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Futuro
Desfeito
por
BunnyGirl e
Ju
Cap�tulo 2
Serenidade foi arrancada dos seus pensamentos ao ouvir algu�m bater �
porta.
Serenidade: Sim?
B�rbara: Majestade, o rei est� � porta do
pal�cio e insiste em falar consigo.
Serenidade: O qu�? Ele teve o descaramento de
aparecer aqui?
B�rbara: os guardas impediram-no de entrar, mas
ele diz que n�o sai dali enquanto n�o falar consigo.
Serenidade: Muito bem, ent�o leva-o at� �
biblioteca e diz que j� vou ter com ele.
B�rbara: Como queira, majestade.
Serenidade: B�rbara, j� te disse que n�o
precisas dessas formalidades quando estamos a s�s. Al�m de seres a ama
da Small Lady, �s tamb�m minha amiga, n�o �s? Trata-me s� por
Serenidade.
B�rbara (envergonhada): Sim majes... Serenidade.
Serenidade sorriu e B�rbara retribuiu o sorriso
saindo depois do quarto. Serenidade (pensando) Como � que ele tem
coragem de aparecer aqui depois de tudo o que se passou? Como? Mas isto
n�o vai ficar assim.
� porta do castelo, Endymion esperava ansioso
pela sua (ainda) esposa. Tinha um ar cansado e o rosto estranhamente
envelhecido. Ia andando de um lado para o outro enquanto pensava no que
ia dizer a Serenidade. Tinha que conseguir desfazer esse mal entendido.
Tinha que explicar a Serenidade, a sua cara de lua, que nunca seria
capaz de...
B�rbara: Endymion? A rainha diz para ires para a
biblioteca que ela j� vai ter contigo. Eu acompanho-te.
Dirigiram-se, em sil�ncio, para a biblioteca.
Num local onde ningu�m os via, B�rbara empurrou Endymion contra a parede
e tentou beij�-lo.
Endymion (empurrando-a): Larga-me! J� n�o chega
o que fizeste � minha filha, ainda me queres arranjar mais problemas?
B�rbara: Mas tu sabes como eu te amo. Deste-me
esperan�as, fizeste-me acreditar que poderia acontecer algo entr...
Endymion (interrompendo-a): Mas que conversa �
essa? Eu nunca te dei esperan�as. Amo a Serenidade, nunca a iria trair.
N�o tenho culpa que essa tua cabecinha tenha criado ilus�es! Mas agora
vou esclarecer tudo com a minha mulher. Ela vai ver a v�bora que tu �s e
tudo vai ficar bem.
B�rbara (soltando uma gargalhada maliciosa): E
achas que ela vai acreditar em ti? Pobre coitado! Aquela tonta pensa que
n�s somos amigas, nunca vais conseguir provar nada.
Endymion (irritado): Veremos.
Endymion dirigiu-se, ent�o, para a biblioteca.
Ela vai acreditar em mim, vai acreditar no meu amor! Da �ltima vez
n�o me deu oportunidade de me explicar, mas eu sei que agora vou
conseguir.
Quando chegou � biblioteca Serenidade j� o
esperava.
Serenidade (fria): Primeiro que tudo, gostava de
saber como conseguis-te entrar no reino depois de eu te ter expulso.
Endymion (sorrindo): J� devias saber que por ti,
fa�o tudo.
Serenidade (tentando manter a calma): Em segundo
lugar, queria saber como tiveste a lata de aparecer aqui depois de tudo
o que fizeste!
Endymion: Deixa-me explicar, por favor! Tudo n�o
passou de um mal-entendido...
Serenidade (aos gritos): UM MAL-ENTENDIDO?? A
minha filha morreu por tua causa, porque aquilo que fizeste lhe tirou
toda a esperan�a no futuro e na vida e tu dizes-me que isso foi um
mal-entendido?
Endymion: Serenidade, meu amor...
Serenidade (chorando): N�o me chames de amor!
Que raio de amor � esse que dizes sentir que faz com que me traias? Que
mata a nossa filha?
Endymion (chorando tamb�m): Tu sabes que te amo!
Que sou capaz de morrer por ti. Por favor, acredita em mim! Eu nunca te
trai. Se me desses a oportunidade de me explicar...
Serenidade (furiosa): SAI! Sai imediatamente
daqui! E se te voltar a ver no reino, juro que mando prender-te! Nunca
mais te atrevas a aparecer-me � frente, ouvis-te bem?
Endymion: Mas...
Serenidade (grita): GUARDAS!
Estes aparecem prontamente � porta: Chamou
majestade?
Serenidade (tentando recompor-se): Por favor,
acompanhem esse senhor � porta. E se ele voltar a aparecer, n�o hesitem
em prend�-lo.
Guardas: �s suas ordens.
Endymion (enquanto os guardas o arrastavam para
fora da biblioteca): Eu vou provar-te que est�s errada! Vou provar-te o
meu amor. Por favor, tem cuidado com a...
Mas a� a sua voz deixou de se ouvir.
Serenidade ficou sozinha na biblioteca. Os seus
joelhos finalmente cederam e ela deixou-se cair no cadeir�o atr�s de si
tentando conter as l�grimas que insistiam em cair.
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