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Sailor Moon regressa ao passado por Star Uranus
Capítulo 13
Caiu a noite em Tóquio. Usagi estava em casa de Mamoru a preparar o jantar, enquanto ele redigia no computador. Usagi aproximou-se e espreitou o monitor. – Porque é que não me deixas ver o que tanto escreves? – Perguntou, indignada, Usagi, ao ver que Mamoru fechara rapidamente o documento. – Já te disse que não é por namorarmos que tens de saber de tudo o que faço! – Respondeu-lhe. Os olhos de Usagi encheram-se de lágrimas e saiu do quarto a correr. Sentou-se no sofá da sala a chorar. Mamoru aproximou-se e colocou-lhe o braço direito por cima dos ombros. – Desculpa, Usako… – Disse. – Não era bem aquilo que eu queria dizer… Mas também tens de me dar alguma privacidade. Usagi continuava a chorar e não lhe respondera. – Desculpa… – Insistiu Mamoru. – Quando te agarras ao computador ninguém te pode dizer nada… – Balbuciava Usagi. – Estás sempre a escrever e nem me deixas ver nada. – Atempadamente saberás o que escrevo. – Tu deves é estar de conversa com alguma galdéria! – Disse Usagi, levantando-se. – Usagi! Nunca mais digas isso! Sabes que eu nunca te faria isso! – Pois, pois, isso é o que todos dizem! Andam aí enrolados com umas galdérias quaisquer e deixam as mulheres em casa a tratar dos filhos e do jantar. O que os homens querem é cama, mesa e roupa lavada, já lá dizia o outro! Mamoru saiu da sala e bateu com a porta. Usagi dirigiu-se para a cozinha que estava cheia de fumo. – O meu rico rolo de carne… Vês! Agora vai pedir jantar a uma das tuas amigas! – Gritou virando a cabeça para a porta. Usagi preparou duas desastradas omeletas com batatas fritas para o jantar. Jantou sozinha. Mamoru tinha-se ido deitar. Arrumou a cozinha e pegou na mala. Dirigiu-se à porta de casa, abriu-a e voltou a fechá-la. Voltou para traz. Entrou sorrateiramente no quarto. Despiu-se e entrou na cama. Abraçou Mamoru, que ainda estava acordado. – Desculpa Mamu. – Sussurrou-lhe ao ouvido. Mamoru virou-se. – Eu desculpo, Usako. Mas tens de começar a medir as tuas palavras. – Respondeu-lhe. – Sabes bem que nunca te dei razões para pensares que eu te ando a trair. Usagi entrelaçava as suas pernas nas do namorado. Beijaram-se. As mãos de Mamoru percorriam as costas de Usagi e ela fazia-lhe o mesmo. A Lua brilhava céu e iluminava aquele casal que fazia amor como se fosse a sua primeira vez. As estrelas pareciam que dançavam ao som daqueles corpos que se amavam. Adormeceram abraçados. De manhã acordaram na mesma posição em que adormeceram: abraçados. Levantaram-se os dois ao mesmo tempo e tomaram banho juntos. Foram tomar o pequeno-almoço a um café que ficava perto do apartamento de Mamoru. Lá, encontraram Haruka que lhes contou o que acontecera no dia anterior. – Coitadinha… – Disse Usagi completamente lavada em lágrimas. – E estava à espera de bebé e tudo… – Havemos de vingá-la, Usako. A ela e à Michiru. – Disse Mamoru. – Não, não “havemos de vinga-las”, eu é que as vou vingar. É meu dever. Sou eu que tenho de por um ponto final nisto. – Respondera Haruka levantando-se. – Onde vais, Haruka? – Gritou Usagi, vendo Haruka já longe. – Não sei, vou até ao fim do mundo!
***
Já era tarde e não se sabia nada de Haruka. O grupo estava reunido em casa de Mamoru, onde tinham jantado e já tinham tentado ligar vezes sem conta para Haruka, mas sem sucesso. – Acho que devíamos ir procurá-la. – Sugeriu Rei. – Sim, também acho. Ela pode-se ter sentido mal, sabe-se lá. – Disse Minako. – Ai, e se ela comeu alguma coisa que lhe caiu mal. E se ela teve uma congestão? E se ela está para aí caída? Pode ter sido raptada! E se nos pedem um resgate? Eu não tenho dinheiro para pagar um resgate! – Divagava Usagi. – Que raio de conversa, Usagi. – Interrompera Makoto. – Até me fizeste lembrar as televendas. – Olhem, quanto a vocês não sei, mas eu vou procurar a Haruka, não posso ficar aqui parada sem fazer nada! – Disse Rei, levantando-se e dirigindo-se à porta. Nesse instante tocaram à campainha. – Haruka! Minha cabra desgraçada! Estava-mos tão preocupadas contigo… – Disse Rei abraçando-se à amiga. – Mas eu… Eu fui só dar uma volta… E fiquei sem bateria no telemóvel. – Respondeu Haruka. – Uma volta? Mas que grande volta! – Disse Minako. – Todo o dia sem dizer nada!? – Bem, olhem lá, eu não tenho de estar sempre a dizer onde estou ou com quem estou! – Com quem estás? Ai meu Deus, que me dá aqui uma coisa… Traz-me água, Usagi, traz-me água… – Disse Rei, sentando-se. – Não me digas que arranjas-te uma namorada?! – Perguntou Hotaru, – Por acaso não… – Respondeu, indiferente, Haruka. – Então? – Perguntaram todos ao mesmo tempo. Até Mamoru estava curioso em saber. – Arranjei um namorado! – Um namorado? Ai, agora é que me dá mesmo uma coisinha má… – Disse, fingindo que tinha desmaiado, Rei. – Sim. Olhem lá, eu também tenho direito à vida, não é verdade? – Mas quem é? Nós conhecemos? É bonito? Como é que ele é? Conta lá, Haruka! – Perguntou, entusiasmada, Minako. – Conhecem, mas não vou dizer quem é. Ainda é cedo e não é nada sério, por enquanto. – “Por enquanto”? Quer dizer que gostas dele! – Disse Makoto. – Não sei se gosto dele, mas acho que sim. Quer dizer, não posso dizer que é amor, mas sim, gosto dele. Mais alguma pergunta senhoras inspectoras? – E quando é que nos dizes quem é? – Perguntou Mamoru. – Tu também, Mamoru? Nunca pensei que fosses fofoqueiro! – Desculpa, mas também fiquei curioso… Mas fiquem lá a conversar à vontade. – Disse Mamoru, enquanto se dirigia para o quarto. Tocaram à campainha e Usagi foi ver quem era. – A Haruka está por aí? É que ela disse que não demorava e já passou mais de maia hora… – Disseram no auscultador. – Seiya?! Haruka ficou completamente vermelha. Todas as presentes olharam para Haruka. – O que foi? – Perguntou Haruka. – O Seiya? Nunca pensei. Quem diria… Andavam sempre às turras… Quem diria que isso ia acabar assim? – Disse Makoto. – Ah… Não é nada de mais… – Respondeu Haruka. – Estás aí Usagi? – Dizia Seiya do outro lado do auscultador. – Estou, estou, sobe! As raparigas saltaram todas para cima de Haruka. Haruka estava envergonhada, mas sabia que as amigas estavam contentes por ela ter encontrado alguém. © Os textos são propriedade dos autores e qualquer reprodução destes deve ser consentida por eles, para tal, basta carregar no nome dos autores que se encontra depois do título da fic. |