaraçar-me…” Disse completamente trocada do sistema… Ele era capaz de me fazer corar (se eu pudesse) de frase em frase.
“Anda cá parvinha…” Disse-me em dom de desafio.
“Sabes que mais, a Alice está a ficar impaciente porque quer voltar para casa, e para além do mais, a Esme já lhe telefonou umas quantas vezes para saber de ti.”
“Pronto… Eu deixo isto para mais tarde… Vens comigo no Volvo ou vais com a Alice no Vanquish?”
“Vou contigo…”Para ver se não arranjas uma segunda maneira de escapares e ires até aos Volturi sem a gente se aperceber disso. Pensei para mim, era como que algo que me apetecia dizer a Edward, mas era daqueles pensamentos que escondia determinantemente. Não queria que ele soubesse.
“Então vamos.” Disse-me com um sorriso resplandecente na sua face.
Eu mandei uma mensagem a Alice para que ela fosse andando, pois eu iria com Edward.
Ai ai, vejam lá o que vão fazer… A Esme e o Carlisle estão numa pilha de nervos, e a Rosalie, nem se fala. Portanto não se demorem… Como sempre, Alice tinha de comentar tudo o que dizemos.
Edward ligou o motor e partimos de volta a Forks.

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
ola 
eu agora deixei esta fan fic ao abandono...
nunca mais vim ca publicar nada...
(culpa:da outra fan fic
)
tenho dedicado de alma e coraçao à Haruka e ao Kunzite e nao tenho tido imaginaçao para a minha Dianna e para o Edward(eu ate tenho sonhado como os finais da minha fan fic da sailor moon so para voces verem
' E mesmo daquelas cenas muito estranhas... )
enfim
assim que tiver algo novo, a luazinha brilhara
beijinhosssss

eu agora deixei esta fan fic ao abandono...
nunca mais vim ca publicar nada...
(culpa:da outra fan fic
) tenho dedicado de alma e coraçao à Haruka e ao Kunzite e nao tenho tido imaginaçao para a minha Dianna e para o Edward(eu ate tenho sonhado como os finais da minha fan fic da sailor moon so para voces verem
' E mesmo daquelas cenas muito estranhas... )enfim
assim que tiver algo novo, a luazinha brilhara
beijinhosssss
さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
lool, eu também tenho andado com dificuldades para escrever a Fanfica da Infancia das Navegantes estou mais voltada par a Fanfic A minha vida lool gostava que a lesses. Quando tiveres tempo, bem se precisares de alguma ajuda avisa.

Bjs

Bjs
Se não sabes mentir, também não sabes quando te estão a mentir!
OMG!
Diana Tinoco porque razão tu nunca me disseste que tinhas uma fic inspirada em Crepúsculo e afins?!
Ai adoro! *-*
Eu sou tipo, viciada nisto
A minha melhor amiga está sempre a comparar-me com a Alice (mas só a personalidade
Fisicamente sou completamente diferente)
Ai o Jake <3
Rapariga, tu continua esta fic, estas a ouvir/ler bem?!
Diana Tinoco porque razão tu nunca me disseste que tinhas uma fic inspirada em Crepúsculo e afins?!
Ai adoro! *-*
Eu sou tipo, viciada nisto

A minha melhor amiga está sempre a comparar-me com a Alice (mas só a personalidade
Fisicamente sou completamente diferente)Ai o Jake <3
Rapariga, tu continua esta fic, estas a ouvir/ler bem?!

LOOOOOOL
Esta fan fic ta tao enterrada no meu pc XD
Nunca mais achei imaginaçao para ela
Enfim... Fiquei comovida (oh Andre Simoes AKA Yuukimaru tas feito ao bife
odeio-te por so teres vindo ao forum para fazer uma comentario desses
)
Eu prometo que assim que tiver algo de novo,isto se tiver, eu ponho cá... nao prometo e que seja depressa
Ja as outras duas,que sao bem mais importantes estao paraduxas
Arigatou gozaimashita minna
Esta fan fic ta tao enterrada no meu pc XD
Nunca mais achei imaginaçao para ela

Enfim... Fiquei comovida (oh Andre Simoes AKA Yuukimaru tas feito ao bife
odeio-te por so teres vindo ao forum para fazer uma comentario desses
)Eu prometo que assim que tiver algo de novo,isto se tiver, eu ponho cá... nao prometo e que seja depressa
Ja as outras duas,que sao bem mais importantes estao paraduxas

Arigatou gozaimashita minna


さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Opa ...entao cancelada...Eu aqui a achas que ia ver mais uma grande fic e tu cancelas me isto!!!! aiii aiii, eu a ver se arranjava aqui inspiração e tu paras me!
Logo eu uma fã do Crepusculo e do Edward...Vou chorar! E es tola nada de vergonha, pois esta altamente e fiquei aqui com vontade de mais, confesso que ja tinha lido a tempos mas nunca comentei! Sua mazona!
Logo eu uma fã do Crepusculo e do Edward...Vou chorar! E es tola nada de vergonha, pois esta altamente e fiquei aqui com vontade de mais, confesso que ja tinha lido a tempos mas nunca comentei! Sua mazona!
Eu perdi o ficheiro desta fic quando o meu pc queimou portanto nem sei dele. E quanto à história em si,é dos meus primeiros textos e é tão infantil que me mato a chorar de vergonha quando leio isto,ja para nao falar que a comecei a escrever antes de o crepúsculo se tornar fenómeno mundial e antes de estragarem a minha imagem idealizada do Edward. Nao contes com continuação desta Mi-chan 


さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
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