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Sonhos amea�ados por Patrakas
Cap�tulo 3 - N�������O!!! As suas m�os estavam a ficar ensanguentadas de tanto esmurrar o ch�o, ela estava de joelhos, o seu rosto expressava puro desespero e as l�grimas rolavam-lhe pela cara sem cessar. Mais duas amigas foram levadas, ela n�o sabia por quem e n�o tinha a certeza do porque, a �nica coisa que sabia, � que isto seria uma suposta vingan�a para com ela. Mercurio e Jupiter estavam tamb�m a demonstrar a sua tristeza, no entanto com l�grimas silenciosas, nem uma nem outra conseguia falar. - Navegante da Lua! - O que aconteceu meninas? Onde est�o a Rita e a Joana? ... Respondam! - Small Lady... elas tamb�m foram levadas... � disse Plut�o, que s� de olhar para o estado das amigas, percebeu logo o que se passara. - Vamos embora daqui...chegamos tarde demais para as ajudar, agora temos � que nos unir para tentar descobrir o quem est� por tr�s disto, de uma vez por todas. Luna que tinha estado tal como o Mascarado perto da Navegante da Lua estava agora com um ar pensativo (estranho para uma gata n�o �?) e do nada, arrancou a correr para longe de onde tinha acontecido o outro desaparecimento. - Onde vais Luna?! - N�o se preocupem comigo, levem a Navegante da Lua daqui, assim que puder eu dou not�cias. - Espera! Eu vou contigo! � e la foram os dois, no entanto ningu�m percebeu ao certo para onde. Entretanto o Mascarado pegou na sua princesa carinhosamente, que se aninhou no calor dos seus bra�os, e l� foram todos para o apartamento do Gon�alo, que � partida seria o sitio mais calmo para poderem pensar em condi��es.
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Ele abra�ava-a carinhosamente, ela estava de olhos fechados a chorar, e a pequenina que seria fruto da uni�o de ambos, estava a fazer-lhe festinhas na m�o enquanto estava sentada no ch�o, a seus p�s. No lado oposto da sala estava a morena de cabelo apanhado a andar de um lado para o outro, como se isso a ajudasse a acalmar ou pelo menos a tentar n�o esmurrar qualquer coisa. De um dos sof�s ouvia-se os clicks r�pidos que Ami estava a dar no seu �mini-portatil� na esperan�a de descobrir mais alguma coisa, e no lado oposto estavam Oct�ia e Susana, que ostentavam os seus ares s�rios. - Mas afinal onde � que a Luna e o Artemis foram?! Como � que puderam ir embora sem nos dar ideia do que podemos fazer?! � disse Maria que j� estava farta de tanto esperar, ela queria era lutar, trazer de volta as suas amigas e castigar o mais severamente poss�vel quem lhes estava a fazer aquilo. - Realmente...� estranho, eles j� sairam de perto de n�s h� imenso tempo...e ainda n�o nos disseram nada. - Provavelmente a Luna teve ideia do que possa ser, e n�o quis dizer nada para que n�s n�o fossemos de rompante at� ao que ou a quem ela pensa ser o respons�vel... - Eu estou farta... t�o farta. - Bunny... - A s�rio...voc�s n�o se cansam? � sempre a mesma coisa! Estamos bem por um tempo e depois voltam as desgra�as � o seu tom era desesperado, era um tom de quem est� a falar sem medir as palavras... o tom de quem est� a falar sem o cora�ao, mas sim por impulso � eu n�o aguento ver-vos todos a sofrer... muito menos quando � por minha causa! � levantou-se bruscamente ao dizer estas ultimas palavras, correu directa � porta e saiu de casa. - Bunny! - Parem! Deixem-na apanhar ar, ela est� a precisar... eu vou atr�s dela n�o se preocupem que n�o deixo que nada lhe aconte�a. Voces fiquem aqui, pode ser que entretanto a Luna e o Artemis voltem. � Gon�alo saiu de casa atr�s da sua amada, e as restantes ficaram em casa, se bem que isso n�o agradou a nenhuma, se bem que Susana e Ami, sendo as que t�m os p�s mais assentes na terra, impediram as outras 3 de sair de casa.
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A noite j� tinha caido, e o tempo, que andava meio esquesito desde que os incidentes come�aram, estava a fazer cara feia, as nuvens cobriam o c�u permitindo apenas que de vez em quando a Lua pudesse iluminar as ruas vazias. N�o se ouvia nada, a n�o ser os passos r�pidos que Bunny dava ao correr... a correr depressa... a correr como se isso a ajudasse a fugir dos problemas... a correr sem rumo. Depressa, e sem saber como, deu consigo no parque, onde tudo come�ara. Como se fosse guiada por uma m�o imagin�ria, andou levemente at� um banco no parque, a� sentou-se e deu largas a toda a sua angustia, chorando com muita amargura e desespero. - Ent�o ent�o... que se passa? Onde est� a rapariga super animada e hiperactiva, que n�o descansou enquanto n�o me fez ficar a saber onde era tudo e mais alguma coisa l� do col�gio? � ao contr�rio do que possa parecer, a voz que entoou estas palavras n�o era uma voz de quem estava com �pena� de Bunny, era sim uma voz que estava como que... alegre? - Oh... ol� Vanessa, desculpa mas eu n�o estou com vontade de falar... - N�o faz mal, se quiseres eu posso ficar apenas aqui ao p� de ti, as vezes uma companhia vale mais do que mil palavras... ou algo do g�nero. - Pois n�o sei... � a pr�pria Bunny n�o se sentia muito segura de querer que ela estivesse ali, a sua voz n�o lhe parecia muito sincera... Mas sem saber porque ficou n�o com vontade, mas com �necessidade� de que ela estivesse ali a seu lado � se n�o te importares fica entao... - Claro, eu fico ao pe de ti n�o te preocupes � um sorriso triunfante apareceu-lhe nos l�bios � eu sei que nos conhecemos h� pouco tempo, mas se quiseres dizer o que se passa est�s � vontade. - Obrigado mas eu... � a mesma �necessidade� que Bunny sentiu para que Vanessa ficasse ali com ela voltou, desta vez voltou para lhe dar o impulso de contar aquilo que se passava � as minhas amigas, elas... - Elas abandonaram-te? - N�o! Claro que n�o, mas elas... - Trataram-te mal? - N�o... - Falaram mal de ti nas tuas costas? - N�O! Claro que n�o! Elas n�o me fariam isso de forma alguma... - Ah desculpa...sabes, � que as vezes as pessoas arranjam as formas mais malucas de fugir de n�s... acredita que eu sei bem disso. E depois quando d�s por ti, est�s completamente sozinha, sem sequer um gato pa te fazer companhia. Estas palavras fizeram com que o choque invadisse o olhar de Bunny. Mas que raio se passava? Porque � que esta rapariga estava a falar at� de gatos �que nos abandonam�? Ser� que ela sabia da exist�ncia de Luna? - Imposs�vel � pensou Bunny, n�o dava para ela saber, mal se conheciam � mas ser� que ela tem raz�o? Ser� que isto tudo � forma de eles fugirem de mim um a um? N�o...n�o pode ser... mas... e se for? - Bunny! - Gon�alo! � disse correndo para os seus bra�os, pois os seus ultimos pensamentos estavam a deixa-la como que desconfort�vel � Esta � a Vanessa, uma colega l� da escola. - Ol� - MUITO prazer... - Vamos? J� apanhaste ar que chegue, tens que descansar essa cabecita, hoje ficas comigo. - Sim vamos... adeus e ... obrigada acho eu. - Boa noite. - Adeus... Enquanto Bunny e Gon�alo viraram costas e seguiram o caminho para o apartamento dele, Vanessa observou-os at� os perder de vista, e enquanto eles estavam de costas, um sorriso perverso habitava os seus l�bios... - Adeusinho... � disse baixinho e logo a seguir uma trovoada seca come�ou a cair, acompanhada de um riso mal�fico perturbando ambos a noite...
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