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Auto-mutilação (Cutting)

#1
Automutilação (AM), é definida como qualquer comportamento intencional envolvendo agressão direta ao próprio corpo sem intenção consciente de suicídio. Os atos geralmente tem como intenção o alívio de dores emocionais e em grande parte dos casos, estão associados ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). As formas mais freqüentes de automutilação são cortar a própria pele, bater em si mesmo e queimar-se.


Acho que já todos devem ter ouvido falar pois cada vez mais se torna frequente entre adolescentes.
É visto pelas pessoas que o fazem como uma troca da dor emocional pela dor física. Mas na maioria, quem faz, nem sente dor física.

Automutilação refere-se a comportamentos onde demonstráveis feridas são auto-infligidas. Uma crença comum diz que esse é um método de busca de atenção, entretanto, na maioria dos casos esse fato é equivocado. A maioria das pessoas que se automutilam estão bastante conscientes de suas feridas e cicatrizes, e tomam atitudes extremas para esconde-las dos outros. Eles podem oferecer explicações alternativas para suas feridas, ou tampar suas cicatrizes com roupas. Automutilação, nesses indivíduos, não está associada ao suicídio ou para-suicídio. A pessoa que se automutila não está, usualmente, querendo interromper sua própria vida, mas sim usando esse comportamento como um modo de cooperação para aliviar dor emocional e desconforto. Também pode ser usado como substituição de dores corpóreas, isso é uma dor maior para substituir uma dor menor.

Normalmente, depois de uma pessoa se auto-mutilar sente-se culpada.
Uns ficam extremamente depressivos, sentem-se lixo, a sensação de fracasso é extrema.
Outros ficam alegres, como se os problemas escorressem com o sangue que sai das feridas.

Uma forma comum de AM envolve fazer cortes na pele dos braços (comumente o pulso esquerdo), pernas, abdômen, coxas, etc. O número de métodos automutilantes se restringe à criatividade do indivíduo. Os locais de lesão são, geralmente, áreas escondidas de uma possível detecção por outras pessoas.

Normalmente, sempre que alguem sofre deste problema , aconselham psicólogo, mas nem sempre resulta. tenho uma amiga que só o parou de fazer, porque descobriram e ameaçaram retirá-la aos pais se ela continuasse.

(excertos retirados da wikipedia)


E tu ? auto-mutilaste? já o fizeste?
E quem não fez, conhece alguém que o faz/já fez? o que acha do tema em questão ?

Brigada Lolli, amei mesmo ;D


Spoiler:
 


#2
Sei do problema e, sinceramente, é tão estúpido quanto compreensível, apesar de tudo (sim, eu sei que parece que me estou a contrariar, mas não estou. Isto tem dois lados).
É estúpido na medida em que há gente que faz isto só para chamar a atenção, para se armar em vítima. E é escusado virem-me dizer que não, que é mentira, que são pessoas que sofrem muito, são coitadinhos, são isto e aquilo. O que disse é a mais pura das verdades, agradeço que não defendam esta gente que procura atenção desta maneira. Sentem tanto a necessidade de ter a atenção dos outros que nem se importam com a sua própria saúde ou segurança desde que a tenham.
No entanto, há quem o faça por outros motivos... E eu falo agora por experiência própria. Anos de bullying e sofrimento levaram-me a querer magoar-me fisicamente para acalmar a dor agoniante do meu coração. Arranhava-me, embora nunca ao ponto de sangrar. Simplesmente dava uma sensação de conforto porque me deixava esquecer o resto. Acabava por adormecer embalada pelo conforto que aquilo dava. Não andei muito tempo nisto, mesmo assim. Um tempo mais tarde, depois de ter chegado ao extremo e ter acontecido uma certa coisa, resolvi tomar as rédeas da minha vida e mudar. Estava farta de estar de lado, de sofrer. Tinha o poder de mudar a minha vida e não estava a fazer nada para isso, estava a entregar-me às dores. E pronto, consegui e cá estou eu. Matreiro
#3
Kristea escreveu:É estúpido na medida em que há gente que faz isto só para chamar a atenção, para se armar em vítima. E é escusado virem-me dizer que não, que é mentira, que são pessoas que sofrem muito, são coitadinhos, são isto e aquilo.
Estou de acordo. Conhecia uma rapariga que para chamar a atenção dizia que se cortava, chegou a aparecer com os punhos ligados mas no dia a seguir tirou e não tinha nada. Ou seja, só dizia mesmo, nem cortava. Uma das vezes foi mais grave, disse que a esfaquearam, meteu um penso enorme e também não mostrava e que os pais a tinham obrigado a ir para a escola. Essas pessoas dão-me pena, nem sabem do que estão a falar!
Adorei o que escreveste Kristea. Porque é um assunto a quem tantos devem ser sensíveis. Como os outros nos conseguem magoar ao ponto de chegar a essa necessidade simplesmente para esquecer a dor e concentrar a mente noutro tipo de dor. E contornaste tudo sozinha! E isso é uma atitude que admiro.
Nunca o fiz. Aliás, se me sentia triste escrevia, e ainda hoje é o que faço. Acabo por pensar que os outros não me afectam e se me dizem o que quer que seja, pode ser que tenham problemas interiores e aí só há que deixar andar. E what goes around, comes around. Também sofri bullying por me dar bem com uma professora, ouvia constantemente que era graxa e enfim. E numa altura que tive depressão faltava muito, a medicação ainda me fez pior como já comentei, e obviamente que a vontade de sair de casa era pouca. E as mesmas, apesar de saberem disso, ainda me punham mais em baixo.
A minha irmã, por bocas, ficou doente. Anoréctica e, após a morte do meu pai, bulímica. Chegou quase aos 30 quilos. E numa altura auto-mutilava-se.
É por saber o que ela sofreu para chegar a esse ponto que não gosto de fingimentos, cheguei a ter colegas a dizer que se cortavam porque eram anorécticas, mesmo assim andavam com tops... E, se não sabem, uma anoréctica quer é esconder o corpo. Lembro-me dela no verão e com camisolas de manga comprida...

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece

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