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Eternal Love por Apoluh
Cap�tulo 1 �
- Consigo ver-te, Sailor Moon, consigo ver o teu brilho, uma luz doce e calorosa� � - Obrigada, o teu brilho iluminou a Gal�xia com a tua doce e calorosa luz! - E�o Caos desapareceu?
- Eu acho que ele voltou para o lugar onde pertence.
- O lugar onde pertence?
- Sim, para as pessoas.
- Ent�o�
- N�o te preocupes! Vamos acreditar nas pessoas que amam o seu planeta, a Luz da Esperan�a est� em todos n�s!
Algures num planeta... Estava um dia normal, embora pairasse uma suave onda de nervosismo em mim, e em todo o Reino, pois Elian, a minha irm� mais velha, ia apresentar-se como a nova Rainha Sedna � Sede da Popula��o, que ficava um pouco longe da cidade, uma vez que o Reino tinha sido destru�do, junto de milhares de fam�lias, ap�s a ultima batalha, grande parte do planeta estava agora em ru�nas. Meses depois da guerra, que, acabou felizmente com uma esp�cie de tratado de paz, os membros da Organiza��o aclamaram Elian como a nova Rainha Sedna por direito, uma vez que era a filha mais velha dos antigos governantes. Elian ia ent�o, hoje, tomar o poder e apresentar os seus planos de reconstru��o e as suas novas legisla��es. O pal�cio estava completamente vazio, apenas estava eu. Guardas, empregados, jardineiros, � enfim�, estavam todos na parte exterior � espera de not�cias. Perto da porta da sala principal, uma sala bastante grande, parecida com uma biblioteca, rodeada de estantes, � l� que est�o guardados os documentos mais importantes do reino, como a planta do castelo, planos de batalha�, era uma sala que permanecia sempre bastante segura, onde se costumavam fazer as reuni�es familiares, estava um livro ca�do no ch�o, tinha uma capa de pele castanha com uma estrela no centro, aparentava ser antigo, era bastante bonito, notei que tinha um cadeado por�m estragado, decidi ent�o abri-lo para ver o que tinha l� dentro. Algumas p�ginas estavam rasgadas e apresentavam vest�gios de pingos encarnados e espalhados, parecidos com sangue. Comecei a ler a primeira p�gina, que at� nem aparentava grandes estragos, e dizia; �Querido di�rio,
Ol�, como � a primeira vez que te estou a escrever, vou-te falar um pouco sobre mim� Bem� o meu nome � Elian, tenho 16 anos, considero-me uma rapariga bastante sonhadora, vivo com os meus pais, actuais regentes do planeta, e com o meu irm�o que � tr�s anos mais novo do que eu, vivemos nos Pal�cio Real Sedna, � um s�tio calmo onde os dias s�o sempre carregados de luz, a temperatura � agrad�vel, enfim, gosto de aqui morar at� porque vivo rodeada de flores, que adoro e me fazem sentir bem, pois o pal�cio est� sempre cheio delas, a minha m�e adora trata-las. N�o costumamos ter grandes desaven�as, posso at� dizer que somos uma fam�lia feliz. Gosto da minha vida, embora seja um pouco cansativa com as aulas reais, sonho um dia em tornar-me numa boa rainha, por isso tenho de estar bem preparada. N�o tenho muitos amigos, as minhas aulas ocupam-me quase o dia inteiro que nem tenho tempo para muitas amizades, tenho pena, mas j� me conformei. A minha melhor amiga chama-se Chu, � sem d�vida a melhor companheira que alguma vez poderia ter tido, damo-nos super bem. Somos bastante parecidas, n�o fisicamente, pois ela tem olhos azuis, o cabelo mais curto, preto e usa dois odangos, e eu o cabelo longo em tons dourados, geralmente com duas tran�as a prende-lo, tenho os olhos amarelos e sou mais alta do que ela�, mas psicologicamente, em termos dos nossos defeitos e qualidades somos praticamente g�meas, como ela sempre costuma dizer. Outra pessoa que n�o podia deixar de te falar � a Fiora, tamb�m nos damos bem e� passamos muito tempo juntas, embora sinta que h� algo estranho com ela que me afasta e �s vezes chego quase a odi�-la, n�o s� por ela ter namorado com o rapaz que eu gostava, mesmo sabendo que eu o amava, mas porque �s vezes sinto que n�o somos amigas, e ela parece ser um pouco falsa comigo�mas enfim, at� nos damos bem, chego a ficar com vergonha de pensar isto dela...� Ao ler aquelas palavras percebi que se tratava do di�rio da minha irm� e parei de o ler. O livro tinha cerca de dois anos, uma vez que ela se encontrava agora com 18 anos, e n�o com 16 como mencionado, e que ela ainda falava na Chu como se ela ainda estivesse c�. J� tinham passado algumas horas e a Elian ainda n�o tinha chegado, est�vamos a ficar preocupados pois o tempo ficou completamente escuro com sinais de nuvens arroxeadas no c�u e a viagem n�o era curta, e est�vamos sem not�cias dela desde que saiu. - Bem quando ela chegar deve vir cansada, se calhar as coisas n�o correram bem�- pensei eu alto, enquanto caminhava ao encontro do Alf, que era uma esp�cie de �governanta da casa� em forma de homem um pouco marreco, que ainda se encontrava no exterior com a maior parte dos empregados � Quero que mandes preparar um �ptimo jantar e um banho de espuma relaxante para a minha maninha que deve vir cansada! � ordenei. - � p�ra j�. � respondeu Alf, e sem mais demoras seguiu para a zona das cozinhas que ficava num s�tio arejado, para avisar os cozinheiros. Eram dez horas da noite, ouviu se um barulho vindo da rua. - � a menina Elian! A menina Elian chegou! � grita um dos empregados euf�rico como se tivesse ganho a lotaria. Ao ouvir estas palavras corri ansioso at� � porta principal para saber as novidades. - A Fiora veio mudar-se para c�, quero que ela seja tratada como uma rainha, ouviram bem? Agora preparem-me um bom banho perfumado! � disse Elian num tom autorit�rio que nem parecia dela. - Elian!? O que � que se passou contigo? O que � isso? � perguntei eu espantado ao v�-la. Trazia um vestido bem decotado, preto, comprido com uma racha que vinha desde as suas ancas at� aos p�s. - Est� calado e vai mas � dormir! � ordenou-me Elian. - Vamos Fiora? � Perguntou Elian com um ar de satisfa��o. - Sim! � respondeu-lhe Fiora alegremente, desviando-me ao mesmo tempo um olhar de desprezo. - Aonde � que v�o? - perguntei eu como se j� soubesse que n�o ia obter qualquer resposta. - Desculpa�? Vai-te mas � deitar, e p�ra de nos chatear o ju�zo! � ordenou-me Elian. Fez-se sil�ncio, que foi quebrado por uma curta gargalhada de Fiora. Em seguida subiram as duas as escadas em caracol que ficavam juntas � entrada da sala principal, deduzi ent�o que fossem para o quarto de Elian. Esperei um pouco e segui-as, ap�s subir as escadas descalcei as minhas botas pretas, pois o som dos meus passos ecoava pelo longo corredor. Ouvia agora apenas a minha respira��o, at� que, dou um pequeno salto, era apenas a fechadura da porta do quarto de a Elian a ser trancada. Encostei o ouvido � porta, mas n�o consegui perceber o que estavam a falar, percebi que se estavam a aproximar-se da porta e, antes que a abrissem e se deparassem comigo a espia-las resolvi descer as escadas e ir para o meu quarto que ficava no andar a baixo. A minha cabe�a parecia que ia explodir, n�o sabia o que se tinha passado na Organiza��o enquanto a Elian esteve l�, j� n�o sabia na verdade quem ela era, a mudan�a e a amizade repentina de Fiora e Elian, tudo isto tornara a minha cabe�a completamente confusa, parecia que j� nem sabia quem era�precisava de um amigo�sentia-me sozinho ali� fui-me finalmente deitar, amanh� seria um novo dia, j� tinha mais tempo para pensar com calma, na situa��o que se estava a passar em casa, foi ent�o que ao tapar-me com os len��is azuis de flanela da minha cama, apareceu uma linda rapariga de cabelos longos cor-de-rosa, com trajes de princesa, um vestido longo branco com bordados dourados, a chamar pelo meu nome. - Apoluh�Apoluh�, � n�o est�s sozinho� � falou suavemente a rapariga dando me em seguida um beijo, um beijo diferente como nunca tinha dado antes, era um beijo extremamente doce e caloroso. - Quem �s tu? Como � que te chamas? � perguntei-lhe eu ainda hipnotizado. Ou�o um grande estrondo, abro os olhos e vejo que tinham ca�do livros da minha estante. - Fiora? O que � que est�s aqui a fazer? - Estavas a dormir fofinho, parecias um anjinho, estavas a sonhar comigo? � disse-me Fiora ironicamente. - Responde-me est�pida! - Cala-te e d�-me o livro! - H�? Qual livro? �T�s-te a passar? � perguntei-lhe confuso. - Bem! Vou me embora, mas isto n�o fica assim, ouviste bem!? � disse Fiora furiosa. A minha cabe�a estava ainda pior, voltei para a cama e dormi como uma pedra. No dia seguinte, acordei tarde, estava com a cabe�a como se tivesse apanhado uma bebedeira no dia anterior. Uma luz surge da porta e uma voz diz; - Hey! Toca a levantar, n�o achas que j� s�o horas de sair dessa cama? - Tu!? � exclamei eu estupefacto. - Oh Sim! Qual � o espanto�!? � responde alegremente uma rapariga extremamente querida, baixinha, com um penteado e trajes bastante engra�ados � n�o tiveste saudades!? E sem dizer nada dou-lhe um forte abra�o. - Como � que conseguiste escapar? Est�s s� de passagem ou�? Ela� veio contigo? E como � que entraste? Chegaste � muito tempo? � perguntei-lhe sendo em seguida interrompido por ela. - Tem l� calminha, sim?! Eu explico tudo! - Ent�o desembucha! � digo eu extremamente ansioso e feliz. - Bem, lembras-te quando a Sailor Gal�xia � oh � claro que lembras� mas eu quero dizer� bem� depois de ela ter acabado com a nossa �casa� e de ter recolhido todas as sementes de estrela, eu aceitei ser sua servente, a fim de ela n�o levar a tua semente de estrela e a da tua irm�, � claro que todos n�s sab�amos que ela iria voltar� Pois bem ela deu-me um par de pulseiras que mantinham a minha forma f�sica. Ap�s partirmos daqui, a majest�, a Sailor Gal�xia sentiu uma forte energia vinda de um planeta aqui perto, ent�o mandou-me recolher sementes de estrela naquele planeta, eu at� descobri duas, mas n�o as consegui recolher, ent�o a Sailor Gal�xia j� farta dos meus fracassos n�o me deu mais tempo e retirou-me as pulseiras� Estive este tempo todo parcialmente morta, mas a Sailor Moon libertou o Caos da guerreira lend�ria, as sementes de estrela foram libertadas e eu consegui chegar at� aqui por uma forte luz desconhecida que me guiou. Temo at� que algumas sementes de estrela estejam perdidas no espa�o�Mas o pior j� passou e o que interessa agora � que eu estou aqui pronta para voltar a trabalhar, e proteger este planeta dos raticidas! � explicou-me Sailor Iron Mouse, acabando com uma grande gargalhada. - Pois! � digo eu, abra�ando-me novamente a ela � Nem sabes as saudades que tive! Mas depois explicas-me melhor essa hist�ria! - Ah ah, n�o interessa! � continua Iron Mouse, rindo-se. - Bem, vou mandar o Alf preparar um pequeno-almo�o delicioso para n�s! � digo entusiasmado. - Ok! Eu vou contigo, j� tenho saudades daquele marreco! Ainda n�o o vi! � diz Iron Mouse sorrindo. Abrimos a porta do meu quarto, ainda estava de pijama, seguimos at� � porta que dava para o jardim principal, onde habitualmente ele costuma estar, mas n�o havia sinais dele, estavam apenas alguns jardineiros. - William, viste o Alf? � perguntou Iron Mouse a um dos jardineiros. - N�o senhora, n�s chegamos ainda h� pouco, fomos buscar sementes e am�nio. � responde-nos o jardineiro. - Ok, obrigada na mesma. - agradece gentilmente Iron. - Vamos ver se ele est� na cozinha. � sugiro. - Ent�o eu vou, tu j� te ias � vestir, n�o vais andar por a� o dia inteiro semi-nu! - Est� bem, vou subir ent�o, e depois vou ter contigo � cozinha. � disse eu embara�ado. Ao subir as escadas, ouvi risadas vindas do andar a cima, voltei atr�s, subi as escadas sempre a seguir o som, vinha do quarto da Elian; - Toma usa estas pulseiras como sinal da nossa amizade, v�s eu tamb�m tenho umas, v� coloca-as! De repente ouve se um grito. Abro a rapidamente a porta do quarto; -O que � que se passa? � pergunto eu exalado. -Hei! Nunca te ensinaram a bater � porta?! � exclamou Fiora. -Que grito foi aquele? Fiora levanta o bra�o com cara sarc�stica, aponta para cima, era a televis�o� -V�s�agora vai te embora � super-homem�! � diz Elian aborrecida. Fechei a porta cuidadosamente, e desci ao encontro de Iron Mouse. Aquele grito parecia mesmo a voz da Elian� -Ainda ningu�m viu o Alf hoje. � disse-me Iron Mouse. -� - Hey, est�s-me a ouvir!? Ainda n�o viram o Alf! � continuou Iron. -Desculpa�estava aqui a pensar. Pois realmente � estranho� ele costuma levantar-se cedo� Fiora e Elian entram na sala; -Andas � procura do marreco? N�o sabes que ele se foi embora? � perguntou Elian num tom ir�nico, nem chegando a reparar em Iron Mouse. -Sempre voltaste� - murmurou Fiora olhando para Iron Mouse. - Tu!? Aqui!? Volta mas � para o esgoto donde sa�ste! � vociferou Elian. - N�o pode ser! As tuas pulseiras! � gritou Iron Mouse aterrorizada. Elian e Fiora tinham ambas uma bracelete de ouro, em cada bra�o, com uma gema no cento, no bra�o direito verde e no esquerdo roxa. - O que � que t�m? � pergunto eu meio atordoado. De seguida Iron Mouse correu para dentro, ao mesmo tempo que Fiora gritava; - N�o as encontras em loja nenhuma! - E ai de ti que mandes fazer umas iguais! � continuou Elian provocando uma risada entre as duas. Corri ao encontro de Iron Mouse, que se estava no jardim - N�o lhe ligues, ela est� completamente passada, temos agora de descobrir o que � que se anda a passar. � expliquei-lhe eu atenciosamente. - N�o � isso! - Ent�o � o qu�? - Viste as pulseiras delas�? - O que � que tinham�? N�o eram assim t�o feias�! - N�o � isso� Aquelas pulseiras� aquelas pulseiras s�o as da� Aquelas pulseiras s�o iguais �s pulseiras da Sailor Gal�xia!! - Tem calma� tu n�o disseste que ela foi derrotada�? - Sim, a Sailor Moon libertou o�Temos que sair daqui o mais depressa poss�vel! Passam dois jardineiros por n�s, repar�mos que tamb�m tinham um par de braceletes iguais �s de Elian e Fiora, embora a gema que continham no centro fosse bem mais pequena. - Aiii� v�s todos t�m! � desesperou Iron Mouse. - E o que � que tem? Se calhar ela achou-as t�o bonitas, e como a sua querida amiga tamb�m tem umas, decidiu coloc�-las em todos os trabalhadores do pal�cio� - expliquei-lhe eu tentando acalma-la. - Nuca pensei que fosses t�o lento� - Vamos esperar mais algum tempo� n�o h�-de ser o fim do mundo� - Ok� tu � que sabes� - suspirou Iron Mouse. Passados dois dias, sem ter acontecido nada de estranho, embora o comportamento de Elian piorasse dia para dia. Estava mau tempo, o c�u encontrava-se barrado por nuvens bastantes escuras em tons arroxeados. Eu e Iron Mouse, est�vamos na sala que tinha entrada para o jardim principal, a observar o tempo por uma janela. - Que raio de tempo! � exclamei eu de olhos postos na janela. - Bem podes dize-lo, por agora � melhor n�o sairmos de casa� - continuou ela. - Olha vou l� fora dizer pelo menos aqueles dois que podem vir para dentro. - Eu vou contigo, aproveito e vejo se est� frio. � disse Iron Mouse dando um leve sorriso. Abrimos a porta, estava um pouco de frio, arrastando-se atrav�s de uma leve onda de vento. - Mas que raio� estavam aqui ainda agora! - Olha est�o ali ao fundo! � grita Iron Mouse. Corremos ao encontro deles; - Podem acabar de cortar as ramas amanh� vai come�ar a chover, podem-se recolher. � aviso eu aos dois jardineiros que se encontravam virados de costas � Est� tudo bem ? � pergunto-lhes, enquanto estes se viram a espumar-se da boca e a tremer; - �Tria mera � - murmuram os dois contorcendo-se. - O qu�? � pergunto aos dois, ao mesmo tempo que dou um olhar para Iron Mouse querendo perguntar se ela tinha percebido. - Querem que v� pedir para chamarem um m�dico? � ofereceu-se Iron Mouse. De repente os dois jardineiros haviam se tornado completamente em monstros, verdes, com trajes bastante esquisitos, um com um serrote pegado ao bra�o, e outro uma grande tesoura, os dois horrendos, come�am a dirigir-se a n�s; - J� cuidaram das vossas plantinhas, hoje? � pergunta um deles, de voz inocente. - Quais flores? O qu�? � pergunt�mos eu e Iron Mouse. - Vou-vos ensinar a ajardinar! Precisam de um bocadinho de am�nio! Hihihi! � grita o monstro da tesoura, deitando uma subst�ncia azul da boca. -Ai! O que � isto? � pergunto eu. - Foge! S�o Farges! � gritou Iron Mouse. - S�o o qu�? � pergunto eu novamente, come�ando a correr. - Aaiii, socorro, m�ezinha! Corre! � grita Iron Mouse, desencabrestada. - Hihihi! Vou-vos cortar as ra�zes todas! Hihihihi! � grita estridentemente um deles. - Hihihi! Mais um bocadinho de am�nio, vou cuidar muito bem de voc�s! � continua o outro. - Aiiii, acudam�! � grita novamente Iron Mouse de l�grimas nos olhos. - Tem calma! Vamos por aqui! � susurro eu a Iron Mouse, entrando na casa das ferramentas, que ficava rodeada de arbustos � Acho que os despist�mos! - Sim, mas tem cuidado, fala baixo! N�o os est�s a ouvir?! � diz baixinho Sailor Iron Mouse. - Ah! V�o arrepender-se de n�o terem aceite os nossos cuidados especiais! V�o ficar cheiinhos de piolhos! � Grita um deles. - Credo o que era aquilo? � pergunto cansado a Iron Mouse. - Aquilo s�o Farges, eu depois explico, e agora ainda queres ficar aqui? � pergunta-me baixinho Iron Mouse. - N�o podemos deixar a Elian aqui sozinha, fugir seria uma atitude de extrema cobardia! - Ent�o preferes ficar aqui, a ser atacado por estes monstros, sem poder fazer nada a ver a situa��o piorar dia para dia? � argumenta Iron Mouse um pouco enraivecida. - Ent�o e vamos para onde? N�o temos para onde ir� - N�o sei� mas aqui n�o podemos ficar� temos que sair daqui para ficarmos em seguran�a, tentar arranjar uma solu��o e saber o que � que se passa, o mais r�pido poss�vel! � explica ela exausta � Vamos? - Ser� que ela est� a falar a verdade? N�o ter� Iron Mouse alguma coisa a ver com isto? Devo confiar nela? Afinal ela serviu a Sailor Gal�xia este tempo todo� - todas estas perguntas nadavam rapidamente na minha cabe�a � O que � que eu fa�o? � perguntei eu a mim pr�prio. De repente um dos monstros arromba a porta da arrecada��o onde est�vamos e dirige-se lentamente a n�s. - Hihihi! Est�o aqui! Agora v�o arrepender-se de terem rejeitado os nossos cuidados! - E agora, faz alguma coisa por favor! � pe�o eu desesperadamente a Iron Mouse. - Toma isto! Hihihi , vais ficar uma bela florzinha! � grita o monstro deitando um liquido amarelo em Iron Mouse. - J� chega de brincadeira! � Iron Mouse, ao dizer estas palavras, dobra os bra�os rapidamente, fazendo sair uma l�mina fosforescente que ataca o monstro fazendo-o desaparecer. � O outro farge deve estar por a�, vamos embora ou n�o? N�o queres procurar a pessoa que causou isto tudo?
- Tens
raz�o! Temos que nos vingar! Dito isto demos os dois as m�os fazendo aparecer uma forte luz branca com uma esp�cie de buraco no centro, mesmo por cima de n�s. ---------------------------------------------------
Pipipipipipipipipipipi
- Ai� j� vai! Cala-te porcaria�! � disse Apoluh ensonado, atirando o despertador de metal para o ch�o, fazendo com que este de parta e se desfa�a em bocados no ch�o. Tal foi o estrondo que Iron Mouse entra disparada no quarto onde Apoluh dormia; - Que barulho foi aquele? - H�? Deixa-me dormir� - O qu�?! Est� na hora! Lembra-te que hoje � o dia da apresenta��o na escola� N�o podemos chegar atrasados! Fui � padaria aqui do pr�dio ao lado, est� ali p�o quentinho! Anda! Levanta-te dessa cama! Eu � que ainda devia estar a dormir! � Disse Iron Mouse. Iron Mouse � uma rapariga jovem, n�o aparenta mais de 25 anos, � de estatura pequena, com cabelos brancos, usa dois odangos bem redondos que fazem deslizar um pequeno canudo, lembrando um fio de telefone, a sua cara redonda e um pouco p�lida estava agora com um leve tom encarnado � Olha se n�o te levantas�! � suspirou ela novamente j� irritada. - Pronto! � gritou Apoluh tamb�m um pouco irritado, dando um pulo da cama, tirando rapidamente as suas cal�as de pijama azuis e pegando numa toalha de banho que se encontrava junto � sua cama � Vou s� tomar um banho num instante� Apoluh � um rapaz de 16 anos, tem uma estatura m�dia para a sua idade, de cabelo em p� com tons de azul, barba raspada na cara e dois brincos de prata, um no sobrolho e outro na orelha. Ao sair do banho vestiu uma simples camisola amarela, um casaco azul e uns jeans. - Agora pareces um verdadeiro terr�queo! � elogiou Iron Mouse com um sorriso amig�vel. - Vestem roupa bastante confort�vel. � retribuiu Apoluh com um sorriso. - Vamos tomar o pequeno-almo�o. Ap�s Iron Mouse acabar de comer todo o p�o integral que tinha trazido e de Apoluh terminar de comer os seus cereais, Mouse abre a dispensa, tira uma barra de cereais integral, pega nas chaves do carro e ambos saem de casa, descem pelo elevador at� a garagem e entram num pequeno carro azul escuro; - De certeza que te habituas � escola daqui! N�o � muito diferente da de l�. Vais ver que vais gostar daqui. - Sim, espero que sim, mas� o importante n�o � aprender alguma coisa de jeito, o importante � cumprirmos o que c� viemos fazer! - Sim� olha estamos quase a chegar� � s� virar aqui� e� j� est�! Que felicidade cheg�mos � tua escolinha! � Disse Iron Mouse, estacionando o seu min�sculo carro, perto do passeio junto � escola. Chegaram � escola de Juuban, tinha uma grande entrada rodeada de edif�cios. No edif�cio central, estava uma parede coberta de pap�is; �9� ano� - Olha � aqui! Agora basta procurar o teu nome para saber em que turma est�s. � informou Iron Mouse a Apoluh, que estava j� um pouco afastado dela, a mirando a escola completamente ausente �s palavras que lhe estavam a dizer � Hum�est� aqui: � Andr� Chuuko� turma J � olha a apresenta��o � na sala A5! �s 9h30, est� quase! Vamos ver onde fica isso! � disse alegremente Mouse � Ah, pois � esqueci-me de te dizer, aqui n�o te posso chamar de Apoluh, tenho de me habituar a chamar-te assim, Andr�! Eu s� escolho bons nomes, n�o � giro? � continuou dando uma pequena gargalhada. - Por mim, tanto faz� uma porcaria qualquer� - murmurou Apoluh. - Desculpa l� n�o te ter avisado. Eu sou a Nezu Chuuko, prazer em conhecer-lo Andr�! � disse Iron Mouse de sorriso na cara tentado animar Apoluh. � Tamb�m� � imposs�vel falar contigo de manh�! - V� vamos l� ver onde fica isso! Os dois olharam para o mapa da escola que se encontrava � entrada e seguiram por entre os estreitos corredores do piso A, onde j� se encontravam, em direc��o � sala onde seria a apresenta��o. Embora os longos e estreitos corredores da escola estivessem rodeados de portas, n�o era dif�cil encontrar a sala, pois todas elas estavam numeradas por ordem crescente, e como ambos vinham da entrada, rapidamente deram com a porta n�mero cinco. Passavam cinco minutos das nove e meia, os corredores estavam completamente vazios, pois todos os alunos que tinham apresenta��es �quela hora estavam agora na sala. - Cheg�mos atrasados� n�o te despachaste! Ap�s uma leve batida de Iron Mouse na porta, ambos entraram, disseram bom dia e sentaram se numa mesa da frente que permanecia vazia. A sala era ampla e bastante arejada. Os professorem encontravam-se diante do quadro, e falavam sobre as principais normas da escola, enquanto Apoluh contemplava a maravilhosa sala. - Bom para os alunos que j� c� andaram o que acabei de dizer n�o � novidade, mas pe�o aos novos alunos que cumpram as regras da escola, ou sujeitam-se a serem castigados depois de as aulas terminarem. � informou a directora de turma, uma mulher alta, de voz grossa e de cabelos castanhos compridos e ondulados - Como esta turma est� recheada de alunos novos, pe�o que se venham c� para a frente e fa�am uma pequena apresenta��o, para se irem enturmando mais rapidamente. Comecemos pelo n�mero um, �s tu, podes subir? � continuou a professora apontando para uma rapariga que se encontrava numa ponta de sala. Apoluh come�ou a sentir uma sensa��o estranha, que j� havia sentido antes, uma forte sensa��o. - N�mero seis, Andr� Chuuko, podes subir! Ao ouvir as palavras da professora, Apoluh subiu para fazer a sua apresenta��o, estava a sentir-se cada vez mais estranho. - Bem� o� o meu nome � Ap.. Andr�, tenho 16 anos, sou novo aqui na cidade e vim com a minha� - come�ou Apoluh a sua apresenta��o que foi interrompida por um bater de porta; - Podemos entrar? Desculpe o atraso! � disseram duas raparigas quase iguais. - Hum� claro� sentem-se! Est� aqui uma mesa � frente! � responde a professora um pouco espantada. - Chego atrasada � minha apresenta��o por causa de ti, Bunny! - Olha a culpa foi tua! � sussurraram as raparigas, mas de tal maneira que se ouviu na sala inteira. - Pe�o desculpa, podes continuar com a tua apresenta��o. � declarou a professora a Andr� � estavas a dizer que chegaste � cidade com a tua� Andr� estava sem reac��o, estava completamente pasmado a olhar para a rapariga de cabelos cor-de-rosa que tinha acabado de chegar e se sentado na mesa � sua frente. N�o podia ser, n�o podia acreditar no que estava diante dos seus olhos. Era ela, a rapariga com que tinha sonhado. Era ela, a rapariga que esteve guardada na sua cabe�a desde o sonho, lembrava-se perfeitamente da sua cara, era mesmo ela. Com isto a professora perguntou; - Est�s-te a sentir bem? - Claro que est�, � que sabe, n�s chegamos, como ele disse, � pouco tempo e ele ainda faz um bocadinho de confus�o com as palavras, n�o � verdade?! � explicou embara�adamente Iron Mouse. - A� claro� desculpem, vim com a minha� namorada! � continuou Apoluh, ainda pasmado para a rapariga. Todos na sala ficaram estupefactos a olhar para Andr�. - Ahah, l� est� ele a fazer confus�o com as palavras, ele quis dizer tia! � disse Iron Mouse rindo-se completamente vermelha, o que provocou uma pequena gargalhada entre as pessoas que estavam na sala, menos a Andr� que continuava pasmado para a rapariga, sem se aperceber se quer da situa��o. - Ah, n�o h� problema! � riu-se a professora � E j� agora qual � mesmo a vossa l�ngua materna? - Ʌ, � � franc�s! � exclamou Iron Mouse, cada vez mais nervosa, com um sorriso for�ado estampado na cara. - Que bom! Isso quer dizer que ele vai dar-se bem comigo, � que eu sou a professora de franc�s! C�est fini? Ton pr�sentation, Andr�? - A� OK! � respondeu Andr� atrapalhado, sem saber a m�nima ideia o que a professora estava a perguntar. � Bem� acho que j� disse tudo� vou me sentar! - O n�mero seguinte, 7! Chibiusa Tsukino, pode subir! - Ol�, o meu nome � Chibiusa, tenho 14 anos, a maior parte j� me conhece� e vim com a chata da minha irm� Bunny que me atrasou, que est� ali sentada! Bem acho que � s�! Seguiu-se com a apresenta��o dos restantes alunos, as aulas come�avam amanh�. Apoluh estava ansioso por voltar a ver a rapariga do sonho, que agora j� sabia o nome, Chibiusa era o nome que n�o lhe saia da cabe�a.
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