Futuro Desfeito

por BunnyGirl e Ju

 

 


 

Cap�tulo 8
 

Os dias foram passando e Serenidade e Hugo iam ficando cada vez mais pr�ximos; N�o se largavam. No pal�cio j� se comentava que a Rainha arranjara um novo rei. � claro que Serenidade andava completamente alheia a estes coment�rios e B�rbara feliz da vida por pensar que finalmente ia conseguir ficar com Endymion.

No entanto, Uranus descobrira algo alarmante enquanto visionava os v�deos de vigil�ncia de B�rbara. Pediu a Serenidade que a acompanhasse � sala de controlo.

Uranus: Antes de veres isto preciso de saber se est�s preparada. Isto n�o � nada f�cil de ver e de certeza que te vai afectar muito. Mas � mesmo necess�rio que assistas a este v�deo.

Serenidade: Ai, Uranus! Est�s a assustar-me! N�o te preocupes, depois de tudo o que tem acontecido nos �ltimos tempos j� nada me afecta.

Uranus: Acredita que isto � mesmo muito grave. De certeza que queres ver?

Serenidade: Sim. Tenho a certeza.

Uranus: Muito bem, ent�o.

Come�aram a ver o v�deo. Uma menina de cabelo rosa e olhos brilhantes apareceu. Ela ria e os seus risos ecoavam pela sala. Era Small Lady. Serenidade gelou. Afinal n�o estava preparada para ver aquilo.

Small Lady: B�rbara, B�rbara! Depressa, vamos brincar!

B�rbara: Calma, minha pequenina. Primeiro tens que tomar as tuas vitaminas para crescer bem e ficares muito forte, tal como a mam�.

Small Lady
(fazendo beicinho): Mas eu n�o quero, isso sabe muito mal!

B�rbara: Small Lady! Se n�o beberes o sumo, vou contar � tua m�e!

Small Lady
(amuada): Ok, ok... Eu bebo.

B�rbara tirou um frasco do bolso e despejou metade do conte�do no sumo de Small Lady. Uranus parou o v�deo e ampliou a imagem.

Uranus: Isto � veneno. Mas ao longe n�o se nota, por isso � que os guardas n�o repararam.

O cora��o de Serenidade falhou uma batida quando ouviu as palavras de Uranus. Olhava para a imagem horrorizada, n�o conseguia desviar o olhar.

Serenidade: N�o, n�o pode...

Sentiu uma tontura. Uranus reparou a tempo e agarrou-a.

Uranus: Serenidade! (virando-se para um dos guardas) Tragam �gua, depressa.

Hugo (entrando de repente): Ouvi gritos... Serenidade? Que se passou?

Serenidade (agarrando-se a ele a chorar): Ela... Ela... Ela matou-a Hugo. A B�rbara matou-a!

Hugo (confuso): Quem? Quem � que a B�rbara matou?

Serenidade: A minha filha! A B�rbara matou a Small Lady!

Hugo (desconcertado): Tens a certeza? Eu vi logo que ela n�o era boa pessoa... Mas da� a matar algu�m...

Uranus (interrompendo-os): Sim. Acab�mos de ver no v�deo de vigil�ncia.

Serenidade (levantando-se de repente e dirigindo-se para a porta): Ela vai ver...

E saiu antes que algu�m a conseguisse impedir. Procurava B�rbara. O seu rosto demonstrava algo que nunca tinha sentido. Odiava-a! Odiava-a como nunca tinha odiado ningu�m.

B�rbara: Serenidade! Que se...

N�o conseguiu acabar a frase porque Serenidade lhe deu uma bofetada. Ia para lhe dar a segunda, mas Hugo agarrou-lhe na m�o.

B�rbara: Mas o que � que te deu? P�RA!

Serenidade (vermelha de f�ria): Larga-me Hugo! Vou acabar com ela com as minhas pr�prias m�os. Como � que foste capaz? Como � que tiveste coragem de fazer aquilo � Small Lady? Eu... VOU MATAR-TE!

Serenidade lutava furiosamente para se soltar de Hugo e este j� sentia alguma dificuldade em segur�-la. B�rbara empalideceu. Depois as suas fei��es contorceram-se num esgar maquiav�lico.

B�rbara: Ah! Descobriste! Afinal parece que te subestimei... N�o �s t�o burra como pareces.

Serenidade (paralisando): Admites? Tu admites que mataste a minha filha?

B�rbara: Claro que admito. E voltava a faz�-lo outra vez! Agora o Endymion � meu, finalmente!

Uranus: Pronto! Chega! Agora quem trata de ti sou eu.

Uranus agarrou no bra�o de B�rbara e torceu-o. Esta gritou de dor.

B�rbara (debatendo-se para fugir): Larga-me, sua parva. E tu, tu nunca amaste o Endymion. N�o como eu o amo. Trocaste-o pelo primeiro que te apareceu. N�o o mereces! Nem a ela, nem � filha que tinham. Eu � que tenho o direito de ficar com ele!

Serenidade (gritando): Tu �s louca! �s completamente louca.

Ent�o, desmaiou. De repente, viu-se num prado verde, rodeada de rosas vermelhas. Ao longe via-se o Pal�cio de Cristal.

M�e? � Ouviu-se uma vozinha.

 

 


Os textos s�o propriedade dos autores e qualquer reprodu��o destes deve ser consentida por eles, para tal, basta carregar no nome dos autores que se encontra depois do t�tulo da fic.