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Sailor Moon regressa ao passado por Star Uranus
Capítulo 8
Passaram-se três meses e não havia sinal de Jaedite nem de Queen Beryl. Tudo parecia ter voltado à normalidade. Seiya e Yaten alugaram um apartamento e tinham regressado aos concertos. Estavam a ter mais sucesso que nunca, o seu novo álbum já tinha vendido quase mais que os dois primeiros de Minako. Usagi fora despedida da pastelaria por chegar demasiadas vezes atrasada. Makoto já estava totalmente recuperada da última batalha com Queen Beryl. Ami estava quase de férias. Setsuna e Taiki alugaram uma pequena casa para os dois, mas não assumiam a sua relação, diziam ser apenas amigos… Hotaru tinha ido ao Futuro visitar Chibi-Usa. Haruka e Michiru mudaram de casa porque diziam que a casa delas estava assombrada. Rei bem tentou expulsar os espíritos que Michiru dizia ver, no entanto, a vidente nada sentia e, assim, nada podia fazer. – Mas o que tens Rei, andas muito estranha ultimamente… – Disse Ami. – Há muito tempo que não tenho premonições. A última que tive foi quando a Beryl regressou. Naquela altura em que a Michiru falou do Espelho, que estava diferente. A Michiru e a Haruka pediram-me ajuda e eu nada pude fazer. Já acendi tudo quanto eram incensos e não consigo… – Lamentou-se Rei. – Vais ver que é só uma fase, Rei. Não te preocupes! – Tentou consolar Ami. Naquela noite Rei estava sozinha em casa, quando ouviu um barulho vindo da cozinha. Foi ver o que era. Nada. Ouviu barulho vindo da sala. Foi ver. Nada. Depois o barulho vinha do quarto. Pensou que devia estar doida, deitou-se e adormeceu. Acordou com a campainha que insistia em não parar de tocar. Quando chegou à porta não estava lá ninguém. Depois foi o telefone que tocou. Atendeu. – Não te preocupes, tudo vai acabar bem. – Disse alguém do outro lado da linha. – Quem fala? – Perguntou. Desligaram. A janela da sala abriu-se e uma forte rajada de ventou entrou em casa de Rei. Quando se aproximou da janela para a fechar, o vento amainou. Olhou para o céu. Estava estrelado, a Lua, crescente, brilhava lá no alto, o que fez Rei sorrir. Ao virar-se ouviu um estouro. Olhou para trás e no céu surgiu um rasto que parecia ser de um cometa. “Outra vez não…”, pensou.
Era de manhã. Estava um dia lindo e Rei resolvera convidar as amigas para um passeio. Já a meio da tarde começou a chover e a trovejar. – Mas o que é isto? Está tudo do avesso? No Inverno fez um calor que não se aguentava e agora chove? – Interrogou-se Makoto. – E logo hoje que fui ao cabeleireiro! – Disse Minako! – Estou a sentir qualquer coisa… Tenho um mau pressentimento… – Disse Rei. – Ai mas que bom! Quer dizer, parece que recuperaste o teu Dom. – Justificou-se Ami. – Mas o que sentes, Rei? – Vem aí… Ele vem aí! Bem à sua frente surgiu Jaedite, que lhe começou a apertar o pescoço. Ami, Minako e Makoto deixaram cair os sacos das compras e tentaram socorrer a amiga, mas em vão. Rei sufocava cada vez mais. Com a mão que tinha livre, Rei tirou do seu bolço a caneta de transformação, mas deixou-a cair. – Mars Crystal Power… – Disse. As suas palavras fizeram com que a caneta flutuasse de novo para a sua mão. – Make-Up! – Uma forte energia emanou da caneta de Rei, fazendo com que Jaedite a soltasse. As suas companheiras transformaram-se. – Mercury Aqua Rapsody! – Jupiter Oak Evolution! Os ataques de Sailor Mercury e Sailor Júpiter atingiram Jaedite, fazendo-o fraquejar. – Agora Sailor Moon! – Gritou Sailor Venus. – Silver Moon Cryst… – Começou Sailor Moon. – Mas eu… Eu não tenho o meu ceptro. Perdi-o na batalha com a Sailor Galaxy! Posso-me transformar, mas sou uma inútil, não posso fazer nada! – Venus Love and Beauty Shock! Ao ser atacado por Sailor Venus, Jaedite desapareceu. – E agora? O que é que eu faço? – Lamentava-se Sailor Moon. – Não te preocupes Sailor Moon, havemos de encontrar uma solução… – Disse Sailor Mercury. – Sailor Senshis… Pensavam que se viam livres de mim tão facilmente? Jaedite surgiu novamente. – Conseguiram derrotar-me uma vez, mas isso não vai voltar a acontecer! – Disse Jedite. – Serenity… Serenity… – Sussurrava uma voz ao ouvido de Sailor Moon. Sailor Moon olhava para um lado e para o outro não via ninguém a não ser as suas companheiras e os inimigos. – Escuta Serenity… – Continuava a voz. – Com o teu poder interior podes conseguir fazer reviver o poder do Ceptro Lunar, perdido há tantos anos… Acredita em ti Serenity. Tu vais conseguir… – Mas como? – Perguntou Sailor Moon olhando para todos os lados. – Do mesmo modo que conseguiste há tanto tempo atrás. Com a tua força interior! Um arrepio percorreu o corpo de Sailor Moon. “Já sei!”, pensou. – Mercury Aqua Illusion! – Sailor Mercury tentava atacar Jedite, mas sem êxito. – Moon Healing… – Na mão de Sailor Moon surgiu o Lendário Ceptro Lunar, perdido na última batalha com Queen Beryl. – Escalation! A energia saída do Ceptro de Sailor Moon iluminou toda a avenida. As próprias Sailor Senshis estavam com dificuldade em observar o que estava a acontecer. – Perdoe-me majestade. – Disse Jaedite, ajoelhado perante Sailor Moon. – Jaedite… O corpo de Jaedite transformou-se em milhões de pequenas estrelas que subiram em direcção ao Céu. – Conseguiste Sailor Moon! – Disse Sailor Mercury sorrindo. Sailor Moon sorria olhando para o Ceptro Lunar que estava nas suas mãos. – O Lendário Ceptro Lunar… – Murmurava Sailor Moon. – Vais arrepender-te Serenity! Um raio caiu do Céu e com ele surgiu Queen Beryl. – Fire Soul! – O fogo de Sailor Mars foi absorvido e devolvido pela mão de Queen Beryl. – Crescent Beam! – Tentou atacar Sailor Venus. – Desta vez as não vai ser como foi há muito tempo atrás, Serenity! – Gritou Queen Beryl. – Supreme Thunder! – Os raios de Sailor Jupiter acertaram em Queen Beryl fazendo-a fraquejar. – Tu. – Disse Queen Beryl apontando para Sailor Moon. – Tu roubaste-me o que eu tinha de mais precioso. Vais arrepender-te do que me fizes-te Serenity! – Protegida por Urano, planeta do vento, eu sou a guerreira das tempestades! Sailor Uranus! – Protegida por Neptuno, planeta dos oceanos, eu sou a guerreira das águas profundas! Sailor Neptune! – Protegida por Plutão, planeta do tempo e do espaço, eu sou a guerreira das profundezas! Sailor Pluto! – Space Sword Blaster! – Com a mão, Queen Beryl afastou o raio da Sailor Uranus. – Chegaram as outras… – Disse, rindo, Queen Beryl. Das suas mãos surgiu uma espada. – Deep Submerge! – Atacou Sailor Neptune. Os olhos das Sailor Senshis arregalaram-se. Sailor Moon deixou cair o Ceptro Lunar. Sailor Mars correu para Sailor Neptune. – Não!!! – Gritou Sailor Uranus. O sangue escorria do peito de Sailor Neptune. A espada atravessava-lhe o corpo como se fosse uma simples folha de papel. Sailor Mars segurava Sailor Neptune, pedindo ajuda às suas companheiras. Sailor Uranus estava incrédula com o que se passava à sua frente e não se movia. – Jupiter Oak Evolution! – Quando Sailor Jupiter atacou Queen Beryl, esta arrancou a tiara de Sailor Neptune e desapareceu no ar. Sailor Mercury pegou no pulso de Sailor Neptune. – Está fraco! – Disse. Sailor Uranus aproximou-se devagar de Neptune. Ajoelhou-se. – Haruka… – Disse Sailor Neptune. Sailor Uranus não proferia uma única palavra, apenas lhe pegou na mão. A cabeça de Sailor Neptune pendeu. Sailor Uranus agarrara com mais força a mão de Neptune. Sailor Uranus baixou-se, beijou a sua companheira e com a mão fechou-lhe os olhos. – Uranus… – Disse Sailor Moon colocando-lhe a mão no ombro. – Eu estou bem… – Respondeu.
***
Amanheceu em Tóquio. As raparigas tinham ficado no apartamento de Rei. Nenhuma tinha conseguido dormir. Nenhuma, menos Usagi que ainda dormia. Haruka não dizia nada desde a morte de Michiru. Setsuna tentava consolá-la mas nada feito. – Meninas, venham-me ajudar com o pequeno-almoço! – Gritou Rei, da cozinha. – Eu fico com ela. – Disse Ami, pegando na mão de Haruka. – E agora? – Perguntou Setsuna. – O que fazemos? Makoto e Minako começaram a chorar. – Não é justo. Isto não podia ter acabado assim… – Dizia, entre soluços, Minako. – A Usagi ainda dorme? – Perguntou Rei. – Ainda… – Respondeu Setsuna. – Melhor assim… Ela deve estar cansada, coitada. – Disse Rei. – O que vamos fazer sem a Michiru? – Perguntou Makoto. – Continuamos a lutar. Não podemos baixar os braços. Ela não o faria. – Respondeu Setsuna. Ouviu-se a porta a bater. – A Haruka saiu. – Disse Ami, entrando na cozinha. – Disse que tinha de ir a um sítio… © Os textos são propriedade dos autores e qualquer reprodução destes deve ser consentida por eles, para tal, basta carregar no nome dos autores que se encontra depois do título da fic. |