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Sailor Moon regressa ao passado por Star Uranus
Capítulo 2
Usagi acorda sobressaltada, completamente molhada de suor. Tinha tido um pesadelo horrível. Sonhara com o que Mamoru lhe tinha contado ao telefone. Não podia ser, ela não podia estar de volta. Não podia ser, seis anos era muito tempo! – Usagi! Levanta-te! Queres chegar outra vez atrasada à pastelaria?! – Gritou Ikuko Tsukino. Usagi levantou-se, as suas pernas tremiam, não se sentia bem. Olhava para a sua mesa-de-cabeceira como se estivesse à espera de encontrar ali alguma coisa… Mas nada. O seu alfinete continuava sem aparecer… Vestiu-se, tão depressa quanto conseguia, foi até à cozinha e em cima da mesa estavam duas panquecas com chocolate derretido. – Não me apetece, mãe. – Disse. – Como não te apetece Usagi? Tu adoras panquecas! – Contestou Ikuko. – Não quero! Já disse que não me apetece! Usagi saiu de casa. Pelo caminho viu umas crianças a maltratarem uma gata. Aquilo fez-lhe lembrar qualquer coisa… Chegou à pastelaria. Estava cheia de gente. Não era normal a pastelaria estar cheia logo tão cedo. Vestiu a sua farda e assim começou mais um dia de trabalho. A meio da manhã alguém se queixou dos bolos. As pessoas diziam que não estavam doces como dantes. Usagi foi perguntar ao pasteleiro de serviço o que se passava e ele respondeu: – Nada! O que querias que se passasse? – As pessoas dizem que os bolos não são doces, tenho ali uma fila enorme de gente a queixar-se dos bolos! – Respondeu, apontado para o balcão. – Desaparece-me mas é daqui e vai trabalhar, vê lá se queres que faça queixa de ti à patroa! Usagi voltou para o balcão cabisbaixa. O dia não lhe estava a correr bem… De tarde, tudo continuava na mesma, as pessoas continuavam a queixar-se dos bolos que já não eram doces… Mas eis que surge alguém no meio da fila de pessoas regateiras. Uma criança, de cabelos negros, pelo ombro. – Hotaru! – Grita Usagi, despindo com rapidez a sua farda. – Naru! Desculpa lá mas tenho de sair! Usagi apressa-se para ir ter com Hotaru. Saíram as duas da pastelaria e sentaram-se numa das mesas de uma esplanada ali perto. – Eu quero um gelado. Mas daqueles grandes, com cinco bolas! E veja lá se não poupa no chantily! – Disse Usagi. – Para mim duas bolas chega. – Disse Hotaru meio envergonhada. – Qual duas bolas?! É outro igual para ela, se ela não comer tudo eu como… Hotaru riu… Mas foi um riso um pouco forçado, parecia que alguma coisa a preocupava. – Já sabes Usagi? – Uhm, este gelado está mesmo bom. Ah, maravilha, estava mesmo a precisar de um destes… O dia não me está a correr nada bem… Aquelas velhas chatas e rezingonas fartavam-se de queixar dos bolos. Não sabem é o que é bom…! – Usagi! Estás a ouvir-me? – Disse Hotaru. – O quê? Ah, desculpa Hotaru, mas estes gelados dão-me a volta à cabeça… – Estava a perguntar se já sabes do novo inimigo… – Novo inimigo? Não, quer dizer, mais ou menos… O Mamoru disse-me qualquer coisa ontem, e elas também estavam a falar disso, mas não lhes liguei grande coisa… Não pode ser, já passou muito tempo… – Pode ser, pode, Usagi. Lembras-te de quando eras a Princesa Serenity? – Uhm… Este gelado… Come Hotaru! Daqui a pouco derrete, com o calor que está! – Usagi… – Ah, lembro-me, assim, mais ou menos… Sabes que memória não é comigo. – Sei, mas lembras-te porque é que reencarnas-te como Usagi e das tuas primeiras batalhas como Sailor Moon? – Sim lembro. Foi quando conheci o meu Mamu… – Mas lembras-te dela? – Dela? Dela quem? – Da Queen Beryl? – Queen? Beryl? Sim, lembro-me… A essa mandei-a para onde nunca devia ter saído… – Usagi… – Sim, Hotaru? Já reparaste no calor que faz em pleno Inverno? – É isso mesmo que me traz aqui, Usagi. – O calor? Pois, não é muito normal, mas já estava farta de usar casacos. Ah… O Verão este ano começou mais cedo… – Não é o Verão, Usagi, este calor é provocado por uma energia negra. Algo que regressou agora. E ainda mais forte… – Mas outra vez essa conversa? – Não perdes-te o teu alfinete Usagi… Roubaram-to… Foi ela que to roubou Usagi… – Ela? Mas ela quem? Ai, Hotaru, hoje não estou com muita cabeça para pensar… Aliás, nem hoje nem nos outros dias… Mas… quem roubou o meu alfinete? © Os textos são propriedade dos autores e qualquer reprodução destes deve ser consentida por eles, para tal, basta carregar no nome dos autores que se encontra depois do título da fic. |