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Sailor Moon regressa ao passado por Star Uranus
Capítulo 12
Taiki e Setsuna fizeram as pazes. Afinal, com uma criança a caminho e apesar da traição, não havia tempo para estarem separados. Estava uma tarde ensolarada. Haruka saiu de casa vestindo uma t-shirt branca e uns calções curtos pretos. Passou por uma pastelaria e comprou uma água mineral sem gás. Dirigiu-se para o parque. Lá, duas meninas saltavam à corda, do outro lado, um velhote alimentava pombos. Uma senhora com uma cadeira-de-rodas estava com dificuldade em subir um passeio. – Precisa de ajuda minha senhora? – Perguntou, amavelmente, Haruka. – Muito obrigada menino. – Respondeu a senhora. – As forças já me faltam… Haruka ficou um pouco sem jeito. Não era a primeira vez que era tratada como rapaz, mas sentia-se sempre embaraçada quando isso acontecia. Ajudou a senhora e sentou-se num banco. Despejou um pouco de água nas mãos e passou-as pela cara. Estava um calor abrasador. Sentia-se deprimida. Continuava a não se conformar com o desaparecimento de Michiru. No entanto, sentia que um dia se iriam reencontrar. Levantou-se. Começou a correr. Normalmente, aquela corrida era sempre feita com companhia. Olhava para a sua direita e imaginava Michiru a correr com ela. Uma lágrima escorrera pelo seu rosto suado. Sorriu. “Até um dia Michiru”, pensou. A imagem imaginária de Michiru desaparecera. Continuou a correr sem meta. Os seus curtos cabelos esvoaçavam com a leve brisa do ar. Corria cada vez mais depressa. Chamaram por ela. Parou de repente. Olhou para trás e viu Setsuna que lhe acenava. Sentaram-se as duas na berma do passeio. Conversaram durante horas a fio. Haruka pediu-lhe perdão. Abrasaram-se as duas. Setsuna contou-lhe que estava de bebé. Haruka despenteou a amiga e um luminoso sorriso brilhou no seu rosto. Anoitecera e continuavam as duas sentadas na berma do passeio a conversar. Deitaram-se na relva, contemplando o céu. Uma chuva de estrelas cadentes surgiu no firmamento. Setsuna franziu a testa. – Encontrei-vos Sailor Senshis… – Disse alguém. Levantaram-se as duas rapidamente. – Zoizite! – Disse Setsuna. – Uranus Planet Power! Make-Up! – Pluto Planet Power! Make-Up! Zoizite arrancou um pedaço de relva. – Zoi! Bem à frente de Sailor Pluto surgiu um monstro verde que lhe apertava o pescoço. – World Shaking! – O ataque de Sailor Uranus atingiu o monstro que largou imediatamente Sailor Pluto. – Mata-as! – Ordenou Zoizite. O monstro recompôs-se instantaneamente e atacou Sailor Uranus. Desta vez, chicotes verdes saíam dos seus braços, apertando-a na barriga. Outro chicote apertava o seu pescoço. Sailor Uranus começou a ficar roxa. Não conseguia respirar. O seu coração batia fortemente, como se quisesse encontrar o oxigénio que lhe faltava. Os braços de Sailor Uranus, que tentavam segurar, o monstro caíram impotentes. Perdera as forças. O seu corpo não aguentava mais. – Time Stop! O tempo parou. O monstro agora não passava de uma simples estatueta agarrada a Sailor Uranus. – Dead Scream! – Com o ataque de Sailor Pluto o monstro evaporou-se no ar. O tempo voltou a contar. Sailor Pluto caiu de joelhos. Estava exausta. Sailor Uranus tentava respirar. Zoizite aproximou-se de Sailor Pluto. – Afasta-te dela! – Gritou Sailor Uranus. – Space Sword Blaster! Com a mão, Zoizite dissipou o raio de Sailor Uranus. – Os vossos ataques fazem-me cócegas! – Ria Zoizite. Zoizite elevou as mãos e nelas apareceu um rochedo pontiagudo. Sailor Pluto fechou os olhos. O seu sangue manchava a sua roupa. Zoizite ria que nem um louco. Sailor Uranus batia com as mãos serradas no chão. As suas lágrimas corriam a fio. Calmamente, Zoizite tirou a tiara de Sailor Pluto. – Não pode ser. – Balbuciava. Ergueu-se. – Uranus Planet Power! – Gritou atirando a sua Henshin Pen ao ar. O grito de Sailor Uranus provocou um forte tremor de terra e sentiu-se envolvida numa onda de energia. – World Shaking! Com o ataque de Sailor Uranus, metade do corpo de Zoizite parecia dissolver-se. – Ajude-me Queen Beryl! – Pedia Zoizite. Do céu caiu um raio negro que fez com que Zoizite desaparecesse. – Hei-de encontrar-te Zoizite! – Gritava Sailor Uranus. – Nem que para isso tenha de ir até ao fim do Mundo!
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