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Sailor Moon regressa ao passado por Star Uranus
Capítulo 11
– Falhaste Zoizite. – Disse, severamente, Queen Beryl. – Queen Beryl, elas estão mais fortes. – Desculpou-se Zoizite. – Mas eu vou derrotá-las! – Desta vez não te vou perdoar Zoizite! É bom que as mates a todas! Uma por uma! Eu quero o sangue da Serenity!
***
Estava uma noite quente em Tóquio. Óptima para passear. Haruka estava em casa a beber chá quando o telefone toca. – Haruka, queres ir passear até ao parque? – Contigo? – Perguntou, indignada. – Sim, qual é o problema? A noite está aborrecida, e lembrei-me de ti para ir passear. – Desculpa lá, mas eu não estou com muita vontade de ir passear. Dói-me a cabeça e vou-me deitar. – Disse Haruka. – Desculpa, mas fica para outro dia. Haruka desligou o telefone. Acabou de beber o chá e lavou a loiça do jantar. Tocaram à campainha. – O que é que fazes aqui? – Perguntou Haruka. – Então, desligaste-me o telefone na cara e eu resolvi vir buscar-te. – Eu devo ter falado em Português ou coisa do género… Eu disse que não queria ir sair. – Não me convidas para entrar? – Entra… – Haruka suspirou e revirou os olhos. – Um filme? Que bom! Há séculos que não vou ao cinema! – Pois, mas a minha casa não é nenhum cinema… – Que mal-humorada… – Desculpa… Eu não estou muito bem… – Tens falta é de companhia. Olha, vai lá fazer umas pipocas que eu fico contigo a ver o filme. Haruka fez um olhar como se não tivesse percebido o que aquela pessoa dissera, mas foi fazer as pipocas. Começaram a ver o filme e conversaram. A conversa durou mais que o filme e fizera-se tarde. – É tarde, tenho que ir dormir. – Disse Haruka. – Sim, eu também vou andando. Obrigado pelas pipocas e pela companhia. – Eu é que agradeço. Desculpa lá a má recepção, mas… – Não peças desculpa. Bem, até amanhã. – Espera. – Interrompeu Haruka. – Podes ficar aqui se quiseres. Quer dizer, o sofá não é muito confortável, mas… – Deixa Haruka. Fico cá outro dia… Obrigado na mesma. A porta fechou-se. Haruka sentira um vazio dentro de si. Sentia-se sozinha. Deitou-se. No dia seguinte a dor de cabeça ainda não lhe tinha passado e resolveu sair e ir apanhar ar. Parou numa esplanada e pediu um café. – Olá Haruka! – Disse alguém. – Taiki? O que fazes aqui? – Talvez o mesmo que tu… Vim beber café. Estou cheio de sono. Ontem deitei-me tarde… Haruka corou. – Acho que é a primeira vez que te vejo a corar. – Ah, então, que contas de novo? – Perguntou Haruka, mudando de assunto. – Nada, está tudo na mesma, como a lesma… Haruka sorriu. – Queres passar lá por casa? – Perguntou Taiki. – Não sei se deva… – Vens sim! Queria mostrar-te maqueta de uma nova música que estamos a fazer. – Nova música? – Sim! Vá, bebe lá o café e vamos. Taiki pagou a conta e saíram os dois. Chegaram a casa de Taiki. Setsuna tinha saído. – Entra, fica à vontade! – Disse Taiki. Vou buscar qualquer coisa para beber. Haruka sentou-se no sofá e esperou Taiki. Este chegou com dois copos de sumo de laranja. Beberam o sumo. – Então e a música? – Perguntou Haruka. – Ah, sim! Claro! – Respondeu Taiki. – Tenho ali no quarto. Foram para o quarto e Taiki ligou a aparelhagem. – Maqueta? Mas esta música… – Pois, não é bem maqueta… Quer dizer, é das primeiras que fizemos, mas está um pouco diferente… – Sim, está diferente. Está bonita. De certeza que vai ser um sucesso como as anteriores… Mas… – Sim… É ela… Haruka sentou-se na berma da cama. – Ela tocou para nós há um tempo, mas ainda não tínhamos editado a música. – Ela não me contou nada… – Disse Haruka com lágrimas nos olhos. – Ela própria pediu para não dizermos nada. Queria fazer-te uma surpresa… Queres dançar? Haruka respondeu afirmativamente com a cabeça. Deram as mãos. Começaram a dançar lentamente, fora do tom da música. Apenas se embalavam suavemente. Taiki olhou nos olhos de Haruka. Esta desviou o olhar. Ele pegou-lhe com suavidade no queixo. Fez-se silêncio. A música parecia tocar cada vez mais baixo até que… Beijaram-se. – Desculpa! – Disse Haruka empurrando Taiki. – Eu, eu não devia estar aqui. Desculpa! Taiki pegou no braço de Haruka. – Mas estás. Beijaram-se novamente. Um beijo levou ao outro. Deitaram-se. A cama desfez-se. Os beijos tornavam-se mais demorados. A respiração mais acelerada. Taiki e Haruka faziam amor ao som dos seus corpos. Começaram a ouvir vozes vindas da rua. Ouviu-se a porta de casa a abrir. – Entra Yaten! Vou ver se o Taiki está em casa. É estranho ele não ter ido ter contigo, como combinaram… Se calhar deixou-se dormir… – Dizia Setsuna ao longe. – Oh meu Deus, mas o que é que eu fiz!? – Haruka ficara atrapalhada. Setsuna entra no quarto e fica incrédula o ver o seu namorado deitado e a amiga semi-nua. Deixou cair o porta-chaves. – Setsuna! Desculpa! – Pedia Haruka em pânico. – Aconteceu. Não foi por mal! Desculpa! – Nunca pensei Haruka… – Mas o que se passa? – Yaten entrou no quarto e nem acreditava no que estava a ver. Taiki vestiu-se rapidamente e foi atrás da namorada. – Desculpa Setsuna… – Nunca pensei que me fizesses isto Taiki. Com a Haruka? Mas onde tinhas a cabeça? – Desculpa, eu não sei o que aconteceu… Eu… Setsuna começou a chorar inconsolavelmente. Taiki envolveu a namorada com os braços e pediu-lhe desculpa uma vez mais. – Eu não te perdoo Taiki. E logo agora… – Desculpa Setsuna! Nós não queríamos, mas… – Eu estou grávida Taiki! © Os textos são propriedade dos autores e qualquer reprodução destes deve ser consentida por eles, para tal, basta carregar no nome dos autores que se encontra depois do título da fic. |