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Dobragem Americana
A versão norte-americana de Sailor Moon é, provavelmente, uma das mais notáveis dobragens de anime por duas razões: a primeira prende-se com o facto da sua popularidade introduzir anime a muitos fãs da América do Norte que nunca tinham ouvido falar de tal. A segunda, graças às muitas e infames quantidades de mudanças, censura e cortes que causaram muitos fãs de língua inglesa a procurarem versões com legendas da série japonesa original.
História
Em 1995, a DiC ganhou os direitos de Sailor Moon na América do Norte. A série era composta por um conjunto de 65 episódios, com sete episódios cortados por razões desconhecidas. A série apenas começa a ser popular após ter sido transmitida pela estação Cartoon Network nos Estados Unidos, e foi popular no Canadá desde o começo, havendo por isso, uma grande demanda por novos episódios. Após dois anos, a DiC foi convencida em prosseguir e dobrou mais 120 episódios.
Em 2000, a Cloverway, um ramo da Toei nos Estados Unidos, comprou os direitos e dobrou Sailor Moon S e Sailor Moon SuperS. Estas duas temporadas foram rapidamente terminadas porque a Cloverway estava a ser pressionada pelo Cartoon Network a acabar as dobragens num certo número de meses. Em 2001, pouco depois das duas primeiras temporadas terem terminado, a Pioneer lançou-as em DVD, incluindo uma versão com legendas. Em 2003, as primeiras duas temporadas foram lançadas pela companhia ADV, no mesmo formato.
A Toei indicou que a última temporada, Sailor Moon Sailor Stars, nunca seria vendida a nenhuma empresa norte-americana, porque seria censurável na América do Norte. Mesmo o primeiro arco de Sailor Stars, que é a conclusão da temporada SuperS, nunca seria oficialmente lançado na América do Norte.
Censura, Cortes e Modificações
Houve muitas modificações na versão, especialmente na versão da DiC. A maioria dos nomes das personagens principais foram modificados (com a excepção de Hotaru Tomoe) e grandes elementos de trama foram removidos ou alterados.
Na primeira temporada, algum do conteúdo dos últimos episódios foi adicionado no primeiro episódio como introdução, revelando assim muitos elementos da história que foram mantidos segredo na versão original. O género de uma personagem foi alterado e alguma censura foi usada. O termo Sailor Senshi (Guerreiras Navegantes) foi modificado para “Sailor Scouts”. Uma tradução mais literal seria “Sailor Soldier” (Guerreiras Soldados) ou “Sailor Warrior”.
Cinco episódios foram cortados da série e cenas removidas dos episódios em si. Os dois últimos episódios tiveram tantas cenas removidas, que foram transformados num só. As mortes das Guerreiras Navegantes foram explicadas por fora como tendo sido “raptadas” pelo Negaverso (o Reino das Trevas), algo que confundiu os fãs que nunca viram o original.
A segunda temporada teve muito do mesmo tratamento, com um episódio cortado, aumentando o número de episódios perdidos para sete. A história foi modificada, igualmente, sendo que os inimigos da Lua Negra provinham, também. do Negaverso, em vez do Planeta Nemésis.
As modificações feitas nas primeiras duas temporadas incluíram a eliminação de qualquer sinal de violência, a eliminação da linha do peito nas sequências de transformação e colocando duas vezes certas cenas (uma avançada e uma contrária) para evitar partes censuráveis, sem perder tempo de episódio. Havia, também, a rubrica “Sailor Says” após cada episódio, estabelecendo uma virtude moral ao mesmo.
Após a Cloverway começar a dobrar o anime houve algumas melhorias, mas também comportou muitos cortes. Graças à pressa em completar o anime a tempo para a sua exibição de verão, não houve tempo suficiente para o rever ou para fazer alterações. Os guiões mais fiéis ao original poderão ter tido, também, influência dos fãs. A introdução de um sistema de avaliação de TV para crianças ajudou, igualmente, a minorar as censuras. Contudo, os episódios da Cloverway detiveram muitos erros e inconsistências, também graças à produção acelerada.
Alguns destes erros incluíram personagens com nomes diferentes das temporadas anteriores, bem como nomes de ataques e transformações modificados de episódio para episódio. Juntando a estas inconsistências, a Cloverway realizara algumas grandes modificações, incluindo a decisão em modificar os géneros de duas personagens (um por razões não aparentes) e de “esconder” a relação lésbica entre Haruka Tenou e Mariana (Michiru) Kaiou, chamando-as de primas.
Versão oficial legendada
A versão oficial legendada, lançada pela ADV e pela Pioneer não possui cortes e utiliza os nomes originais, apesar de fãs se terem queixado de modificações menores no diálogo.
Muitos fãs consideram que a versão legendada chegou tarde, sendo que as primeiras duas temporadas foram lançadas oito anos depois de terem ido ao ar. Por essa altura em que a versão oficial foi lançada, alguns já possuíam algumas versões legendadas por fãs e não estiveram dispostos a despender dinheiro. Fansubs O mais notável produtor de fansubs de Sailor Moon foi o VKLL. Apesar das primeiras cassetes terem erros tolos (como o ataque “Raio da Espada do Espaço”, Space Sword Blaster, ter sido traduzido por “Crystal Attack”), estas foram muito populares porque preenchiam um segmento de mercado. A popularidade que as fansubs tiveram, contaram também com a ajuda do facto de as cassetes serem muito baratas graças ao facto de ser ilegal fazer lucro com fansubs: em teoria, os compradores pagavam apenas pelo custo da cassete e de embarque.
Manga
TokyoPop (originalmente “Mix Publications”) foi a única companhia da América do Norte a deter a série o tempo suficiente para traduzir e lançar a manga completa de Sailor Moon. Foi publicada em três arcos: “Sailor Moon”, desde o início da série até ao Arco Infinito (S), Arco Sonho (SuperS) e Arco Stars (Sailor Stars).
História
Sailor Moon foi publicada originalmente na Mixxzine, tendo sido a altura de lançamento da revista. Estreando em Agosto de 1997, era seriada de forma bimestral. Na publicação de Fevereiro de 1998, a Mixx anunciou que seria também compilada numa edição “Pocket Mixx” cada livro a que corresponderiam as imagens originais de cada romance. Pela mesma altura, a Mixx revelou o lançamento da sua nova revista, a “Smile”. O espaço original para a revista seria ser um periódico sobre moda genérica feminina, mostrando fotografias de raparigas normais, enviadas pelas leitoras e pelas suas famílias.
Após alguma controvérsia e tensão envolvendo o novo formato da Mixx Magazine, a Smile foi lançada em Outubro de 1998, sendo Sailor Moon o principal foco para a sua venda. Os fãs que queriam continuar a ler Sailor Moon e a restante manga na Mixx Magazine tiveram de subscrever ambos os periódicos, o que foi uma pena para aqueles que não eram raparigas adolescentes e interessados na Smile.
Após algum tempo, o formato da Smile passaria a ser o de uma revista com uma antologia de animes para raparigas, afastando-se definitivamente do seu tema inicial. A maioria dos fãs ficaram satisfeitos com a mudança, contudo, alguns sentiram que o esforço foi “muito pequeno e muito tardio”.
Modificações e Erros
Sailor Moon foi a primeira tradução da Mixx, e enquanto que pouco foi deliberadamente modificado, muitas coisas foram americanizadas e perdidas com a tradução. Os exemplos incluem a manutenção dos nomes das personagens da DiC, excepto Usagi Tsukino (chamada de Bunny na Mixx) até à S, onde as navegantes de Urano, Neptuno, Plutão e Saturno mantiveram os seus nomes originais. Contudo, elas foram algumas vezes mencionadas com os nomes da versão inglesa, provavelmente por erro. Um outro erro famoso foi a retradução incorrecta para inglês de um poema de William Butler Yeats.
Várias personagens secundárias tiveram os seus nomes muito mal traduzidos, como o caso de Ptilol (Penélope) como “Petite Roll”. O nome de Chibi Chibi era, supostamente, devido à sua constante repetição da palavra “Chibi”, que ela dizia por ter ouvido a mãe de Bunny a dizer o nome de Chibi-Usa, mas na manga da Mixx, o nome de Chibi-Usa era “Rini”. Na primeira cena de Chibi Chibi, o nome da filha de Bunny foi mencionado como Chibi-Usa.
Os nomes Sailor Lead Crow e Sailor Chuu foram traduzidos como “Sailor Red Crow” e “Sailor Chew”, respectivamente. Sailor Ceres e Sailor Palas eram mencionadas como “Sailor Celis” e “Sailor Palis”, removendo a referência aos asteróides. O Galaxy Cauldron (Caldeirão da Galáxia) foi traduzido como “Galaxy Cordon” (Cordão da Galáxia).
Tradução de Alex Grover
Localizado n’A Manga de Takeuchi Naoko, a tradução de Alex Glover é usada por muitos fãs que não gostam da tradução da Mixx. Os actos 1-15 foram baseados em novas impressões da manga e lidas como um guião, onde os actos 16-25 foram traduzidos da versão mais antiga e rescritos como uma história. Isto deve-se ao facto de a nova tradução nunca ter sido terminada, então Glover colocara as traduções antigas.
Live-action e Musicais
Porque não têm havido planos em publicar a série live-action ou os musicais, ambas as versões têm sido suportadas por fansubbers para o público da América do Norte.
Rumores de uma versão Live-action
Em 1997, o Save Our Soldiers anunciou que a Disney, a DiC e a Forge Productions estavam a planear um filme live-action, que seria lançado na América do Norte. De acordo com artigos do seu site, a actriz Geena Davis, uma das detentoras da Forge Productions, seria Rainha Beryl no filme proposto. De acordo com o SOS, este projecto foi abandonado porque as negociações com a Kodansha não deram resultado.
Apesar dessa proposta de filme particular nunca se ter tornado uma realidade, os rumores persistem na Internet desde então, dizendo que várias produtoras, directores e actrizes serão envolvidas. O rumor mais recente foi o que Josh Whedon iria ser o director do filme.
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