Futuro Desfeito

por BunnyGirl e Ju

 

 


 

Cap�tulo 3
 

Passaram-se alguns dias e o reino ia-se recompondo, lentamente, da perda da sua princesa. Aos poucos e poucos tudo voltava ao normal. Ou melhor, quase tudo. Serenidade estava obcecada em descobrir quem era a �amante� de Endymion, a respons�vel pela morte da sua filha. Isso tinha-a
tornada numa pessoa amarga, vingativa, algu�m bem diferente da Serenidade que todos conheciam e adoravam. Perdia facilmente a cabe�a e, volta e meia, mandava prender algu�m sem raz�o aparente. Sempre mulheres. As pessoas do reino estavam assustadas com esta faceta desconhecida e rezavam para que algu�m salvasse a alma da sua Rainha. As guerreiras navegantes tentavam chamar Serenidade � raz�o, mas sem resultado.

Venus: Serenidade, tens que parar com isto. Tu n�o �s assim, nunca foste!

Serenidade: As circunst�ncias n�o me deixam ser de outra forma. Estou farta de ser a Serenidade boazinha e inocente que se deixa enganar por toda a gente. Isso j� me custou a minha filha, n�o vou deixar que volte a acontecer.

J�piter (tentando cham�-la � raz�o): Mas n�o percebes que assim s� est�s a afastar aqueles que te amam?

Serenidade (zangada): Mas afinal voc�s s�o minhas amigas ou n�o? Deviam estar do meu lado, apoiar-me!

Marte: Precisamente por sermos tuas amigas � que te estamos a dizer isto. Tu est�s a agir como louca, Serenidade.

Serenidade (indignada): Louca, eu? Como � que te atreves?

Merc�rio: (tentando acalmar os �nimos): Serenidade, tem calma. N�o podes pensar que s� por n�o concordarmos contigo que n�o somos tuas amigas. S� estamos a tentar que percebas a situa��o. As pessoas do reino vivem apavoradas com o que possas fazer a seguir.

Serenidade: Esses a� s�o mas � uma cambada de ingratos. Dei-lhes paz, dei-lhes prosperidade e � assim que me agradecem?

J�piter: Tu come�aste a prender pessoas sem motivo nenhum. Como � que queres que eles se sintam?!?

Serenidade: Tenho a certeza que uma delas � a assassina da minha filha. S� me resta descobrir qual. Ah, essa miser�vel nem sabe o que a espera!

Venus (gritando): P�RA! Por favor, p�ra com isso. N�o percebes que est�s a destruir o reino mas, pior que tudo, est�s a destruir-te a ti pr�pria?

Serenidade (desconfiada): Porque queres tanto que eu pare? Tens medo que eu descubra algo que n�o deva? Voc�s n�o me est�o a esconder nada, pois n�o?

Venus: Ok, agora est�s a ser paran�ica!

Serenidade (furiosa): Chega! Primeiro chamam-me louca, depois chamam-me paran�ica... Estou cheia de dores de cabe�a. V�o-se embora.

Marte: De certeza que � isto que queres? Olha que depois n�o podes voltar atr�s...

Serenidade (empurrando-as para a porta): Sim, tenho. Agora saiam, por favor.

As amigas sa�ram e Serenidade ficou sozinha com os seus pensamentos.

Serenidade (pensando): Elas n�o percebem. N�o sabem o que � perder um filho. N�o percebem que sem a Small Lady fico incompleta, que me falta uma parte importante do meu cora��o. Oh, minha filha. Onde est�s tu? Ser� que me consegues ver onde quer que estejas? Tu compreendes o que fa�o, n�o compreendes? Sabes que � por ti...

Nesse momento bateram � porta. Era B�rbara.

B�rbara: Ouvi gritos. Aconteceu alguma coisa?

Serenidade (ir�nica): Foram as minhas �amigas� que decidiram ser a minha consci�ncia. Tamb�m achas que estou a agir mal?

B�rbara: Claro que n�o. Tens todo o direito de tentar descobrir com quem � que o Rei te traiu.

Serenidade: Obrigado pela compreens�o. Tens sido um grande apoio, uma grande amiga. S� tu percebes como eu sinto falta da Small Lady, afinal foste quase como uma segunda m�e para ela...

B�rbara: Sim. Tamb�m sinto muito a falta daquela pequenina. Tenho tantas saudades da voz e do riso dela.

Serenidade (deitando a cabe�a no colo dela): Achas que esta dor alguma vez vai desaparecer? Algum dia o meu cora��o vai sarar?

B�rbara (afagando-lhe o cabelo): Claro que sim. Tu �s forte, vais conseguir ultrapassar isto. Basta s� descobrires a amante do Rei que ficas bem.

Serenidade: Por falar nisso, como tens tanta certeza que � algu�m de fora do pal�cio?

B�rbara: Ora, se fosse algu�m do pal�cio tinhas percebido, n�o �?

Serenidade: Sim, tens raz�o. Bem, agora queria dormir um bocado. Estou esgotada. Importas-te?

B�rbara: Claro que n�o. Descansa, precisas.

Dito isto saiu do quarto.

B�rbara (pensando): Esta Serenidade � mesmo burrinha. Continua a acreditar em tudo o que eu digo. Se continuar assim, a popula��o vai-se revoltar e ela deixar� de ser rainha. Ent�o, o Endymion vai ser s� meu e eu serei a nova rainha do reino. J� falta pouco para os meus desejos se tornarem realidade!

 

 


Os textos s�o propriedade dos autores e qualquer reprodu��o destes deve ser consentida por eles, para tal, basta carregar no nome dos autores que se encontra depois do t�tulo da fic.