Futuro Desfeito

por BunnyGirl e Ju

 

 


 

Cap�tulo 6
 

Empregada: Majestade, o pr�ncipe do Reino do Oculto encontra-se l� em baixo e deseja falar consigo.

Serenidade: Reino do Oculto? Nunca ouvi falar! De qualquer modo, leva-o at� � sala de reuni�es e pede-lhe para aguardar uns momentos que eu j� des�o.

Empregada: �s suas ordens, alteza.

Serenidade tentou esquecer os acontecimentos dessa tarde e comp�s o seu ar mais s�rio. Ap�s isto desceu at� � sala de reuni�es. Um vulto encontrava-se a observar as fotos que adornavam a sala.

Serenidade: Pe�o desculpa por t�-lo feito esperar.

Desconhecido (virando-se e tirando o carapu�o que lhe tapava a cabe�a):
N�o h� problema. A culpa foi minha por n�o avisar que vinha.

Serenidade tentou conter-se ao ver o aspecto do desconhecido. Ele era lindo! Cabelo negro, rebelde, a cair pelos ombros, olhos verdes brilhantes, alto, musculado e um sorriso simplesmente encantador.

Serenidade (corada): E o que o traz aqui, Sr.

Desconhecido: Que indelicadeza a minha! Nem me apresentei! O meu nome � Hugo e, como j� anunciei, sou o pr�ncipe do Reino do Oculto. Muito prazer em conhec�-la finalmente.

Dizendo isso, ajoelhou-se e beijou suavemente a m�o de Serenidade.

Serenidade (corando cada vez mais): Muito prazer. Eu sou a Rainha...

Hugo (interrompendo-a): Serenidade. Conhe�o-a, claro! A sua fama chega a todas as partes deste planeta. Sempre me disseram que este Reino era governado por algu�m muito poderoso, mas as descri��es n�o fazem jus � sua beleza.

Serenidade (completamente vermelha): Muito obrigada pelos elogios. � muito am�vel. Mas o que o traz aqui?

Hugo: Como j� disse, a sua fama chega a todos os cantos do planeta. E, apesar de o meu reino ser pequeno, somos bastante poderosos. Portanto, o meu pai enviou-me em nome dele para assinar um tratado de paz com Crystal Tokyo. Assim, se o nosso reino tiver problemas, este reino conceder-nos-� a sua ajuda e vice-versa.

Serenidade: Hummm... Gosto dessa proposta. Muito bem, ent�o. Vamos assinar um acordo.

Nesse momento a porta abre-se. Era B�rbara.

B�rbara: Pe�o desculpa por interromper. Majestade, precisa de alguma coisa?

Serenidade: N�o, obrigada. B�rbara, este � o pr�ncipe Hugo, do reino do Oculto.

B�rbara (examinando Hugo de alto a baixo e dizendo depois com voz sensual): Ham... Muito prazer, alteza.

Hugo (frio): Igualmente.

B�rbara (sem tirar os olhos de Hugo): Bem, se n�o precisam de mim, vou retirar-me. Com licen�a.

Serenidade: Se necessitarmos de alguma coisa eu mando chamar-te.

Ap�s esta ter sa�do, um sil�ncio constrangedor abateu-se sobre eles. At� que Hugo resolve manifestar os seus pensamentos.

Hugo: Rainha, eu sei que n�o tenho autoridade nem intimidade suficiente para dizer isto. Mas tenha cuidado com esta B�rbara. Ela n�o � boa pessoa, sinto uma aura mal�fica � volta dela.

Serenidade lembrou-se novamente das palavras de Endymion. Tem cuidado com a B�rbara. Ela � muito perigosa! Com todos os acontecimentos dessa tarde, esquecera-se de a vigiar.

Serenidade: Engra�ado. N�o � a primeira pessoa a dizer-me isso. Tenho que confirmar. Entretanto, creio que pretende ficar alguns dias no reino, certo? Para cumprirmos todos os protocolos e assinarmos toda as papelada necess�ria para o Tratado entre os nossos reinos. J� tem onde ficar?

Hugo: Infelizmente, ainda n�o. Assim que cheguei a Crystal Tokyo dirigi-me para o pal�cio, portanto ainda n�o tive tempo de tratar disso.

Serenidade: Ent�o est� decidido. Fica aqui no Pal�cio.

Hugo: N�o, n�o. N�o quero incomodar. De maneira nenhuma.

Serenidade: N�o incomoda nada. Ser� um prazer.

Hugo (sorrindo): Sendo assim, aceito.

Serenidade (retribuindo o sorriso): Ent�o vou pedir �s empregadas que lhe preparem um quarto. Entretanto, tenho que resolver assuntos pendentes. Sinta-se � vontade para explorar o pal�cio.

Hugo: Muito obrigada pela hospitalidade.

Serenidade: Ora essa, n�o tem nada que agradecer.

Dito isto, saiu da sala e dirigiu-se para a sala de controlo. Queria confirmar o que se tinha passado. Chegando l�, pediu para ver o v�deo de seguran�a do dia em que Endymion tinha estado no pal�cio. Procurava uma hora em particular. Quando a encontrou, ficou est�tica, n�o querendo acreditar no que estava a ouvir.

B�rbara: E achas que ela vai acreditar em ti? Pobre coitado! Aquela tonta pensa que n�s somos amigas, nunca vais conseguir provar nada.


Serenidade (furiosa): Aquela... Aquela... Nem tenho palavras para a insultar! Como � que pude ser t�o parva? Aquela falsa fingiu ser minha amiga e afinal esteve a gozar comigo este tempo todo. Mas eu vou vingar-me. Ela nem sabe o que a espera.

Dirigiu-se ent�o a um dos guardas do castelo.

Serenidade: Por favor, mande cham�-la!

 

 


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