Ela: Estou ? Ele: Olá Ela: Quem fala ? Ele: Sou eu, a felicidade iludida. Ela: O que é que tu queres ? Ele: Dizer que te amo. Ela: OUTRA VEZ =| ? Eu já ouvi isso 15 vezes. Não te cansas ? Ele: Quem ama não cansa ... Ela: Mas eu canso ... Eu não te amo. Ele: O quê ? Ela: Isso mesmo, eu iludo e por isso me chamo ilusão de amor. Tu sabias que era só amizade, nada mais. Ele: Claro que não. Disseste-me tantas coisas ... E ainda me beijaste. Ela: Beijei-te ? Aquilo nem foram beijos ... Ele: Ai não ? Então o que foram ? Ela: Ok ... Foram beijos sem significado. Ele: Ah e um beijo sem significado deixa de ser beijo ? Ela: Não. Ele: Quer dizer, eu não significo nada para ti ? Ela: Significas ... Ele: O quê ? Ela: Uma grande conta de telefone no final do mês. Agora vou desligar. Ele: Não, não, por favor. Ela: Queres parar com isto ? ESTOU FARTA ! Ele: Não, por favor, não desligues. Ela: ? Ele: Fala comigo ... Ela: ? Ele: Por amor de Deus, diz que me amas. Ela: OUVE ... eu já estou farta de ti. Agora vê se me esqueces. Ele: Eu prefiro morrer do que esquecer-te. Ela: Ai sim ? Então trata-te. (Ela desliga.) Ele: Não, por favor ... Não faças isto, eu amo-te.
Alguns dias depois ...
- Do que morreu este rapaz ? - Pergunta um doente do hospital. - De intoxicação - Responde a enfermeira. - Coitado ... ele tinha algum problema ? - Sim, sofria de amor ... - Respondeu a enfermeira.
E então, no dia do funeral a rapariga de que a rapaz gostava apareceu no local prestando a sua última homenagem e lançou-lhe uma rosa vermelha e disse baixinho: - Amo-te. Ele lá em cima a ver tudo, respondeu bem alto: - Tarde demais !
(E foi assim a vida dela, cheia de arrependimento. Sempre com o coração frio por ter perdido aquele amor. Vivia sempre em cantos a sofrer em quanto via pessoas felizes ao lado de quem cada um amava. Até que um dia já não aguentava mais aquele desespero todo e matou-se.)
- De que morreu esta rapariga ? - Perguntaram - Arrependimento. - Disse a enfermeira - Oh coitada ... Foi assim tão grave até chegar ao ponto de se suicidar ? - Muito grave ... Ele não acreditou e não ligou à felicidade que lhe tinha batido á porta 15 vezes.
(No céu .. o telefone toca)
Ele: Estou, quem fala ? Ela: Sou eu, aquela que tu amas. Ele: Desculpa ? Amar ? Agora ? Esquece. |
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