A Mudança do Mundo [reescrita]
Esta foi a primeira fanfic que escrevi, entretanto decidi reescrevê-la e emendar algumas lacunas que entretanto tinham surgido.
Disclaimer: A historia é original e de minha autoria, no entanto os nomes presentes nesta fanfic pertencem a Naoko Takeuchi
Classificação: Livre
Género: Romance, Drama:
Nota: Esta fanfic não está escrita de acordo com o novo acordo ortográfico, é uma escolha minha.
Índice
Prólogo - Página 1
Capitulo 1 - Pagina 1
Classificação: Livre
Género: Romance, Drama:
Nota: Esta fanfic não está escrita de acordo com o novo acordo ortográfico, é uma escolha minha.
Índice
Prólogo - Página 1
Capitulo 1 - Pagina 1

Obrigado Dumpling <3
Prólogo
Um planeta azul reluzia numa galáxia distante, protegido por oito planetas próximos, iluminado por uma estrela brilhante, o sol, e amado pela belíssima lua. Nesse planeta, numa certa cidade e num certo dia cheio de sol e calor, uma jovem loira com o seu cabelo comprido e apanhado de forma peculiar, percorre a rua que dá até sua casa, com uma enorme pilha de livros nos braços. Bunny Tsukino tinha agora 21 anos e, ao contrário de todos os anos anteriores, ela estava responsável e estudiosa… Bem, pelo menos mais do que o costume. Mas continuava a mesma distraída, sorridente e carismática de sempre.
Perto dali numa arejada biblioteca, Ami Mizuno, uma rapariga de ar inteligente e cabelo azul curtinho, estava com a cabeça enfiada nos livros de medicina. Sempre foi a mais inteligente e trabalhadora de todas, mas com 21 anos muita coisa tinha mudado na sua vida e hoje já se divertia tal como as suas amigas, deixando um pouco o estudo e dando longos passeios com o seu namorado.
No conhecido templo Hikawa, Rita, a bonita sacerdotisa de cabelo negro corvo, tinha a sua cabeça deitada no colo de um rapaz e ambos se encontravam por baixo de uma grande cerejeira a gozar a sombra fresca. Mais velha que as suas amigas, Rita com 22 anos continuava a viver no templo, sem intenções de o abandonar. O seu avô reformou-se e foi para a Polinésia Francesa de férias. Para manter o templo, a sacerdotisa teve de arranjar um trabalho em part-time enquanto estudava, deixando maior parte dos deveres do templo para Fernando, o seu namorado.
No principal centro de jogos da cidade, Maria Kino de 21 anos, com o seu rabo-de-cavalo castanho, estava sentada numa das muitas mesas a beber chá. Maria trabalhava agora em part-time a ajudar Mário enquanto tirava o curso de Culinária e Pastelaria. Depois de Mário terminar com Reika quando esta foi para África, sentindo-se sozinho, pediu a Maria para ficar em sua casa até conseguir encontrar uma mais barata que conseguisse pagar, como já havia uma certa química amorosa entre eles, acabaram por ceder à paixão e ficaram a viver juntos.
Joana Lima ia a caminho do centro de jogos, também ela com 21 anos, estudava. Ou melhor, fingia que estudava, pois continuava a cismar com uma carreira no mundo do espectáculo, por isso inscreveu-se na faculdade de artes nos arredores de Tokio e fazia teatro para uma companhia famosa da cidade. A balançar nos seus braços, Artemisa, a pequena gata branca estava quase a perder o ar depois de tanto ser apertada.
Nos Estados Unidos Gonçalo apanhava finalmente o avião rumo a Japão. Nos últimos anos tinha vindo poucas vezes para ver Bunny e as meninas, que afinal de contas eram a sua família, mas agora que ia regressar sentia-se um pouco apreensivo. Já dentro do avião e no seu lugar, Gonçalo retirou da sua carteira a foto da sua adorável Princesa de cabelos loiros, uma lágrima solitária correu pelo seu rosto, era doloroso pensar que Bunny algum dia o podia ter esquecido.
Enfim, todos vivam bem depois da derrota da Galáxia. Luna passava os dias a dormir, a beber leitinho e a comer estrelas de açúcar e por isso mesmo acabou por ficar um trambolho. Claro que Bunny o obrigava a passear todos os dias no parque, mas nem isso resultou.
Haruka Tenoh e Mariana Kaioh estavam na Europa com Octavia. Viviam como uma família feliz e Haruka continuava uma excelente piloto e Mariana uma excelente violinista.
Susana Meioh, como Navegante de Plutão, teve de voltar para o portal do tempo, continuando a ser sua guardiã. Mas ela sabia de algo que mais ninguém supunha, ela sabia que no dia 30 de Junho desse mesmo ano muita coisa iria mudar. A hora estava a chegar e o relógio parecia até andar mais depressa. Os Planetas estavam a completar o seu alinhamento, muito em breve…
Um planeta azul reluzia numa galáxia distante, protegido por oito planetas próximos, iluminado por uma estrela brilhante, o sol, e amado pela belíssima lua. Nesse planeta, numa certa cidade e num certo dia cheio de sol e calor, uma jovem loira com o seu cabelo comprido e apanhado de forma peculiar, percorre a rua que dá até sua casa, com uma enorme pilha de livros nos braços. Bunny Tsukino tinha agora 21 anos e, ao contrário de todos os anos anteriores, ela estava responsável e estudiosa… Bem, pelo menos mais do que o costume. Mas continuava a mesma distraída, sorridente e carismática de sempre.
Perto dali numa arejada biblioteca, Ami Mizuno, uma rapariga de ar inteligente e cabelo azul curtinho, estava com a cabeça enfiada nos livros de medicina. Sempre foi a mais inteligente e trabalhadora de todas, mas com 21 anos muita coisa tinha mudado na sua vida e hoje já se divertia tal como as suas amigas, deixando um pouco o estudo e dando longos passeios com o seu namorado.
No conhecido templo Hikawa, Rita, a bonita sacerdotisa de cabelo negro corvo, tinha a sua cabeça deitada no colo de um rapaz e ambos se encontravam por baixo de uma grande cerejeira a gozar a sombra fresca. Mais velha que as suas amigas, Rita com 22 anos continuava a viver no templo, sem intenções de o abandonar. O seu avô reformou-se e foi para a Polinésia Francesa de férias. Para manter o templo, a sacerdotisa teve de arranjar um trabalho em part-time enquanto estudava, deixando maior parte dos deveres do templo para Fernando, o seu namorado.
No principal centro de jogos da cidade, Maria Kino de 21 anos, com o seu rabo-de-cavalo castanho, estava sentada numa das muitas mesas a beber chá. Maria trabalhava agora em part-time a ajudar Mário enquanto tirava o curso de Culinária e Pastelaria. Depois de Mário terminar com Reika quando esta foi para África, sentindo-se sozinho, pediu a Maria para ficar em sua casa até conseguir encontrar uma mais barata que conseguisse pagar, como já havia uma certa química amorosa entre eles, acabaram por ceder à paixão e ficaram a viver juntos.
Joana Lima ia a caminho do centro de jogos, também ela com 21 anos, estudava. Ou melhor, fingia que estudava, pois continuava a cismar com uma carreira no mundo do espectáculo, por isso inscreveu-se na faculdade de artes nos arredores de Tokio e fazia teatro para uma companhia famosa da cidade. A balançar nos seus braços, Artemisa, a pequena gata branca estava quase a perder o ar depois de tanto ser apertada.
Nos Estados Unidos Gonçalo apanhava finalmente o avião rumo a Japão. Nos últimos anos tinha vindo poucas vezes para ver Bunny e as meninas, que afinal de contas eram a sua família, mas agora que ia regressar sentia-se um pouco apreensivo. Já dentro do avião e no seu lugar, Gonçalo retirou da sua carteira a foto da sua adorável Princesa de cabelos loiros, uma lágrima solitária correu pelo seu rosto, era doloroso pensar que Bunny algum dia o podia ter esquecido.
Enfim, todos vivam bem depois da derrota da Galáxia. Luna passava os dias a dormir, a beber leitinho e a comer estrelas de açúcar e por isso mesmo acabou por ficar um trambolho. Claro que Bunny o obrigava a passear todos os dias no parque, mas nem isso resultou.
Haruka Tenoh e Mariana Kaioh estavam na Europa com Octavia. Viviam como uma família feliz e Haruka continuava uma excelente piloto e Mariana uma excelente violinista.
Susana Meioh, como Navegante de Plutão, teve de voltar para o portal do tempo, continuando a ser sua guardiã. Mas ela sabia de algo que mais ninguém supunha, ela sabia que no dia 30 de Junho desse mesmo ano muita coisa iria mudar. A hora estava a chegar e o relógio parecia até andar mais depressa. Os Planetas estavam a completar o seu alinhamento, muito em breve…

Obrigado Dumpling <3
Capítulo 1- O Reencontro
Eram 8:30 da manhã e um relógio despertador tocava insistentemente na mesa de cabeceira da loira.
- Ahh! Estou atrasada! Mãe porque não me acordas-te? – Bunny levantou-se no meio de uma mistura de gritos e lamúrias, vestiu-se à pressa e correu escadas abaixo.
- Mas filha ho… - BLAM… Sem tempo de falar a mãe de Bunny ficou a olhar para a porta que estremeceu com a pancada.
Chico, o irmão mais novo, ficou admirado ao ver toda aquela confusão e apercebeu-se que a distraída da irmã não tinha reparado que era fim-de-semana.
- Coitada, está parva de certeza. Hoje é sábado e ela não tem aulas ao sábado. – Dizia Chico à mãe enquanto se servia de uma quantidade generosa de doce no pão.
- Faz o favor de ires buscá-la antes que ela arranque como carro para a faculdade. – Muito contrariado e ainda a lamber os beiços devido ao doce, Chico levantou e saiu para a garagem onde encontrou Bunny a procurar as chaves do carro.
- Vá lá mexe-te, não seja tonta. – Chico arrastava Bunny pelo corredor fora até à cozinha onde a mãe se encontrava já sentada à mesa mas com ar bastante preocupado.
- Bunny afinal o que se passa? Hoje não tens aulas, o teu despertador tocou absurdamente cedo e tu sais-te de casa como se já estivesse atrasada. Não te estou a reconhecer. – Bunny sentou-se na cadeira ao lado e começou distraidamente a comer um pouco de pão.
- Pois mãe eu pensei que tivesse aulas hoje, porque tenho a sensação de que tinha algo importante para fazer. – Estava bastante confusa, mas ainda assim e com a barriga a dar horas, acabou de mordiscar o pão para seguidamente beber um leite com café.
Tocou o telefone, todos que se encontrava em silencio saltaram das cadeiras, até que Chico acabou por ir atender, visto que mais ninguém se mexia.
- Bunny é para ti. – O telefone sem fios passou das mãos de Chico para Bunny.
- BUNNY MINHA CABEÇA DE VENTO… MEXE-ME ESSE RABO E VEM JÁ PARA O TEMPLO. – Com grande estardalhaço Bunny deixou cair o telefone depois de ouvir a voz bastante elevada de Rita do outro lado da linha, apanhou-o e reclamou.
- Que susto! Não era preciso gritares, estava só a terminar o pequeno-almoço e já ia ter contigo.
Nem terminou o café, despediu-se de Chico e da mão, agarrou nas chaves do carro que afinal estavam na mesinha da entrada e saiu batendo novamente com a porta, deixando a mãe encolhida com medo que a casa lhe caísse em cima.
Era difícil ir até ao templo, o transito era muito e agora que tinha carro, Bunny pensava seriamente se não teria sido melhor ter apanhado o autocarro urbano para lá chegar. Levou uma bela meia hora, mas lá conseguiu chegar e estacionar perto da entrada das traseiras.
“Que coisa, parece-me que me esqueci de algo hoje. Talvez seja só paranóia minha…” – Pensou Bunny enquanto se dirigia até perto das meninas que se encontravam sentadas nas escadas do templo a aproveitar a leve brisa fresca.
Enquanto isso, no avião onde Gonçalo estava:
- Senhores passageiros informamos que dentro de uma hora aterraremos em Tokio, no aeroporto de Juuban. Por favor quando o sinal se iluminar, apertem os vossos cintos.
Gonçalo acordou ao som do aviso, tinha adormecido com a foto de Bunny na mão.
- Que sonho tão estranho, parece que algo não está bem com Bunny. – Disse para si mesmo entre um bocejo.
- Estás atrasada. – Rita estava de braços cruzados e com ar zangado, como se estivesse à espera dela desde o dia anterior.
- Oh Bunny então que se passa contigo? Nem parece teu esquecer de um dia tão importante. – Estranhou Ami com ar preocupado
- Pois é, se fosse eu nem teria conseguido dormir esta noite. - Joana estava ainda mais excitada que todas as outras, inquieta até.
Bunny olhou confusa para as amigas, todas elas estavam com ar preocupado e ansioso ao mesmo tempo e ela nem se lembrava do que tinha de fazer naquela manhã.
- Afinal sempre há algo que me esqueci. O que é que é suposto eu fazer hoje de manhã? Parece que todas sabem menos eu.
- O Gonçalo chega hoje. Andas-te toda a semana ansiosamente a falar disso e hoje nem te lembras? Tens a certeza de que estás bem? – Maria olhava a amiga preocupada, não era hábito Bunny esquecer Gonçalo, aliás nunca na vida ela o esqueceria, estavam destinados desde sempre a ficarem juntos, por isso algo não estava bem de todo. Seria um novo inimigo que a estaria a confundir?
- Oh Deus…O Gonçalo… Como raio me fui eu esquecer que ele vinha hoje? Que cabeça a minha. – Estava preocupada, ela amava-o, por isso como se podia ter esquecido dele era um mistério.
Rita reparou na tristeza que ia aparecendo nos olhos de Bunny, o facto da amiga não se lembrar do namorado era preocupante para todas, mas visto que aquele dia era para ser o mais especial possível, Rita tentou fazer com que a tristeza fosse esquecida, pelo menos por um pouco.
- Vá meninas, vamos andando se não chegamos atrasadas e quem costuma fazer isso é só a Bunny. – Deitou-lhe a língua de fora e piscou-lhe o olho.
Seguiram Rita até à carrinha, como eram cinco e seriam seis em breve, decidiram que era melhor levarem a enorme carrinha que Fernando utilizava para ir buscar os miúdos que iam ao templo depois das aulas.
Como sempre o trânsito estava terrivel, levaram ainda uma meia hora para chegar ao aeroporto, mais uns dez minutos para estacionarem e chegarem ao desembarque.
Procuraram os écrans e repararam que o voo estava atrasado, ainda tinham tempo para beber um refresco num dos muitos cafés espalhados pelo aeroporto.
- Vá tem calma, agora é que estás ansiosa? Já não vai demorar. – Maria falava com Bunny quando esta sentiu o chão escorregar-lhe debaixo dos pés e um frio muito gelado inundou-lhe o corpo. Não via nada e no meio desse nada ouviu uma voz gélida.
- A hora está a chegar Rainha Serenidade. – Viu todo o planeta num sono gelado, toda a gente adormecida no chão.
- Bunny, Bunny… Acorda. – Rita gritou desesperada com a cabeça de Bunny deitada nos seus joelhos. Já o serviço de emergência do aeroporto estava a chegar perto das cinco raparigas.
Bunny acordou pálida e assustada, o enfermeiro mediu-lhe logo a tensão e começou uma grande confusão por parte das meninas.
- O que aconteceu? – Perguntou Maria ainda assustada.
- Num momento estavas a falar com a Maria e no outro estavas desmaiada nos braços dela. – Ami estava visivelmente preocupada com o estado de saúde da amiga. Já Rita estava mais preocupada com o “estado espiritual” de Bunny.
- Acho que foi do calor, nada de mais. Já estou melhor. – Bunny sentou-se com a ajuda do enfermeiro que lhe medira a tensão e olhou para a cara das suas preocupadas amigas.
- Ela já está melhor, podem dar-lhe um refresco açucarado para ver se os níveis de açucar voltam ao normal. – O enfermeiro foi coberto de agradecimentos por parte de todas e voltou para a sua sala. Enquanto isso as meninas ajudaram Bunny a por-se em pé e levaram-na a beber um refresco com bastante açucar.
Gonçalo tinha acabado de desembarcar e parecia que algo o iria preocupar dentro em breve. Podiam ser só coisas da sua cabeça, mas só ficava descansado quando já tivesse Bunny nos braços.
Ansiosas, as cinco amigas esperavam perto da porta geral de desembarque, com alguma atenção voltada para Bunny, quando esta começou a correr como se a sua vida dependesse disso e saltou para os braços de um rapaz alto e moreno.
- Minha Princesa! Estava cheio de saudades. – Os seus olhos encontraram-se e apesar das lágrimas teimarem em bailar nos seus olhos, Bunny segurou-as. Gonçalo tomou delicadamente a cara da sua amada entre as suas mãos e dei-lhe um apaixonado e demorado beijo. Naquele momento estava tudo esquecido, o desmaio, a voz e a visão, tudo tinha desaparecido com aquele mágico beijo.
As meninas começaram a ver que já era tempo a mais e os pequenos sons subtis iniciaram-se vindos de Joana, visivelmente irritada. Os dois namorados largaram-se e Gonçalo cumprimentou finalmente as amigas, perguntou como estavam e enquanto se dirigiam à carrinha, perguntou por novidades.
- Vamos até ao templo para pôr a conversa em dia, quero saber tudo. – Pediu animadamente Joana.
- Não levem a mal, mas eu preferia que me deixassem em casa, estou cansado da viagem e tudo mais. – Gonçalo olhou para Bunny como que a pedir para esta o acompanhar até casa.
- Rita importas-te que diga à minha mãe que vou ficar no templo contigo esta noite? – Pediu Bunny. Pela cara da amiga, parecia que aquele pedido já era rotina.
- Só mais esta vez. Bunny tens de contar aos teus pais, qualquer dia casas-te e eles nem sabem. – Rita estava a ser irónica, mas ainda assim não era capaz de dizer que não à amiga, pois sabia o que era estar longe de quem amava.
Ajudaram Gonçalo com as malas até ao seu apartamento, despediram-se e deitaram um olhar a Bunny que dizia claramente “porta-te bem”. Voltaram as quatro amigas para o templo e começaram a planear a festa de boas vindas do dia seguinte.
Gonçalo sentou-se no sofá junto de Bunny que já lá estava confortável. Tinham muito que falar, muito que contar e acima de tudo muito que planear, pois o futuro não espera por ninguém e eles tinham de correr atrás do que queriam.
- Bunny está tudo bem? Não se passa nada que me queiras contar? – A preocupação era visível na cara de Gonçalo.
- Não meu querido, está tudo bem. Agora está tudo ainda melhor. – Bunny pensou por instantes no acontecimento do aeroporto, mas logo deixou o pensamento de lado para se concentrar noutras coisas.
- Meu amor, sabes que te amo mais que tudo no mundo, pensar num futuro sem ti é quase impossível. Vivi sem família desde pequeno, tu tornaste-te a minha família, a minha companhia, a minha amiga, a minha namorada e a minha vida. Casa comigo. – Gonçalo abriu uma pequena caixa de onde saiu um brilhante anel com um só diamante. Desta vez Bunny não conseguiu segurar, deixou as lágrimas caírem pelo seu rosto.
- Claro que sim meu amor. Mil vezes sim. – Os dois beijaram-se ternamente, num beijo infinito e poderoso capaz de abalar o mundo. Ficaram muito tempo assim abraçados e a pensar num lindo casamento, até que a barriga de Bunny assinalou a hora de almoço, pois nenhum dos dois se tinha lembrado de tal coisa.
O dia foi passado em casa de Gonçalo, ele tinha de desfazer as malas e organizar a casa e Bunny ajudou com todo o gosto. Jantaram uma coisinha leve, pois estavam cansados de tanta arrumação, tomaram um banho quente e por fim decidiram que seria melhor irem para a cama, pois muitas horas tinham passado a arrumar as coisas.
Gonçalo enconstou Bunny carinhosamente ao seu peito e começou a dar-lhe pequenos beijinhos, que foram aumentando de ritmo e baixando até ao pescoço, baixando, baixando até que Bunny se deixou ir. Não era a primeira vez que estavam juntos, mas desta vez parecia-lhe diferente, parecia-lhe algo muito mais sério do que o normal. Os beijos tornaram-se mais e mais e à medida que a intensidade ia aumentando também a distancia entre os corpos de ambos se ia estreitanto. Até que estavam colados um no outro, sem nada a separá-los. Foi uma noite intensa de amor, amor esse que finalmente fez despertar um poder adormecido em ambos, um poder que os ia preparar para o que estava para vir.
Nessa noite Bunny teve sonhos e visões sinistras, ouviu vozes gélidas e aterrorizantes e viu novamente a visão que teve no aeroporto
Longe dali, no local onde o tempo gerava todas as correntes e onde o tapete do destino era tecido, alguém chegou para destruir.
- É tarde demais, as malhas já começaram a tecer o novo tapete do destino. Agora já nada pode ser modificado.
Uma gargalhada sinistra rebentou no ar, um clarão de luz vermelha incandescente surgiu e a Navegante de Plutão, segundos depois, jazia no chão frio, com o seu bastão ao lado e grandes pedaços de madeira espalhados ao seu redor.
Eram 8:30 da manhã e um relógio despertador tocava insistentemente na mesa de cabeceira da loira.
- Ahh! Estou atrasada! Mãe porque não me acordas-te? – Bunny levantou-se no meio de uma mistura de gritos e lamúrias, vestiu-se à pressa e correu escadas abaixo.
- Mas filha ho… - BLAM… Sem tempo de falar a mãe de Bunny ficou a olhar para a porta que estremeceu com a pancada.
Chico, o irmão mais novo, ficou admirado ao ver toda aquela confusão e apercebeu-se que a distraída da irmã não tinha reparado que era fim-de-semana.
- Coitada, está parva de certeza. Hoje é sábado e ela não tem aulas ao sábado. – Dizia Chico à mãe enquanto se servia de uma quantidade generosa de doce no pão.
- Faz o favor de ires buscá-la antes que ela arranque como carro para a faculdade. – Muito contrariado e ainda a lamber os beiços devido ao doce, Chico levantou e saiu para a garagem onde encontrou Bunny a procurar as chaves do carro.
- Vá lá mexe-te, não seja tonta. – Chico arrastava Bunny pelo corredor fora até à cozinha onde a mãe se encontrava já sentada à mesa mas com ar bastante preocupado.
- Bunny afinal o que se passa? Hoje não tens aulas, o teu despertador tocou absurdamente cedo e tu sais-te de casa como se já estivesse atrasada. Não te estou a reconhecer. – Bunny sentou-se na cadeira ao lado e começou distraidamente a comer um pouco de pão.
- Pois mãe eu pensei que tivesse aulas hoje, porque tenho a sensação de que tinha algo importante para fazer. – Estava bastante confusa, mas ainda assim e com a barriga a dar horas, acabou de mordiscar o pão para seguidamente beber um leite com café.
Tocou o telefone, todos que se encontrava em silencio saltaram das cadeiras, até que Chico acabou por ir atender, visto que mais ninguém se mexia.
- Bunny é para ti. – O telefone sem fios passou das mãos de Chico para Bunny.
- BUNNY MINHA CABEÇA DE VENTO… MEXE-ME ESSE RABO E VEM JÁ PARA O TEMPLO. – Com grande estardalhaço Bunny deixou cair o telefone depois de ouvir a voz bastante elevada de Rita do outro lado da linha, apanhou-o e reclamou.
- Que susto! Não era preciso gritares, estava só a terminar o pequeno-almoço e já ia ter contigo.
Nem terminou o café, despediu-se de Chico e da mão, agarrou nas chaves do carro que afinal estavam na mesinha da entrada e saiu batendo novamente com a porta, deixando a mãe encolhida com medo que a casa lhe caísse em cima.
Era difícil ir até ao templo, o transito era muito e agora que tinha carro, Bunny pensava seriamente se não teria sido melhor ter apanhado o autocarro urbano para lá chegar. Levou uma bela meia hora, mas lá conseguiu chegar e estacionar perto da entrada das traseiras.
“Que coisa, parece-me que me esqueci de algo hoje. Talvez seja só paranóia minha…” – Pensou Bunny enquanto se dirigia até perto das meninas que se encontravam sentadas nas escadas do templo a aproveitar a leve brisa fresca.
Enquanto isso, no avião onde Gonçalo estava:
- Senhores passageiros informamos que dentro de uma hora aterraremos em Tokio, no aeroporto de Juuban. Por favor quando o sinal se iluminar, apertem os vossos cintos.
Gonçalo acordou ao som do aviso, tinha adormecido com a foto de Bunny na mão.
- Que sonho tão estranho, parece que algo não está bem com Bunny. – Disse para si mesmo entre um bocejo.
- Estás atrasada. – Rita estava de braços cruzados e com ar zangado, como se estivesse à espera dela desde o dia anterior.
- Oh Bunny então que se passa contigo? Nem parece teu esquecer de um dia tão importante. – Estranhou Ami com ar preocupado
- Pois é, se fosse eu nem teria conseguido dormir esta noite. - Joana estava ainda mais excitada que todas as outras, inquieta até.
Bunny olhou confusa para as amigas, todas elas estavam com ar preocupado e ansioso ao mesmo tempo e ela nem se lembrava do que tinha de fazer naquela manhã.
- Afinal sempre há algo que me esqueci. O que é que é suposto eu fazer hoje de manhã? Parece que todas sabem menos eu.
- O Gonçalo chega hoje. Andas-te toda a semana ansiosamente a falar disso e hoje nem te lembras? Tens a certeza de que estás bem? – Maria olhava a amiga preocupada, não era hábito Bunny esquecer Gonçalo, aliás nunca na vida ela o esqueceria, estavam destinados desde sempre a ficarem juntos, por isso algo não estava bem de todo. Seria um novo inimigo que a estaria a confundir?
- Oh Deus…O Gonçalo… Como raio me fui eu esquecer que ele vinha hoje? Que cabeça a minha. – Estava preocupada, ela amava-o, por isso como se podia ter esquecido dele era um mistério.
Rita reparou na tristeza que ia aparecendo nos olhos de Bunny, o facto da amiga não se lembrar do namorado era preocupante para todas, mas visto que aquele dia era para ser o mais especial possível, Rita tentou fazer com que a tristeza fosse esquecida, pelo menos por um pouco.
- Vá meninas, vamos andando se não chegamos atrasadas e quem costuma fazer isso é só a Bunny. – Deitou-lhe a língua de fora e piscou-lhe o olho.
Seguiram Rita até à carrinha, como eram cinco e seriam seis em breve, decidiram que era melhor levarem a enorme carrinha que Fernando utilizava para ir buscar os miúdos que iam ao templo depois das aulas.
Como sempre o trânsito estava terrivel, levaram ainda uma meia hora para chegar ao aeroporto, mais uns dez minutos para estacionarem e chegarem ao desembarque.
Procuraram os écrans e repararam que o voo estava atrasado, ainda tinham tempo para beber um refresco num dos muitos cafés espalhados pelo aeroporto.
- Vá tem calma, agora é que estás ansiosa? Já não vai demorar. – Maria falava com Bunny quando esta sentiu o chão escorregar-lhe debaixo dos pés e um frio muito gelado inundou-lhe o corpo. Não via nada e no meio desse nada ouviu uma voz gélida.
- A hora está a chegar Rainha Serenidade. – Viu todo o planeta num sono gelado, toda a gente adormecida no chão.
- Bunny, Bunny… Acorda. – Rita gritou desesperada com a cabeça de Bunny deitada nos seus joelhos. Já o serviço de emergência do aeroporto estava a chegar perto das cinco raparigas.
Bunny acordou pálida e assustada, o enfermeiro mediu-lhe logo a tensão e começou uma grande confusão por parte das meninas.
- O que aconteceu? – Perguntou Maria ainda assustada.
- Num momento estavas a falar com a Maria e no outro estavas desmaiada nos braços dela. – Ami estava visivelmente preocupada com o estado de saúde da amiga. Já Rita estava mais preocupada com o “estado espiritual” de Bunny.
- Acho que foi do calor, nada de mais. Já estou melhor. – Bunny sentou-se com a ajuda do enfermeiro que lhe medira a tensão e olhou para a cara das suas preocupadas amigas.
- Ela já está melhor, podem dar-lhe um refresco açucarado para ver se os níveis de açucar voltam ao normal. – O enfermeiro foi coberto de agradecimentos por parte de todas e voltou para a sua sala. Enquanto isso as meninas ajudaram Bunny a por-se em pé e levaram-na a beber um refresco com bastante açucar.
Gonçalo tinha acabado de desembarcar e parecia que algo o iria preocupar dentro em breve. Podiam ser só coisas da sua cabeça, mas só ficava descansado quando já tivesse Bunny nos braços.
Ansiosas, as cinco amigas esperavam perto da porta geral de desembarque, com alguma atenção voltada para Bunny, quando esta começou a correr como se a sua vida dependesse disso e saltou para os braços de um rapaz alto e moreno.
- Minha Princesa! Estava cheio de saudades. – Os seus olhos encontraram-se e apesar das lágrimas teimarem em bailar nos seus olhos, Bunny segurou-as. Gonçalo tomou delicadamente a cara da sua amada entre as suas mãos e dei-lhe um apaixonado e demorado beijo. Naquele momento estava tudo esquecido, o desmaio, a voz e a visão, tudo tinha desaparecido com aquele mágico beijo.
As meninas começaram a ver que já era tempo a mais e os pequenos sons subtis iniciaram-se vindos de Joana, visivelmente irritada. Os dois namorados largaram-se e Gonçalo cumprimentou finalmente as amigas, perguntou como estavam e enquanto se dirigiam à carrinha, perguntou por novidades.
- Vamos até ao templo para pôr a conversa em dia, quero saber tudo. – Pediu animadamente Joana.
- Não levem a mal, mas eu preferia que me deixassem em casa, estou cansado da viagem e tudo mais. – Gonçalo olhou para Bunny como que a pedir para esta o acompanhar até casa.
- Rita importas-te que diga à minha mãe que vou ficar no templo contigo esta noite? – Pediu Bunny. Pela cara da amiga, parecia que aquele pedido já era rotina.
- Só mais esta vez. Bunny tens de contar aos teus pais, qualquer dia casas-te e eles nem sabem. – Rita estava a ser irónica, mas ainda assim não era capaz de dizer que não à amiga, pois sabia o que era estar longe de quem amava.
Ajudaram Gonçalo com as malas até ao seu apartamento, despediram-se e deitaram um olhar a Bunny que dizia claramente “porta-te bem”. Voltaram as quatro amigas para o templo e começaram a planear a festa de boas vindas do dia seguinte.
Gonçalo sentou-se no sofá junto de Bunny que já lá estava confortável. Tinham muito que falar, muito que contar e acima de tudo muito que planear, pois o futuro não espera por ninguém e eles tinham de correr atrás do que queriam.
- Bunny está tudo bem? Não se passa nada que me queiras contar? – A preocupação era visível na cara de Gonçalo.
- Não meu querido, está tudo bem. Agora está tudo ainda melhor. – Bunny pensou por instantes no acontecimento do aeroporto, mas logo deixou o pensamento de lado para se concentrar noutras coisas.
- Meu amor, sabes que te amo mais que tudo no mundo, pensar num futuro sem ti é quase impossível. Vivi sem família desde pequeno, tu tornaste-te a minha família, a minha companhia, a minha amiga, a minha namorada e a minha vida. Casa comigo. – Gonçalo abriu uma pequena caixa de onde saiu um brilhante anel com um só diamante. Desta vez Bunny não conseguiu segurar, deixou as lágrimas caírem pelo seu rosto.
- Claro que sim meu amor. Mil vezes sim. – Os dois beijaram-se ternamente, num beijo infinito e poderoso capaz de abalar o mundo. Ficaram muito tempo assim abraçados e a pensar num lindo casamento, até que a barriga de Bunny assinalou a hora de almoço, pois nenhum dos dois se tinha lembrado de tal coisa.
O dia foi passado em casa de Gonçalo, ele tinha de desfazer as malas e organizar a casa e Bunny ajudou com todo o gosto. Jantaram uma coisinha leve, pois estavam cansados de tanta arrumação, tomaram um banho quente e por fim decidiram que seria melhor irem para a cama, pois muitas horas tinham passado a arrumar as coisas.
Gonçalo enconstou Bunny carinhosamente ao seu peito e começou a dar-lhe pequenos beijinhos, que foram aumentando de ritmo e baixando até ao pescoço, baixando, baixando até que Bunny se deixou ir. Não era a primeira vez que estavam juntos, mas desta vez parecia-lhe diferente, parecia-lhe algo muito mais sério do que o normal. Os beijos tornaram-se mais e mais e à medida que a intensidade ia aumentando também a distancia entre os corpos de ambos se ia estreitanto. Até que estavam colados um no outro, sem nada a separá-los. Foi uma noite intensa de amor, amor esse que finalmente fez despertar um poder adormecido em ambos, um poder que os ia preparar para o que estava para vir.
Nessa noite Bunny teve sonhos e visões sinistras, ouviu vozes gélidas e aterrorizantes e viu novamente a visão que teve no aeroporto
Longe dali, no local onde o tempo gerava todas as correntes e onde o tapete do destino era tecido, alguém chegou para destruir.
- É tarde demais, as malhas já começaram a tecer o novo tapete do destino. Agora já nada pode ser modificado.
Uma gargalhada sinistra rebentou no ar, um clarão de luz vermelha incandescente surgiu e a Navegante de Plutão, segundos depois, jazia no chão frio, com o seu bastão ao lado e grandes pedaços de madeira espalhados ao seu redor.

Obrigado Dumpling <3
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