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Sailor Moon regressa ao passado por Star Uranus
Capítulo 10
Haruka acordou. Levantou-se e olhou para a cama com saudade. Saudade, essa, que a fizera sorrir suavemente. Lembrara-se das conversas que tinha com Michiru antes de adormecer, de fazerem amor ao som do silêncio da noite… Preparou o pequeno-almoço: quatro torradas e duas chávenas de café com leite. Na mesa da cozinha, colocou à sua frente a chávena que seria para Michiru e ao lado duas torradas. Estava a sonhar acordada. Imaginava que Michiru esta à sua frente como nos outros dias, a comer torradas e a beber café como sempre fizeram as duas. Quando acabou de tomar o seu pequeno-almoço, levantou-se, despejou a chávena de Michiru no lava-loiça e jogou fora as duas torradas. Foi-se vestir. Saiu de casa e parou à porta do prédio de Rei. Precisava de falar com alguém, sentia-se sozinha. – Entra, Haruka. – Disse Rei, ainda de camisa de dormir. – Vou só vestir qualquer coisa e já venho. Haruka sentou-se na sala e da mala tirou o Deep Aqua Mirror de Michiru. – Era dela… – Disse, com um semblante carregado. – O que é que eu faço agora ao Espelho? – Não fazes nada, guardas e pronto. – Respondeu Rei. – Aliás, nem devias andar com isso contigo, pode ser perigoso… – Tens razão. – Disse Haruka, embrulhando o Deep Aqua Mirror num pano de veludo e guardando-o, novamente, na mala. – Como estás, Haruka? – Questionou Rei. – Estou bem, quer dizer, tenho saudades dela, mas estou bem… – Almoças cá, está bem? E depois vamos às compras e vamos dar um passeio! – Não me apetece Rei, obrigada pelo convite, mas não… – Mas tu não tens que querer ou deixar de querer, vamos e pronto, acabou-se a conversa! Almoçaram as duas, Rei arrumou a cozinha e depois saíram as duas. – Vamos passar pela casa da Usagi, como está desempregada, não deve ter nada para fazer… – Sugeriu Rei. – Eu vou para casa, Rei. A sério, o almoço estava muito bom e agradeço muito, mas não tenho muita vontade para sair… – Outra vez a mesma conversa? Já disse que vens e pronto! Não me faças ficar com mau feitio… – Disse Rei, segurando Haruka pelo braço. Chegaram à casa de Usagi e Ikuko Tsukino disse-lhes para entrar. – Olá meninas! – Disse Usagi com a sua alegria contagiante. – Ainda estás assim, Usagi? – Perguntou Rei. – Vai-te lá vestir e, depressa, que vamos às compras. – Compras? Ai que bom! Já tenho falta de comprar umas roupas novas. O meu guarda-roupa é só trapos. – Trapos, Usagi? Ainda na semana passada te comprei roupa nova! – Gritou Ikuko, da cozinha. – Não liguem… Deve estar naquela altura do mês, sabem… – Respondeu Usagi. – Deixa-te mas é de conversas e despacha-te Usagi. – Disse Haruka. Chegaram ao Centro Comercial e repararam que a maioria das lojas estavam em saldos. – Ai que bom! Ainda bem que há promoções! Isto de ser pobre tem muito que se lhe diga… – Disse Usagi abrindo a carteira de onde saiu uma mosca. – Por onde começamos, Haruka? – Perguntou Rei. – Vocês é que sabem… – Respondeu Haruka. – Olhem ali! – Disse Usagi apontando para uma multidão que se amontoava em frente de uma loja. Aproximaram-se e viram uma rapariga desmaiada no chão. – Deixem passar! Deixem passar! – Gritava Rei, tentando afastar as pessoas. – É a Minako! O coração de Haruka começou a bater mais forte. – Minako! Minako! Acorda, Minako! – Gritava Rei esbofeteando a amiga. – Algo de estranho se passa aqui. – Disse Haruka, olhando em seu redor. Minako abriu os olhos. – Estou bem, Rei. – Acalmou Minako. – Obrigada. Foi só uma quebra de tenção. Hoje não tive tempo para almoçar. Rei largou a amiga, fazendo-a bater com a cabeça no chão. – Outra vez sem almoçar? Já te disse que a dieta não te vai levar a lado nenhum! Minako recompôs-se e o amontoado de pessoas começou a afastar-se. – Alguma coisa não está bem. – Insistia Haruka. – Mas o que foi, Haruka. Passa-se alguma coisa? – Perguntou Usagi. – Sinto qualquer coisa maléfica aqui. – Intrometeu-se Rei. – Tu também? Mas será que eu sou a única a não sentir nada? – Ah, minha amiga, isso se tu não sentes nada… – Brincou Rei, com os olhos semi-cerrados. – O Mamoru já não?... – Rei! Isso são conversas que se tenham? – Morram! – Gritou alguém. As quatro amigas caíram no chão. As pessoas que estavam no Centro Comercial começaram a fugir, e o gradeamento das lojas começou a fechar-se. – Venus Crystal Power! – Mars Crystal Power! – Uranus Planet Power! – Moon Eternal! – Make-Up! – Gritaram as raparigas. Sailor Moon arregalou os olhos ao ver quem estava à sua frente. – Encontramo-nos novamente Sailor Moon… Será que desta vez me vais derrotar? Como fizeste há anos atrás? – A Queen Beryl também te ressuscitou? – Perguntou Sailor Uranus. – Estou a ver que tens mais aliadas, Sailor Moon… – Retorquiu aquela figura masculina que estava à frente das Senshis. – Mars Flame Sniper! – O ataque de Sailor Mars atingiu ferozmente o adversário. – Vais pagar-mas, Sailor Mars! Zoi! – Da mão de Zoizite surgiu um raio negro, que atingiu Sailor Mars, fazendo-a cair. Minako acudiu-a, mas Zoizite também a atacou, fazendo-a recuar. – World Shaking! – Sailor Uranus tentou atacar Zoizite, mas este esquivou-se. Na sua mão nasceu um rochedo pontiagudo que tentou atirar contra Sailor Uranus, mas esta, com agilidade, afastou-se. O rochedo atingiu uma montra, fazendo o alarme tocar. – Moon Healing Escalation! Zoizite desviou-se da luz emanada pelo Ceptro de Sailor Moon. Sailor Mars recompôs-se e tentou atacar de novo. – Burning Mandala! – Gritou, fazendo com que das suas mãos saíssem anéis flamejantes. – Vocês não se vão ver livres de mim tão facilmente! – Disse Zoizite, desaparecendo no ar. © Os textos são propriedade dos autores e qualquer reprodução destes deve ser consentida por eles, para tal, basta carregar no nome dos autores que se encontra depois do título da fic. |